Connect with us

Economia

Justiça proíbe Banco do Brasil de coagir funcionários a elevar jornada de trabalho e impõe multa

Published

on

Sede do Banco do Brasil, em Brasília
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
A Justiça do Trabalho proibiu o Banco do Brasil de tirar o cargo comissionado e reduzir o salário dos empregados que ocupam funções de Assessores de Unidades Estratégicas que não aderiram à jornada de 8 horas em vez da de 6 horas que hoje cumprem.
A decisão liminar da 12ª Vara do Trabalho de Brasília, de sexta-feira (19), impõe ao banco uma multa diária de R$ 2 mil por trabalhador atingido em caso de descumprimento, limitada inicialmente a R$ 200 mil e reversível em favor do empregado prejudicado. Cabe recurso da decisão.
A Justiça analisou um pedido do Sindicato dos Bancários do Distrito Federal. A entidade alegou que o banco, no bojo dos programas de reestruturação “Movimento de Aceleração Digital” e “Movimentos Estruturantes”, passou a notificar e classificar como “excedentes” os empregados que ocupam cargos de Assessores de Unidades Estratégicas e que não aderiram à jornada de 8 horas ou não foram selecionados para essas vagas.
Com isso, segundo o sindicato, poderia haver “descomissionamento em massa (dispensa de função) a partir de 5 de janeiro de 2026, com a consequente redução salarial abrupta” para esses funcionários.
A juíza Patricia Germano Pacifico entendeu que havia risco de dano para os trabalhadores e determinou que o banco “abstenha-se de compelir” os funcionários a elevarem a jornada de trabalho “como condição para manutenção da função gratificada”.
O banco deve “manter os empregados não optantes (ou não selecionados) em suas atuais funções, com a respectiva gratificação e jornada de 6 horas, na mesma praça de lotação, até decisão final de mérito” do processo.
“Não se trata mais de mera oferta de alteração de jornada, mas de coação indireta: ou o empregado aceita a jornada de 8 horas (abrindo mão da jornada especial de 6 horas prevista no art. 224, caput, da CLT [Consolidação das Leis do Trabalho]), ou perde a função comissionada”, afirmou a juíza.
Foi marcada uma audiência entre o sindicato e o Banco do Brasil para o dia 13 de abril de 2026.
Os advogados que representam o sindicato, Diego Bochnie e Maximiliano Garcez, disseram em nota que “a liminar reconhece a gravidade da conduta do banco e impede que trabalhadores sejam punidos por uma reestruturação unilateral e abusiva”.
“O Judiciário deixou claro que não é aceitável utilizar o descomissionamento como forma de coerção para impor mudanças nas condições de trabalho, especialmente às vésperas do período de festas, o que evidencia não apenas a ilegalidade, mas também a crueldade da medida”, afirmaram.

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Correção: jogos do Brasil em dias úteis

Published

on

By

O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

Continue Reading

Economia

Correção: jogos do Brasil em dias úteis

Published

on

By

O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

Continue Reading

Economia

Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

Published

on

By

Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

Continue Reading

Trending

Copyright © 2022 InfoDourados