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Política

Janones afirma que cogitou desistir e conversou com Lula, mas agora quer levar candidatura até o fim

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Candidato do Avante participou de sabatina na ‘Central das Eleições’ da GloboNews. Simone Tebet (MDB) foi sabatinada na segunda; Ciro Gomes (PDT) participa nesta quarta. André Janones (Avante) na Central das Eleições, na GloboNews
Marcos Serra Lima/g1
O candidato do Avante à Presidência da República, deputado André Janones (MG), afirmou nesta terça-feira (26) que chegou a ponderar a retirada da pré-candidatura ao Palácio do Planalto – mas, atualmente, pretende levar a chapa até o fim.
A declaração foi dada na sabatina da “Central das Eleições”, da GloboNews. O programa entrevistou a pré-candidata Simone Tebet (MDB) nesta segunda (25). O candidato Ciro Gomes (PDT) participa nesta quarta (27). Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) também foram convidados, mas não confirmaram presença no prazo estipulado em reunião.
Janones afirmou que poderia abandonar a candidatura se entendesse o gesto como necessário para uma “luta em favor da democracia” – e se algum dos outros pré-candidatos se oferecesse para incorporar suas propostas a um eventual mandato.
“Eu sou um idealista, não estou na política em troca de cargos, buscando ministérios, para fazer dela um balcão de negócios. Para mim, não tem nenhum problema eu ficar quatro anos sem mandato, estou totalmente ciente do risco que isso implica”, declarou.
“Eu poderia ter retirado a minha pré-candidatura se algum dos candidatos tivesse me procurado para a gente conversar sobre as minhas propostas”, disse.
Janones diz que chegou a se reunir com o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, há cerca de 15 dias. Na reunião, Lula teria elogiado a trajetória e a “teimosia” do candidato do Avante – mas, segundo o deputado, o ex-presidente não se ofereceu para incorporar suas ideias ao plano de governo do PT.
“O ex-presidente Lula não me pediu para retirar a candidatura. A gente fez um encontro, nós conversamos bastante, foi há cerca de 15 dias, a gente conversou bastante, ele falou sobre a minha trajetória, sobre o papel que eu desempenho na defesa da democracia.”, disse.
“Ele também me disse que ele não teria moral para pedir que eu desistisse da minha candidatura, porque ele disse que me vê tão teimoso como ele”, afirmou.
O Assunto: Janones propõe investimento em educação básica, reforma tributária em 6 meses e Auxílio Brasil ‘mais robusto’
Propostas
Ao longo da sabatina, Janones também descreveu, em linhas gerais, propostas para enfrentar a crise econômica e a escalada da fome no Brasil. O candidato do Avante afirma que pretende fazer uma reforma tributária, incluindo taxação de grandes fortunas e cortes de subsídios, para bancar uma versão permanente do Auxílio Brasil de R$ 600.
“Num primeiro momento, de forma objetiva, rápida e direta, para essas pessoas que estão passando fome, a criação de um programa de transferência. Acredito na aprovação, nos seis primeiros meses de governo, de uma reforma tributária que busque viabilizar o pagamento imediato desse auxílio”, declarou.
André Janones também citou, como medidas econômicas, a realização de uma auditoria na dívida pública e o estabelecimento de limites para as taxas de juros cobradas pelos bancos – que, segundo ele, são a principal causa do “sacrifício da classe média”.
Central das Eleições: Simone Tebet diz que tripé da campanha será economia verde, agenda social e ‘governo afetivo’
Mais temas
Veja, abaixo, o que André Janones disse sobre outros temas durante a sabatina:
Pilares da campanha
“Busquei primeiro uma mensagem para nossa pré-candidatura – agora candidatura – transmitir. Essa mensagem clara tem dois pilares: a fuga, entre aspas, do debate ideológico, não transformar o debate ideológico em debate prioritário na nossa candidatura. E o principal pilar, aí sim, objetivo a ser alcançado a [redução da] desigualdade social do nosso país. Essa mensagem de diminuição da desigualdade social permeia as nossas propostas para educação, para o social, para a saúde pública, enfim, para todas elas.”
Educação pública
“A principal lógica nossa é um maior investimento na educação infantil e na educação básica. O que aconteceu no nosso país nos últimos anos? Houve um maciço investimento na educação superior, no oferecimento de vagas, mas na prática o que a gente está fazendo é entregando diplomas para pessoas sem a capacitação necessária. Então, a gente está investindo muito na ponta, e deixando de investir na base. Eu estou dizendo que não devemos investir em educação superior? Vamos deixar de ser utópicos e trazer para a realidade. Política para mim, a definição é eleger prioridades.”
Mensalidade nas universidades públicas
“Sou contra a PEC [que prevê a cobrança], já me posicionei n vezes contrário. Acho um retrocesso. A gente precisa universalizar mais o acesso ao ensino público de qualidade. E não restringir. Então, me posiciono contrário.”
Saúde
“A principal medida que a gente propõe para que esses recursos [da saúde] sejam melhor aplicados é a gente investir mais em atenção primária. De novo, inverter a lógica de investimento. Investir mais na atenção primária […]. Buscar aplicar a maior parte dos recursos na atenção primária. Cerca de 80% dos atendimentos de saúde deveriam, teoricamente, ser resolvidos na atenção primária. Hoje você passa a maioria para atenção secundária e para a atenção terciária.”
André Janones (Avante) responde a pergunta sobre investimento em saúde
Renda mínima e combate à fome
“Nossa principal bandeira de campanha, programa de imediato, para o primeiro dia, é a gente começar a desenvolver uma reforma tributária, uma ampla reforma tributária, que vise diminuir a desigualdade social e o principal pilar dessa diminuição da desigualdade social é a criação de um programa de renda mínima, em moldes muito parecidos com o Auxílio Emergencial e não com o [Auxílio Brasil]. A gente busca viabilizar isso, do ponto de vista financeiro, através de algumas medidas como o imposto sobre grandes fortunas.”
André Janones (Avante) responde a pergunta sobre combate à fome
Política e religião
“Eu acho extremamente preocupante a mistura de questões religiosas com questões políticas. Eu concebo a fé como algo absolutamente íntimo e pessoal. Então, quero traçar esse paralelo e dizer que o estadista, o homem público ele deve saber separar a pessoa física, vamos dizer assim, do cargo que ele representa. Eu defendo o estado laico. E trabalho igualmente para o evangélico, para o espírita, para o católico, para o ateu etc.”
André Janones (Avante) responde a pergunta sobre o papel das religiões na defesa da democracia
Presença nas redes sociais
“Aqui está o principal diferencial meu para aqueles se elegeram nessa onda da nova política, eu, ao contrário da maioria deles, me assumo como político. Eu sou político, gosto de fazer política, sou um político nato, que só utilizo as redes sociais para me comunicar. Eu faço política, não sou youtuber, digital influencer, não faço dancinha. Eu comunico meu trabalho nas redes sociais. Então, eu tenho uma capacidade de articulação.”
Relação com o Congresso
“Fica estranho colocar a palavra acerto e Bolsonaro na mesma forma. Mas eu vou citar aqui uma exceção, para dizer que uma das pouquíssimas vezes que eu entendo que ele acertou em alguma declaração foi quando ele disse: ‘olha, os deputados e senadores que estão aí, foi a população que elegeu e eu preciso fazer política com eles’. Não da maneira que ele faz. Eu faria de uma maneira independente, transparente, clara, sem abrir mão dos meus princípios. Eu preferia ser cassado, como, por exemplo foi a ex-presidente Dilma, preferia ser ‘impeachmado’ do que abrir mão dos meus princípios, do que é caro para mim. Bolsonaro faz o contrário. Ele vendeu a alma para o Centrão.”
André Janones (Avante) responde a pergunta sobre relação com o Congresso
Revisão da Lei de Cotas
“Acho um absurdo que se discuta, que se pondere qualquer possibilidade de a gente retroceder no avanço gigante. Talvez lei, a Lei de Cotas tenha sido, na minha opinião, um dos marcos do Congresso na aprovação de leis, uma das leis que geraram resultado mais positivo nos últimos anos. […] Dois pontos para mim são principais: primeiro, que a gente possa aumentar a fiscalização, para que de fato a gente contemple alunos negros, indígenas, carentes, que fizeram o ensino médio integral em escolas públicas. E o principal […] que a gente possa estender a lei também para os cursos de pós-graduação, mestrado, doutorado. […] Defendo a implementação por mais dez anos e aí que a gente, novamente, daqui dez anos, faça uma avaliação com números oficiais para saber da necessidade ou não de uma nova renovação.”
André Janones (Avante) responde a pergunta sobre Lei de Cotas
Taxas de juros
“A gente precisa regularizar, limitando a cobrança de juros no nosso país. […] O que mais está sacrificando a classe média hoje? O pagamento de juros. Os juros do cartão de crédito. Então, a gente limitar os juros. E uma outra medida direta: colocar a Caixa e o Banco do Brasil para disputar espaço no mercado, cobrando taxas mais acessíveis, e assim forçando os bancos também a diminuírem suas taxas.”
Apoio à PEC Kamikaze
“O meu voto não foi um voto eleitoreiro, foi um voto humanitário. O meu questionamento não é por que pagar R$ 600 em auxílio em agosto, setembro, outubro e dezembro. O meu questionamento é por que não se pagou antes, e por que não vai se pagar depois do mês de dezembro. Eu defendo a implementação de um auxílio nesse valor há dois anos. Fui chamado n vezes de idiota, de populista e de demagogo pelo presidente. Estranhamente, agora, à véspera das eleições, ele concorda comigo e adota o mesmo discurso que eu.”
André Janones (Avante) responde a pergunta sobre a PEC Eleitoral
Uso do orçamento secreto
“Usei emendas do orçamento secreto de forma não secreta. De forma pública. Recebi um prefeito em meu gabinete. Ele fez um pedido de emenda para uma obra relacionada à moradia […] Eu levei ele até o Senado, fui recebido pelo presidente do Senado, esse prefeito expôs as necessidades, o presidente do Senado concedeu aquele recurso de forma clara. Estou dizendo da minha experiência. E não estou dizendo que isso deveria ser praxe, até porque a gente precisa ter mecanismos de transparência, que a população possa ter acesso mais direto, porque nem todos vão ter essa postura que eu tive. Mas, no meu caso, não se trata de emenda feita de forma secreta.”
André Janones (Avante) responde a pergunta sobre orçamento secreto
“O presidente do Senado disse que destinaria a emenda, sem especificar de onde viria, ele tem as emendas dele para destinar anualmente. Ele deu a resposta positiva, disse que ia conceder o crédito, e esse crédito de R$ 1,5 milhão eu noticiei através das minhas redes sociais, dos meios de comunicação, o prefeito também noticiou e esse recurso foi enviado. […]. Agora isso não justifica a manutenção do orçamento secreto, porque esse meu caso é exceção, a gente sabe que a praxe não é essa na destinação das emendas do orçamento secreto.”
Preço dos combustíveis
“[Proponho] a mudança na política de preços da Petrobras de modo que a gente possa, não seguindo mais a paridade internacional, a médio longo prazo, o investimento nas refinarias. A gente sabe que a gente é autossuficiente em petróleo, mas a gente não tem capacidade para refinar o suficiente para atender 100% do mercado. A gente mudar essa política de preços, com vistas a não se implementar o valor puro do que é produzido, mas também não seguir mais o valor, a taxa daquilo que a gente importa. Fazer uma média dessa despesa e atribuir o valor final com base nessa média.”
Enfrentamento às milícias
“Você disse que a violência é um instrumento da política nos dias de hoje, eu diria que a política é um instrumento do crime no nosso país. É até mais grave, é até mais profundo. Por exemplo, as milícias já estão chegando na Amazônia, as milícias já estão presentes nos acampamentos indígenas. Em linhas gerais, eu defendo o maior investimento em segurança pública, priorizar o investimento em inteligência e não só na polícia ostensiva, mas o investimento em inteligência.”
Confiança nas urnas eletrônicas
“O presidente da República é um homem covarde que não consegue lidar com a possibilidade de perder as eleições. Eu, por exemplo, em relação a minha candidatura, eu sempre digo isso, eu não sou nenhum lunático, eu tenho total consciência da improbabilidade, não da impossibilidade de que eu vença as eleições e eu trabalho com todos os cenários”.
Salário mínimo
“É possível [um aumento]. A gente defende – de novo, não vou me atrever, por responsabilidade, a cravar o valor exato – mas a gente precisa garantir que o aumento do salário mínimo volte a significar um aumento também no poder de compra do brasileiro.”
André Janones (Avante) responde a pergunta sobre salário mínimo
Aumentar número de ministérios
“Como eu disse, para mim, o principal: o enfrentamento ao sistema financeiro brasileiro e entender que o problema não é o gasto com os ministérios, o problema não é o gasto com os impostos. O problema é o que você devolve para a sociedade. […] O problema não é quantidade de ministérios. […] O importante é que você utilize esse ministério para o desenvolvimento de políticas que realmente promovam uma revolução, que é o que a gente precisa, em algumas áreas.”
André Janones (Avante) responde a pergunta sobre número de ministérios
“Não vou cravar aqui um número exato porque entendo que essa discussão tem que ser democratizada […] Mas eu defendo um aumento no número de ministérios e que esses ministérios atuem de forma efetiva a desenvolver políticas públicas que beneficiem a população brasileira.”
Ministério da mulher
“Defendo a criação do Ministério das Mulheres para que a gente possa desenvolver políticas públicas que busquem a igualdade, de fato, de gênero, medidas que visem a diminuição da violência doméstica, a gente buscar políticas públicas que visem a conscientização exata dos problemas que acarretam o machismo estrutural, que existe no nosso país, o assédio sexual e moral”.
Segundo turno
“Não vou para Paris, não vou me acovardar, eu fico ao lado da democracia, eu fico ao lado da defesa das nossas instituições, eu fico ao lado da liberdade de imprensa, eu fico ao lado do meu direito, do seu direito, do direito de todos nós podermos discordarmos e debatermos, sem que isso implique risco direito à nossa vida. […] Não vou ter aquela postura arrogante e prepotente de alguns, que sempre respondem a essas perguntas dizendo ‘eu tenho absoluta convicção de que vou estar no segundo turno’. Eu não tenho essa convicção, como eu não tenho convicção… eu tenho convicção de muita pouca coisa na minha vida, o futuro é muito incerto, mas tenho a convicção de que o lado certo da história, e o lado certo da história é a defesa da democracia. […] Seria quem estiver contra a escalada autoritária do governo Jair Bolsonaro.”
André Janones (Avante) responde a pergunta sobre segundo turno
Cargo em outro governo
“Não tenho nenhuma pretensão da obtenção de cargos políticos, de ministérios. Dificilmente eu iria. Não entendo que esse convite viria atrelado à atitude de assumir as pautas que a mim são caras. Se vier sob essas condições, O.K., eu aceitaria, mas duvido muito que um convite para qualquer ministério venha atrelado a isso.”
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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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