Política
Juristas e ex-ministros lançam manifesto que pede regras para redes sociais
Documento já foi assinado por 182 personalidades públicas, entre as quais ex-ministros, juristas, artistas e ex-parlamentares. Manifesto pede regulamentação das redes sociais
Juristas, políticos e ex-ministros colhem assinaturas para apresentar ao Congresso, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Planalto um manifesto que pede a criação de regras para o funcionamento das redes sociais no Brasil.
O texto, que tem recebido apoios por meio de um formulário digital, defende que as plataformas digitais e as redes devem ter uma “regulamentação de funcionamento, como todas as atividades têm e devem ter numa sociedade democrática”.
O documento já foi assinado por 182 personalidades públicas, entre as quais ex-ministros, juristas, artistas e ex-parlamentares.
“Se é crime no mundo físico, também deve ser crime no mundo virtual! Internet sem regulamentação mata!”, diz o manifesto endossado por nomes como os ex-ministros Nísia Trindade (Saúde), Eugênio Aragão (Justiça), Guido Mantega (Fazenda) e o fotógrafo Sebastião Salgado.
Os autores afirmam que dois casos recentes “demonstram a absoluta necessidade” do estabelecimento de regras para as redes.
Eles mencionam o caso de Sarah Raissa Pereira de Castro, uma menina de 8 anos, que foi vítima de um desafio na internet que levou à sua morte após inalar desodorante. E também fazem referência a uma operação, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, em sete estados contra um grupo que pratica crimes cibernéticos contra crianças e adolescentes.
A regulamentação das redes sociais é um dos temas mais frequentes nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. No Congresso, dois principais projetos discutem a regulação das redes sociais e de plataformas de inteligência artificial.
O chamado PL da Regulação das Redes Sociais, que prevê a regulação das redes, já foi aprovado pelo Senado, mas não conseguiu avançar na Câmara nos últimos anos.
O projeto torna crime a promoção ou financiamento de divulgação em massa de mensagens com conteúdo inverídico por meio de conta automatizada, as chamadas contas-robôs. Também prevê mudanças na responsabilização de plataformas por conteúdos criminosos, além de estabelecer prazos para o cumprimento de decisões judiciais.
O outro texto, que também está na Câmara depois de ser aprovado pelo Senado, cria regras para o uso de ferramentas de inteligência artificial.
No STF, ações que tratam do Marco Civil da Internet também devem ser julgadas. Os casos podem mudar o entendimento sobre qual é a responsabilidade das plataformas.
O Planalto elenca o projeto que combate a disseminação de notícias falsas, travado na Câmara dos Deputados, como prioritário para este ano.
Também contempla uma proposta da bancada evangélica, vista por deputados como “mais palatável”, que também debate a criação de regras para redes sociais.
O texto foi apresentado em 2024 pelo presidente da bancada evangélica, deputado Silas Câmara (Republicanos-AM). Ele tem sido vendido como uma proposta que assegura o direito à “livre manifestação do pensamento na internet”. A proposta de Silas Câmara acaba com o anonimato nas redes, traz regras para proteger crianças, e define que as plataformas poderão ser responsabilizadas “civilmente, de forma solidária, por danos decorrentes da manifestação do pensamento de terceiros na internet”.
Ainda no tema do combate a crimes na internet, o governo defende que a Câmara analise um projeto que estabelece mecanismos de segurança para crianças e adolescentes na internet. O texto já foi aprovado pelo Senado.
Confira a seguir a lista de personalidades que já assinaram o manifesto:
Ailton Krenak – liderança indígena, ambientalista, filósofo, poeta, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras
Aldo Arantes – advogado, deputado federal constituinte
Aldo Fornazieri–professor da Fundação Escola de Sociologia e Política
Álvaro Augusto Ribeiro da Costa – ex-Advogado Geral da União
Aloizio Mercadante – ex-ministro da Educação
Ana de Hollanda – ex-ministra da Cultura
Ana Mercês Bahia Bock –ex-presidenta do Conselho Federal de Psicologia
Ana Petta – cineasta e atriz
Antoninho Marmo Trevisan – professor, contador, empresário e consultor
Antonio Correa de Lacerda – economista, professor PUC/SP
Antonio Grassi – ator e gestor cultural
Antonio Lavareda – cientista político, sociólogo, especialista em pesquisas de opinião e consultor
Arminio Fraga – ex-presidente do Banco Central
Benedita da Silva – ex-ministra da Assistência e Promoção Social, ex-governadora do Rio de Janeiro
Belisário dos Santos Junior – advogado, ex-secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos em São Paulo
Camilo Vannuchi – jornalista, professor e escritor
Carla Ayres – socióloga, vereadora Florianópolis
Casagrande – comentarista esportivo
Chico Pinheiro – jornalista e apresentador de TV
César Cavalcanti – produtor cinematográfico
Cezar Brito – ex-presidente nacional da OAB
Christóvan Buarque – ex-governador de Brasília, senador, ex-ministro da Educação
Cícero Araújo – professor titular do Departamento de Filosofia/USP
Cida Bento – doutora em Psicologia, fundadora do CEERT – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades
Claudia Costin – professora e economista, ex-ministra da Administração e ex-secretária estadual de Educação em São Paulo
Claudio Mariz de Oliveira – ex-secretário estadual de Segurança Pública em São Paulo
Clemente Ganz Lúcio – sociólogo, coordenador do Fórum das Centrais Sindicais
Daniela Mercury – cantora e compositora
David Zylbersztajn – professor da PUC/RJ
Débora Duboc – atriz
Deisy Ventura – doutora em Direito, professora titular da Faculdade de Saúde Pública/USP
Drauzio Varella – médico, cientista, escritor
Dulce Pandolfi – Doutora em História, ex-dirigente do Ibase, ex-professora do Cepdoc da FGV/RJ
Edson Santos – ex-ministro da Igualdade Racial
Ela Wiecko – jurista, professora da UnB, ex-Procuradora Federal dos Direitos do Cidadão
Eleonora Menicucci – socióloga, professora na Unifesp, ex-ministra de Políticas para as Mulheres
Eliane Giardini – atriz
Eloi Ferreira de Araújo – zootecnista e advogado, ex-ministro da Igualdade Racial
Erminia Maricato – arquiteta, professora Emérita da FAU/USP, foi secretária de Habitação na capital paulista
Eugênia Augusta Gonzaga – procuradora da República, mestre em Direito, presidente da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos
Eugênio Aragão – ex-ministro da Justiça, advogado e jurista, foi membro do Ministério Público Federal
Eugênio Bucci – jornalista e professor titular da ECA/USP
Eva Blay – socióloga e professora na USP, foi senadora por São Paulo
Felipe Santa Cruz – ex-presidente nacional da OAB
Fermino Fechio – ex-secretário de Administração na cidade de São Paulo, advogado, membro do Projeto Clamor de solidariedade a refugiados políticos
Fernanda Sobral – professora Emérita da UnB, vice-presidenta da SBPC
Fernando Abrucio – cientista político, professor da FGV/SP e colunista de imprensa
Fernando Morais –jornalista, biógrafo, escritor, ex-secretário estadual de Cultura e ex-secretário estadual da Educação em São Paulo
Fernando Pimentel – economista, ex-prefeito de Belo Horizonte, ex-governador de Minas Gerais e ex-ministro da Indústria e Comércio
Francis Bogossian – engenheiro civil, professor universitário, presidente do Clube de Engenharia e da Academia Nacional de Engenharia
Francisco Oliveira Filho –
Frei Betto – religioso dominicano, jornalista, escritor, vencedor dos prêmios Juca Pato e Jabuti
Frei Marcelo Barros –monge beneditino, escritor e teólogo
Gilmar Mauro – membro da Direção Nacional do MST
Gisele Citadino – professora associada na PUC/RJ, mestre em Direito pela UFSC e doutora em Ciência Política pelo IUPERJ,
Glenda Mezarroba – cientista política, com Mestrado e Doutorado pela USP
Gonzalo Vecina– médico, fundador da Anvisa, professor da Faculdade de Saúde Pública/USP, foi secretário municipal de Saúde na capital paulista
Guido Mantega – ex-ministro da Fazenda
Ideli Salvatti – professora, ex- senadora (SC), ex-ministra dos Direitos Humanos
Ivana Farina – procuradora geral de Justiça em Goiás, por dois mandato, foi presidenta do Conselho Nacional de Direitos Humanos.
Ivana Jinkings– formada em Biologia pela UFPA, é editora e escritora
Ivo Herzog – formado em Engenharia, é fundador e presidente do Conselho do Instituto Vladimir Herzog
Izabella Teixeira – ex-ministra do Meio Ambiente e da Mudança Climática
Jair Krischke – presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos
James Cavallaro – ex-integrante da Comissão Interamericana de Direitos Humanos/OEA
Jessie Jane Vieira de Souza – historiadora, Mestre e Doutora, professora na UFRJ, foi diretora do Arquivo Público do Estado
Joana Célia dos Passos – professora e vice-reitora da Universidade Federal de Santa Catarina
Joana Zylbersztajn – advogada de Direitos Humanos, atuou na CIDH, em Washington, na Secretaria Municipal de São Paulo e no governo federal
João Cândido Portinari – matemático, professor e diretor do Projeto Portinari
João Paulo Rodrigues – membro da Direção Nacional do MST
Joel Zito de Araújo – cineasta
Jorge Bittar – engenheiro, ex-deputado federal, ex-presidente da Embratel
José Carlos Dias – advogado, ex-ministro da Justiça, ex-secretário estadual de Justiça em São Paulo
José Eduardo Martins Cardozo – ex-ministro da Justiça
José Geraldo de Souza Junior – jurista, professor e ex-reitor da UnB
José de Abreu – ator teatral, de cinema e de televisão
José Dirceu de Oliveira e Silva – advogado, ex-ministro chefe da Casa Civil.
José Gomes Temporão – ex-ministro da Saúde
José Graziano da Silva – ex-Diretor Geral da FAO, ex-ministro da Segurança Alimentar e combate à Fome
José Sergio Leite Lopes – antropólogo, professor titular do Museu Nacional/UFRJ
José Vicente – reitor da Universidade Zumbi dos Palmares
Juca Ferreira – ex-ministro da Cultura
Juca Kfouri – jornalista, comentador esportivo
Julian Fuks – jornalista, escritor e crítico literário, vencedor dos prêmios Jabuti e José Saramago
Juliano Medeiros – mestre em História e doutor em Ciência Política pela UnB
Julia Pereira Wong – presidenta do Centro Acadêmico 11 de Agosto/Direito USP
Julio Pegna – Economista antifascista
Ladislau Dowbor – ex-secretário de Relações Internacionais na Prefeitura de São Paulo, economista, professor na PUC/SP, escritor
Laís Bodansky – cineasta contemplada com o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro e também pelos festivais de Brasília, Gramado e outros.
Lelia Wasnik Salgado – curadora, produtora gráfica e cinematográfica, fundadora do Instituto Terra para a restauração do Rio Doce
Leonel Radde – policial civil, historiador, jurista, deputado estadual/RS
Liane Cirne Lins – vereadora Recife, advogada
Lilia Moritz Schwarcz – historiadora e antropóloga, escritora e professora sênior no Departamento de Antropologia na FFLCH/USP
Luís Felipe de Alencastro – historiador, professor Emérito da Sorbonne, professor da FGV/SP
Luís Inácio Adams – ex-Advogado Geral da União, advogado da Fazenda Nacional
Luís Nassif – jornalista – atuou em importantes veículos da imprensa escrita, rádio, TV e Internet, também escritor e bandolinista especializado no gênero chorinho
Luiz Carlos Bresser Pereira – ex-ministro da Fazenda, ex-ministro da Administração e ex-ministro da Ciência e Tecnologia
Luiz Eduardo Greenhalgh – advogado, ex-deputado federal, ex-vice prefeito de São Paulo
Luna Zaratini – formada em Ciências Sociais/USP, é vereadora em São Paulo
Makota Celinha – jornalista, professora, coordenadora do Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-brasileira
Malac Popovic – Pós graduada em Economia e Relações Internacionais, atuou em distintas agências da ONU, na Europa e África, sendo uma fundadora da Conectas
Manoel Morais – professor PUC Recife – presidente da Comissão Estadual da Verdade Dom Helder Câmara
Manuela Carneiro da Cunha – antropóloga, presidiu a Associação Brasileira de Antropologia, ex-professora na USP, Unicamp e Universidade de Chicago.
Marcelo Araújo – museólogo, ex-secretário de Cultura do estado de São Paulo
Marcelo Ridenti – professor titular de Sociologia na Unicamp
Marcia Lopes – assistente social e professora, ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Marcia Tiburi – filósofa e escritora
Marco Antonio Barbosa – advogado, ex-presidente da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo
Marco Petrelluzzi – procurador e ex-secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo
Marcos Coimbra – sociólogo e ex-professor da UFMG, especialista em pesquisas de opinião
Margarida Genevois – presidente de honra da Comissão Arns de Direitos Humanos
Maria Amalia Andery– professora e doutora em Psicologia, ex-Reitora da PUC/SP
Maria Dodora Arantes – psicanalista, coordenou o Comitê Nacional de Combate à Tortura
Maria do Rosário – ex-ministra dos Direitos Humanos
Maria Helena Arrochelas – coordenadora do Centro Alceu Amoroso Lima/Petrópolis
Maria Herminia Tavares de Almeida – professora Emérita da USP, socióloga e doutora em Ciência Política, pertenceu ao Cebrap e lecionou também na Unicamp
Maria Rita Kehl – psicanalista, jornalista, ensaísta e poeta, integrou a Comissão Nacional da Verdade entre 2012 e 2014
Maria Victoria Benevides – professora Emérita da USP, presidiu a Comissão Justiça e Paz de São Paulo e a Comissão de Ética Pública da Presidência da República
Marta Azevedo – professora, cientista social e demógrafa, foi presidenta da Funai
Marta Nehring – roteirista e cineasta, mestre em Teoria Literária e doutora em Cinema
Martvs Chagas – ex-ministro da Igualdade Racial
Matilde Ribeiro – ex-ministra da Igualdade Racial
Maurice Politi – preso político e exilado entre 1970 e 1980, criou o Núcleo de Preservação da Memória Política e lidera projetos sobre Locais de Memória
Mauricio Rands – advogado formado pela UFPE, doutor em Ciência Política pela Universidade de Oxford, professor e ex-deputado federal
Miguel Reale Junior – ex-ministro da Justiça
Miguel Torres – dirigente sindical metalúrgico e presidente da Força Sindical
Monica Benício – vereadora na cidade do Rio de Janeiro, formada em Arquitetura, com Mestrado, pela PUC/RJ
Neca Setúbal – socióloga, educadora, criou a Fundação Tide Setúbal
Nilma Lino Gomes – ex-ministra das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos
Nilmário Miranda – jornalista pela UFMG, foi deputado federal e ministro dos Direitos Humanos
Nísia Trindade – socióloga, professora e ex-presidenta da Fiocruz, foi ministra da Saúde
Octavio Costa – jornalista, presidente da ABI (Associação Brasileira de Imprensa)
Oded Grajew – engenheiro pela USP, criador do Instituto Ethos e da Fundação Abrinq, foi coordenador do Pensamento Nacional das Bases Empresariais
Olga Curado – jornalista, colunista, escritora e consultora de comunicação de líderes políticos, empresários e artistas.
Oscar Vilhena – professor e fundador da Faculdade de Direito FGV-SP, com Mestrado pela Universidade de Columbia e Pós Doutor por Oxford
Padre José Oscar Beozzo – sacerdote católico e professor, criador do Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular – CESEEP
Padre Júlio Lancelotti – sacerdote católico e pedagogo, dedica sua vida ao acompanhamento e proteção da população de rua em São Paulo
Padre Ricardo Rezende – Professor da UFRJ, doutor em Antropologia, especialista em trabalho escravo contemporâneo e fundador do Movimento Humanos Direitos
Pastor Eliel Batista – membro da Frente Inter-religiosa Dom Paulo Evaristo Arns
Paula Coradi – historiadora pela UFES, é professora na rede pública estadual de ensino
Paulo Abrão – advogado e professor, ex-Secretário Executivo da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (OEA)
Paulo Betti – ator e diretor de cinema, teatro e TV
Paulo Markun – jornalista, apresentador de TV, ex-presidente da Fundação Padre Anchieta
Paulo Miguez – economista e professor da Universidade Federal da Bahia, pertenceu à equipe de Gilberto Gil no Ministério da Cultura.
Paulo Nogueira Batista Junior – economista pela PUC/RJ, com Mestrado na London School, foi ex-diretor do FMI e vice-presidente do Banco do BRICS
Paulo Sérgio Pinheiro – ex-ministro dos Direitos Humanos e ex-integrante da Comissão Interamericana de Direitos Humanos/OEA
Paulo Vannuchi – ex-ministro dos Direitos Humanos e ex-integrante da Comissão Interamericana de Direitos Humanos/OEA
Pedro Cunca Bocayuva – professor UFRJ
Pedro Paulo Martoni Branco – economista, pesquisador historicamente ligado ao Seade e Dieese, foi diretor do Instituto Cidadania
Pepe Vargas – Presidente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, ex-Ministro dos Direitos Humanos
Petra Costa – cineasta, com indicação ao Oscar pelo filme Democracia em Vertigem
Prudente José Silveira Mello – advogado, professor, membro da Comissão de Anistia
Raquel Rolnik – arquiteta e urbanista, professora titular da FAU/USP, foi Relatora Especial das Nações Unidas para o Direito à Moradia Adequada.
Raul Jungmann – ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, ex-ministro da Defesa e ex-ministro da Segurança Pública
Regina Novaes – antropóloga pela USP, professora de Pós Graduação na UFRJ, é pesquisadora em assuntos religiosos e especialista nos temas sobre juventude
Renato Braz – cantor, violonista e compositor
Renato Freitas – militante antirracista, mestre em Direito pela UFPR, é deputado estadual no Paraná
Renato Janine Ribeiro – ex-ministro da Educação
Ricardo Abramovay – graduado em Filosofia na França, ensinou na Economia na USP, na PUC/SP e na Faculdade de Saúde Pública/USP
Ricardo Berzoini – ex-ministro das Comunicações, do Trabalho, das Relações Institucionais e da Previdência
Ricardo de Azevedo – ex-diretor da revista Teoria e Debate e também diretor da Fundação Perseu Abramo.
Ricardo Musse – professor de Sociologia USP, editor do site A Terra é Redonda
Rita Sipahi – formada em Direito, integraa Comissão de Anistia
Rogério Sottili – formado em História, foi secretário de Direitos Humanos na Prefeitura de São Paulo e ministro dos Direitos Humanos,
Rosane Borges – jornalista, doutora em Ciências da Comunicação, professora na ECA/USP
Sebastião Salgado – fotógrafo documental e fotojornalista
Sebastião Velazco Cruz – cientista político, professor Unicamp
Sergio Nobre – dirigente sindical metalúrgico e presidente da CUT
Sergio Rezende – físico, ex-ministro de Ciência e Tecnologia
Silvia Ramos – doutora em Ciências pela Fiocruz, coordena o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes
Sinhara Garcia – odontóloga em Fortaleza, escritora evangélica, fundadora do grupo Cristãos pela Democracia,
Sonia Kruppa – graduado em Sociologa, com Mestrado e Doutorado em Educação é professora titular na Faculdade de Educação da USP
SorayaSmaili –farmacêutica, pesquisadora e professora universitária, ex-reitora da Unifesp
Tania Bacelar – economista e socióloga de Recife, com Mestrado e Doutorado na Universidade Sorbonne, foi secretária da Fazenda em Pernambuco
Tarso Genro – advogado, ex-prefeito de Porto Alegre, ex-governador do Rio Grande do Sul e ex-ministro da Educação, da Justiça e das Relações Institucionais
Tata Amaral – cineasta premiada em festivais de Gramado, Brasília, Biarritz e outros
Teresa Campelo – ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Thiago Amparo – advogado e professor de Direito na FGV/SP, mestre e doutor pela Universidade Centro-Europeia (Áustria) e articulista de imprensa
Vera Karan – professora titular de Direito Constitucional na UFPR, ex-diretora da faculdade
Veroca Paiva – professora titular no Instituto de Psicologia da USP, consultora junto a organismos da ONU e atuante nos temas de memória e verdade
Zeca Pires – cineasta, professor aposentado UFSC
Wolfgang Leo Maar – filósofo, foi professor na USP, Unicamp, PUC/SP e UFSCar,ex-dirigente da Andes
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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