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Economia

Justiça autoriza que operadora da Starbucks antecipe parcialmente efeitos da recuperação judicial

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Decisão do juiz Leonardo Fernandes dos Santos, da 1ª Vara de Falências de São Paulo, concede proteção a parte do patrimônio da SouthRock em caráter temporário. Fachada da loja Starbucks, na região da Vila Olímpia zona sul da cidade de São Paulo, nesta quarta-feira (01).
André Ribeiro/Estadão Conteúdo
A Justiça de São Paulo atendeu nesta terça-feira (7) a um pedido de tutela de urgência da SouthRock Capital, operadora da Starbucks no Brasil, para antecipar os efeitos da recuperação judicial.
A decisão do juiz Leonardo Fernandes dos Santos, da 1ª Vara de Falências de São Paulo, na prática, protege parte do patrimônio da empresa, em caráter temporário.
Na sentença, o juiz menciona que R$ 5 milhões foram bloqueados por credores após o pedido de recuperação judicial feito pela SouthRock, o que, segundo ele, configurou a urgência do pedido para a proteção de tutela.
“Na prática, agora o valor fica em uma conta judicial enquanto as partes discutem”, explica Brenno Mussolin Nogueira, especialista em insolvência do Rayes & Fagundes Advogados.
De acordo cm o juiz do caso, o acolhimento parcial da antecipação do “stay period” (período de proteção de uma empresa em recuperação judicial) tem o objetivo de suspender, pelos credores concursais, quaisquer atos de “efetiva constrição patrimonial” (bloqueio de bens) da SouthRock.
Recuperação judicial
Isso não significa que a recuperação judicial tenha sido aceita. O processo ainda está em análise e sem data estabelecida para decisão.
Na sentença desta terça-feira, no entanto, o juiz Leonardo dos Santos indicou que há “probabilidade concreta” de que o pedido seja aprovado.
“Entendo que o pleito de tutela de urgência procede, em parte. Isso porque (…) há probabilidade concreta do deferimento do processamento, uma vez que a autora [a SouthRock demonstrou a probabilidade do direito invocado, isto é, o direito ao início do processo de recuperação judicial”, escreveu.
Na última quarta-feira (1º), o magistrado pediu uma perícia prévia sobre a documentação apresentada pela companhia para o processo de recuperação judicial — que segue em análise.
“O simples deferimento do processamento da recuperação judicial, por si só, gera como consequência automática a suspensão de todas as ações ou execuções contra o devedor pelo prazo de 180 dias, dentre outras consequências legais importantes”, diz a decisão.
Pedido de recuperação
A operadora da Starbucks no Brasil protocolou o pedido de recuperação judicial na terça-feira (31), com dívida registrada de R$ 1,8 bilhão.
A companhia listou alguns pontos como justificativa para o processo. São eles:
o baixo grau de confiança;
a alta instabilidade no país;
a volatilidade da taxa de juros;
e constantes variações cambiais que, segundo a empresa, “desequilibram o mercado e atingem fortemente o empreendedor brasileiro”.
A companhia apontou ainda a crise econômica e a pandemia da Covid-19 como fatores que derrubaram seus lucros.
Em 2020, a SouthRock teve uma queda de 95% nas vendas. Em 2021, a queda foi de 70%, enquanto, em 2022, foi de 30%.
Veja o que diz a empresa sobre o pedido de recuperação:
Ao longo dos últimos três anos, desde que a pandemia da COVID-19 transformou drasticamente a vida de todos ao redor do mundo, incontáveis empresas, incluindo varejistas, têm sido vistas lutando para manter suas operações. Os desafios econômicos no Brasil resultantes da pandemia, a inflação e a permanência de taxas de juros elevadas agravaram os desafios para todos os varejistas, incluindo a SouthRock.
Neste cenário, a SouthRock segue comprometida a defender a sua missão e seus valores, enquanto entra em uma nova fase de desafios, que exige a reestruturação de seus negócios para continuar protegendo as marcas das quais tem orgulho de representar no Brasil, os seus Partners (colaboradores), consumidores e as operações de suas lojas.
O processo de reestruturação da SouthRock já começou, com o apoio de consultores externos e stakeholders. Mas, o trabalho deve continuar, então a SouthRock solicitou, hoje, Recuperação Judicial para proteger financeiramente algumas de suas operações no Brasil atrelado a decisões estratégicas para ajustar seu modelo de negócio à atual realidade econômica. Os ajustes incluem a revisão do número de lojas operantes, do calendário de aberturas, de alinhamentos com fornecedores e stakeholders, bem como de sua força de trabalho tal como está organizada atualmente.
Estas decisões são tomadas para garantir que a empresa esteja preparada para navegar no atual ciclo econômico, à medida em que reforçam o compromisso da SouthRock com os negócios em curso, com sua responsabilidade social e corporativa e com todas as partes envolvidas em meio à volatilidade do mercado.
Enquanto esses ajustes estruturais são implementados, todas as marcas continuarão operando e entregando os produtos exclusivos e as experiências únicas que cada uma delas oferece aos consumidores que visitam suas lojas todos os dias.
A SouthRock segue comprometida em continuar trabalhando em estreita colaboração com seus parceiros comerciais para criar as condições necessárias para seguir desenvolvendo e expandindo todas as suas marcas no Brasil ao longo do tempo.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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