Economia
Jovens buscam formação universitária para seguir carreira no agro
Jovens tem deixado de lado a vida agitada da cidade e dão continuidade dos projetos das famílias na roça. Jovens buscam formação universitária para seguir carreira no agro
TV TEM/Reprodução
Trabalhar na roça deixou de ser sinônimo de baixa qualificação. Muitos jovens têm trocado o barulho da cidade pelo silêncio da roça, e moradores dos municípios de Santa Cruz do Rio Pardo e de Ibitinga (SP) estão pondo em prática essa experiência.
O engenheiro agrônomo Carlos Henrique encontrou ao lado do pai no campo a sua paixão pela agricultura. O pai diz estar feliz em ter o filho com ele na roça. “Eu até queria que ele fizesse escola agrícola, mas aí ele pensou e me disse: ‘acho que não vou, não’. Mas agora que ele já está na faculdade, me disse que se arrependeu de não ter feito escola agrícola “, conta o pai.
A família de Carlos Henrique planta 30 hectares de mandioca, responsável por abastecer as indústrias da região de Santa Cruz do Rio Pardo (SP). O jovem busca pôr em prática tudo que aprendeu em sala de aula.
“Quando a gente traz o conhecimento da faculdade junto com o conhecimento do campo é um a mais. Você acaba sabendo porque está fazendo aquilo, trazendo a parte técnica também”, comenta Carlos Henrique.
Mayara Cristina Ballera, uma jovem que depois da morte do avô abraçou de vez o legado da família de agricultores mora em Ibitinga, também no interior de São Paulo.
“Eu vi meu pai em um momento frágil e não poderia deixar isso acontecer, de deixar ele sozinho. Então a faculdade foi só um empurrão para o que a gente já queria, onde eu trago os ensinamento para ele também do que ele não teve oportunidade de aprender, pois estava no trabalho”, comenta.
A família cultiva amendoim e cana-de-açúcar. Na propriedade da família também há uma horta em que Mayara cuida com carinho. Uma conexão muito forte entre pai e filha, em que cada passo pelo sítio pode ser notado.
Mayara conclui que o maior sonho dela não é se formar, mas sim “ver que o sonho dele [avô] se realizou, que está indo tudo bem pra ele, que ele está conseguindo plantar, colher. Que ele está chegando onde queria.”
Veja a reportagem exibida no programa em 15/12/2024:
Jovens buscam formação universitária para seguir carreira no agro
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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