Política
Jefferson, do Podemos, quer criar secretaria da juventude, guardas com poder de polícia e fortalecer agricultura nas ilhas de Belém
Candidato falou de propostas durante entrevista ao vivo no Jornal Liberal 1ª Edição – confira a íntegra. Candidato Jefferson Lima responde sobre proposta de desburocratização do serviço público
Jefferson Lima (Podemos), candidato à prefeito de Belém, disse nesta sexta-feira (20), durante entrevista ao Jornal Liberal 1ª Edição, que, se eleito, quer dar poder de polícia aos guardas municipais, os transformando em guardas civis de Belém.
“Aqui vai se chamar Guarda Civil de Belém, com o poder de polícia, com aparelhamento, com a cooperação técnica da Polícia Federal, do Exército, da Segup, pra que esses guardas possam estar nas ruas com o poder de polícia”.
Ele disse que também quer criar uma secretaria da juventude e fortalecer agricultura familiar nas ilhas da capital paraense.
Sobre a destinação dos resíduos sólidos, Jefferson disse que se eleito vai revisar o contrato com a atual empresa gestora do lixo em Belém , a fim de melhor aproveitamento de material reciclado.
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Desde o dia 17 de setembro, o JL1 realiza série de entrevistas com os candidatos à Prefeitura de Belém.
Os nove candidatos que concorrem nas eleições municipais serão entrevistados e terão quinze minutos para apresentar propostas e responder às perguntas elaboradas pelos jornalismo da TV Liberal.
A ordem das entrevistas foi definida em sorteio com os representantes dos partidos. As regras foram definidas em comum acordo entre a emissora e os partidos.
Os candidatos se comprometeram em não usar a entrevista nos seus programas eleitorais gratuitos, nem reproduzir nos sites oficiais da candidatura e quaisquer redes sociais, incluindo lives, em qualquer tipo de plataforma.
Leia, abaixo, a íntegra da entrevista com o candidato:
Candidato Jefferson Lima responde sobre propostas de mobilidade urbana
PRISCILLA – Candidato sobre mobilidade urbana, o senhor propõe no seu plano de governo criar um sistema de mobilidade urbana atrativo para que as pessoas migrem do transporte individual para o coletivo ou seja sairiam dos carros para os ônibus. Como o senhor conseguiria isso candidato?
JEFFERSON – Isso acontece em São Paulo. Eu fui a São Paulo. Eu peguei um bilhete único e andei de ônibus, andei de metrô, a gente circulou pela cidade, a cidade na verdade, inclusive, faz rodízio por lá, isso não significa dizer que as pessoas vão deixar seus carros.
Nós vamos melhorar o sistema de transporte público dando essa viabilidade para que as pessoas possam sair de casa, voltar pro trabalho, não gastar dinheiro com gasolina, e isso é um projeto que eu vou fazer e vai acontecer, porque nós vamos fazer com que esses ônibus circulem, os ônibus novos, com ar condicionado, chamar as empresas pra que se possa fazer valer esses ônibus funcionando, inclusive agora pra COP-30, que é importante, então esse projeto vai acontecer e nós vamos conseguir fazer.
PRISCILLA – Mas candidato, hoje, a gente já percebe uma super lotação dentro do transporte coletivo existentes, com reclamações frequentes que nós mostramos aqui nos nossos telejornais, até de redução de frota. Como se eu conseguiria reverter esse quadro?
JEFFERSON – Você já falou, eu vou reverter esse quadro botando para funcionar, porque imagina a gente teve aí uma diminuição de aproximadamente 41% nos últimos doze anos, ou seja, o que era para aumentar, telespectadores, diminuiu. Então nós vamos fazer uma nova licitação, chamar essas empresas, Setransbel. A gente não está coligado com nenhum partido político, não temos transação errada com ninguém de Setransbel, então quem não se adequar e trouxer celeridade, qualidade de vida para as pessoas, mobilidade urbana, vai sair, vamos trazer quem queira trabalhar de verdade pra nossa cidade.
Candidato Jefferson Lima responde perguntas sobre projetos à educação
PRISCILLA – Candidato, agora nós vamos avançar para a educação. O senhor propõe visitar as comunidades de porta em porta e verificar se existem crianças fora da escola. Como essa espécie de busca ativa seria feita?
JEFFERSON – Pessoas da educação, formados, aquelas pessoas que estão se formando ainda, que vão na verdade verificar crianças que não estão comparecendo na escola, conversar com os pais, por que que está acontecendo isso, né? E para que a gente possa identificar e voltar essas crianças. Qual é a dificuldade, não está conseguindo ter problema na casa? O Cras vai ser muito muito importante para poder nos ajudar nessa questão, ou seja, todo aluno importa e ele vai ter que voltar pra escola.
PRISCILLA – Teria servidores suficiente para fazer esse trabalho na prefeitura, que modelo de ensino seria esse, inclusive, com a prefeitura tendo uma estrutura para esse modelo mais individual, tendo as escolas como espaços coletivos.
JEFFERSON – No plano de governo fala, por exemplo, eu com oito anos de idade, infelizmente, morei na periferia e peguei uma doença oriunda desses vetores, eu tive hepatite, por conta da contaminação da água, vindo da periferia e fiquei um ano sem estudar. Se nós tivéssemos alguém, um professor, não é pra ir em todas as casas, não é isso, mas especificamente para quem está doente, está passando por uma necessidade, o professor tem que ir lá, a educação tem que ser para todos, e no nosso governo isso vai acontecer, pode contar com isso.
Candidato Jefferson Lima fala sobre proposta de Secretaria Municipal da Juventude
PRISCILLA – É porque no seu plano de governo não é especificado que seria para esses casos. Agora no seu plano de governo se propõe também a Secretaria Municipal da Juventude, seria mais uma secretaria com mais gastos, já que senhor fala em enxugar custos?
JEFFERSON – Tudo o que é para fazer para as pessoas não é gasto, é investimento, (…) o que nós vamos fazer é botar para funcionar, acabar com essa gastança e fazer com que as secretarias valem a pena para quem realmente merece. Juventude, vocês não serão esquecidos no meu governo.
Candidato Jefferson Lima responde questões sobre segurança pública
PRISCILLA – Vamos agora falar um pouco sobre segurança, o senhor propõe inclusive transformar a guarda municipal de Belém em Guarda Civil de Belém, por qual motivo?
JEFFERSON – Como acontece também já por exemplo do Rio de Janeiro, São Paulo, nós temos a guarda civil metropolitana e aqui vai se chamar Guarda Civil de Belém, com o poder de polícia, com aparelhamento, com a cooperação técnica da Polícia Federal, do Exército, da Segup, pra que esses guardas possam estar nas ruas com o poder de polícia, nos patrimônios públicos, reparando a vida de quem está aí, por exemplo saindo de uma escola, na ronda tática, essa guarda vai voltar fortalecida, vamos ter uma base em Mosqueiro, em Outeiro para defender e proteger o cidadão de bem de Belém.
Candidato Jefferson Lima responde propostas em relação às regiões das ilhas
PRISCILLA – Candidato agora Belém cercada por Ilhas tem várias inclusive e em seu plano de governo, o senhor fala em elaborar um plano multidisciplinar, como seria isso na prática?
JEFFERSON – Para as ilhas, nós temos aí para fazer a agricultura familiar, infelizmente nós temos uma Ceasa que abastece 80% de frutas, verduras, que tudo vem de fora. Nós vamos fazer um trabalho pra que essas Ilhas com seu potencial possam ter a agricultura familiar, o nosso açaí, as nossas frutas e também criar as hortas que serão feitas não somente nas ilhas, mas também nas áreas urbanas, e que vai render lucro e vai fazer com que as pessoas possam ter uma boa alimentação.
Candidato Jefferson Lima fala sobre planos de saneamento e destinação do lixo
PRISCILLA – E sobre a estrutura, saneamento, abastecimento de água, nessas regiões das ilhas?
JEFFERSON – Isso aí vai ser feito com os nossos técnicos. Eu fiz uma parceria, assinamos uma carta compromisso com os engenheiros sanitaristas do Estado do Pará, nós temos aí profissionais, por exemplo da UFPA, tem do CREA, que vão se juntar a nós e fazer o maior projeto de abastecimento de água.
E o povo está sofrendo, não só nas Ilhas. Outeiro, por exemplo, Água Boa está sem água, o pessoal da Brasília, Itaiteua, São João do Outeiro. Nós temos por exemplo na Pratinha as pessoas estão sem água também. Nós vamos fazer o abastecimento de água em parceria com a Cosanpa e no nosso governo vocês terão água potável de qualidade.
PRISCILLA – Sobre o saneamento básico, lá no seu plano de governo, o senhor também diz que vai fazer a drenagem e manejo das águas pluviais urbanas. De que maneira candidato, com qual investimento?
JEFFERSON – Nós vamos trazer mais uma vez profissionais capacitados, engenheiros, técnicos capazes, vamos fazer limpeza nos 65 canais, vamos colocar esses rios que na verdade estão poluídos, para que se possa fazer o esgotamento sanitário diferenciado, nós estamos com 80% dos esgotamento não tratado e vamos fazer isso, a gente pode fazer estou chamando uma equipe técnica capacitada, porque sozinho eu não vou resolver, agora com essas pessoas capacitadas, com certeza teremos uma gestão eficiente e boa para a população de Belém.
PRISCILLA – Qual sua proposta para a destinação adequada do lixo produzida em Belém?
JEFFERSON – Olha temos um problema grave, né? Até porque o Ministério Público anunciou isso desde 2015, quando nós tivemos o Plano Nacional pra erradicar a questão do lixo, nós tivemos um problema grave, porque a Ananindeua, Marituba e Benevides se juntaram, fizeram um projeto que passou aí a toque de caixa, levaram esse lixo lá para o lixão de Marituba e fizeram aquela montanha, sem a coleta seletiva, sem o Centro de Triagem, de compostagem, no nosso projeto, o lixo vai ser luxo, vai dar dinheiro para o catador, para o pessoal que recicla, nós vamos na verdade dar esse privilégio, vamos olhar melhor para os catadores recicláveis, as cooperativas vão estar junto com a gente, nós vamos evitar esse lixo no lixão, para que isso possa se transformar em emprego e renda para o catador.
PRISCILLA – Em relação a essa atual empresa que faz a gestão do lixo na cidade, qual sua proposta, isso vai continuar?
JEFFERSON – Olha a gente tem que revisar, infelizmente, são R$ 30 milhões esse gasto é um absurdo, parece que é mais negócio você ganhar nas toneladas jogadas no lixão do que fazer a coleta seletiva, os ecopontos, ou seja quando a gente evita tonelada, a gente reduz o dinheiro portanto, eu vou conversar com a empresa.
Se eles tiverem a capacidade de fazer com que o reciclado não seja jogado no lixão que a gente possa fazer isso é gerar emprego e renda, isso vai acontecer. Se não se adequar, a gente acaba com essa licitação.
Candidato Jefferson Lima fala sobre propostas para a saúde pública
PRISCILLA – Candidato em relação à saúde, o que o senhor propõe para os prontos socorros aqui de Belém que, sim, como os nossos noticiários mostram muitas vezes estão superlotados, a população reclama às vezes de demora em atendimento até falta de médicos.
JEFFERSON – Tudo começa pela base, a gente sabe que existe a estratégia da família, que na verdade vai com um médico, um enfermeiro, um técnico de enfermagem, um ACS e um profissional da saúde bucal. Esses profissionais vão fazer o tratamento preventivo que, na verdade, é a prevenção, diagnóstico, tratamento e a gente não tem isso.
Infelizmente o que acontece quando vai para as UPAs, as UBS, estão fechadas, todo mundo corre para o pronto-socorro, somando a isso também o Sistema Único de Saúde atende pessoas no interior do estado, e superlota pronto socorro. O meu avô, infelizmente, morreu lá no pronto-socorro, eu tive que comprar gaze, esparadrapo do meu bolso, lamentavelmente.
Nós vamos fazer o seguinte, a minha vice é médica, a Doutora Aline Ksan foi escolhida com muito carinho e atenção que vai cuidar disso, nós temos que conversar com os servidores públicos, conversar com o pessoal da saúde, os profissionais, para entender o porquê dessa superlotação.
Abrir as upas, UBS 24 horas, para que seja retaguarda e não superlote o pronto-socorro do Guamá e nem o da 14 (de Março). E vamos valorizar o profissional. Estou sabendo que o servidor ganha menos do que o salário mínimo, R$ 1.040 é um absurdo numa cidade como Belém.
Candidato Jefferson Lima fala sobre planos para infraestrutura de Belém
PRISCILLA – Candidato ainda sobre a infraestrutura, como atender as pessoas que ainda vivem em áreas alagadas e sem nenhuma saneamento. O senhor diz também, inclusive lá no seu plano de governo, que pretende fazer investimento em infraestrutura de bacias e canais de Belém, de onde viriam esses recursos para tais investimentos?
JEFFERSON – Olha os recursos já existem aliás inclusive eu queria dizer que a gente pode fazer as parcerias público-privadas, nós vamos no Ministério das Cidades, nós vamos buscar recursos de onde for, o mais importante é com que isso vale a pena, tivemos um atraso muito grande nesse planejamento de saneamento, a gente está vendo algumas construções acontecendo agora, por conta de eleição, por conta da COP-30.
Chamar também a Vale já que ela patrocinou as Usinas da Paz e patrocinou também o Parque da Cidade, vai nos ajudar a trazer recursos para fazer o maior projeto de saneamento. Pessoal da periferia que me conhece, sabe que eu estou todos os dias fazendo matéria, olhando a situação.
Eu conheço os problemas, não sou prefeito paraquedas. Não apareço de quatro em quatro anos. Vamos trazer recursos internacionais. Vamos falar com vários empresários para que se possa fazer valer o maior projeto de saneamento para nossa cidade de Belém.
Candidato Jefferson Lima faa sobre planos para a COP30 em Belém
PRISCILLA – Especificamente sobre a COP-30, qual o seu plano para esse evento que ocorrerá na cidade no ano que vem?
JEFFERSON – Priscila, a COP-30 ela fala sobre o aquecimento global, que aliás todos estão se sentindo esse calor imenso no mundo inteiro, é importante para que a gente discuta isso, os líderes mundiais vem pra cá, vai falar sobre o meio ambiente.
Agora o importante é dizer o seguinte, nós não podemos ficar apenas no discurso, porque a COP-30 tem que deixar uma história, vão ficar aí projetos, obras grandiosas, mas isso tem que ter a continuidade.
A continuidade nossa é levar água potável para Outeiro, é melhorar a vida do pessoal de Mosqueiro, é melhorar a vida do pessoal do Outeiro, é levar saneamento para todas as periferias que eu conheço de verdade, sabemos onde vai acontecer, o importante é fazer com que esse evento leve tudo isso também para o povão da periferia que está sofrendo esse saneamento básico, sem infraestrutura, sem emprego e renda.
Candidato Jefferson Lima responde sobre proposta de desburocratização do serviço público
PRISCILLA – Candidato, o senhor também defende do seu próprio plano de governo a desburocratização do serviço público com tecnologia, informação, comunicação e inovação, são investimentos altos. A prefeitura tem recursos para isso?
JEFFERSON – Não é tão alto. Hoje o aplicativo é tão fácil, hoje você pagar uma conta, o problema todo que você vai pagar por exemplo o ITBI, você vai pagar, a prefeitura fica enrolando, pessoa quer vender um imóvel que é para pagar fica indo pra internet, apertando no computador, sai fora do ar. Você vai na Sefin uma fila gigantesca, com duas pessoas, atendendo.
O certo é ter olhar, é você trabalhar de verdade, é você levar condições eficientes para que se possa fazer recursos acontecerem. A gente fala sobre a questão do imposto, todo mundo reclama de pagar imposto, mas quando a gente desburocratiza a história vai acontecer de verdade.
PRISCILLA – Para ciclistas, que proposta o senhor teria, aumentar a malha viária destinada a eles?
JEFFERSON – A questão não é só aumentar a malha viária. Eu vou fazer uma integração, porque a ciclovia começa de um lado e não tem fim do outro, né? A gente vê a situação, por exemplo, de quem vem do Outeiro, tem que pegar aquela ponte, passa pela Maracacuera, não tem ciclovia. Você vai pegar ali pelo BRT, fizeram tudo, um cimento gigantesco para passar um ônibus lá e infelizmente não acontece. Vamos integrar, conversar com ciclista, para resolver a situação dos ciclistas.
Considerações finais
JEFFERSON – Quero agradecer a você, aos telespectadores que sabem do nosso trabalho, da nossa luta. Eu sou um candidato que conheço a realidade do povo, vou trabalhar pela periferia, pelos mais pobres, é o nosso desejo, intenção de fazer o melhor projeto para Belém. Pode contar com o Jefferson Lima, é 20, prefeito de Belém.
Mais uma vez quero dizer para vocês que trabalham no dia a dia nós vamos trazer o crédito de construção para levar obras, nós vamos construir a casa das pessoas, levando o material de construção e a mão de obra qualificada, vamos fazer casa para as pessoas humildes, o povo não tem onde morar. Eu tenho sensibilidade para isso e isso vai acontecer com certeza no governo Jefferson Lima.
Muito obrigado à TV Liberal por esse projeto maravilhoso de trazer os candidatos para mostrarem os seus projetos, o que tem de verdade pra nossa cidade de Belém.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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