Economia
Justiça dos EUA poupa Argentina de entregar ações da estatal YPF enquanto avalia recursos
Apoiadores do projeto de lei de nacionalização do petróleo acenam com bandeiras que dizem: ‘Lutar e devolver a YPF’, em frente ao Congresso em Buenos Aires, na Argentina, em 25 de abril de 2012.
AP/Natacha Pisarenko
Um tribunal de apelações de Nova York aceitou, nesta sexta-feira (15), o pedido do governo da Argentina para suspender a entrega de 51% das ações da YPF.
A decisão vale enquanto os recursos relacionados à sentença que obriga o país a indenizar duas empresas afetadas pela estatização da petroleira são analisados.
A YPF é uma empresa estatal petroquímica estatizada em 2012, durante a gestão da então presidente Cristina Kirchner.
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Na época, a Argentina assumiu o controle de 51% das ações da YPF, então parcialmente controlada pelo gigante espanhol Repsol, que recebeu US$ 5 bilhões de indenização dois anos depois (R$ 10,2 bilhões na cotação do período).
Acionistas minoritários, como Petersen Energía e Eton Park Capital, não receberam indenização, o que os levou, em 2015, a entrar com uma ação alegando que o país não realizou a oferta pública de aquisição (OPA) prevista em lei.
Após decidir contra a Argentina em setembro de 2023, a juíza federal norte-americana Loretta Preska determinou, em 30 de junho, que o Estado argentino entregasse 51% das ações da YPF.
A medida, conforme a decisão, tinha o objetivo de garantir “parcialmente” o pagamento de US$ 16,1 bilhões (R$ 86,8 bilhões) a duas empresas que detinham 25,4% do capital da petroleira antes da nacionalização.
A Argentina recorreu da decisão e pediu a suspensão da ordem de Preska, um pedido aceito nesta sexta-feira por um tribunal de apelações em Nova York.
“Após a devida consideração, por meio desta, ordena-se que sejam aceitas as moções de suspensão e que as ordens do tribunal distrital de 30 de junho de 2025 fiquem suspensas enquanto se resolvem as apelações”, determinou em seu despacho Catherine O’Hagan Wolfe, secretária do Tribunal do Segundo Circuito de Manhattan.
A gestão do presidente Javier Milei celebrou a decisão. Em comunicado, o governo afirmou que a medida “garante que a República Argentina mantenha a participação majoritária do Estado Nacional na companhia enquanto avança a apelação”.
A ordem do tribunal “não afeta o curso da apelação de mérito contra a sentença emitida em setembro de 2023”, acrescentou.
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Economia
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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