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Política

Kassab diz que decisão sobre o candidato à Presidência pelo PSD deve sair até 31 de março

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Eduardo Leite, Caiado e Kassab nesta segunda-feira (9)
Júlia Vieira/GloboNews
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta segunda-feira (9) que a decisão para o candidato do partido à Presidência da República foi antecipada para 31 de março. A escolha estava prevista para ser tomada até 15 de abril.
A confirmação foi dada a jornalistas após o fim do evento do Conselho Político e Social (COPS) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
Na última sexta, Kassab já havia dito que o partido só não lançará candidato à Presidência neste ano “se cair um helicóptero com os três” cotados para disputar o cargo pela legenda. “Como não vai cair, a chance é zero”, afirmou.
Segundo Kassab, a antecipação do anúncio foi solicitada pelos próprios presidenciáveis e por dirigentes do partido. O presidente afirmou que o PSD acredita que a exposição dos nomes está grande e que o momento é positivo para a escolha do concorrente ao Palácio do Planalto em 2026.
Ele nega que o resultado do Datafolha tenha impactado na decisão. “As pesquisas não nos preocupam porque elas são muito positivas. Uma pesquisa que indica uma rejeição de quase 50% nos dois candidatos colocados, é uma questão de bom senso, que existe espaço para uma candidatura melhor.”
Os três pré-candidatos da sigla, os governadores Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, Ratinho Júnior, do Paraná, e Ronaldo Caiado, do Goiás, discursaram para empresários e líderes de entidades comerciais presentes no evento.
Durante as falas, os presidenciáveis minimizaram os resultados da última pesquisa Datafolha, que mostrou Flávio Bolsonaro (PL) alcançando o presidente Lula (PT) na disputa presidencial.
Ratinho Júnior defendeu que as eleições ainda não estão no cotidiano das pessoas, que é natural que os nomes que estão sendo apresentados e que estão no imaginário da população tenham uma exposição maior.
Leite, assim como Ratinho, acredita que os nomes de Lula e Flávio aparecem com mais força por estarem mais expostos. Um por ser o atual presidente e o outro, por ser filho do antecessor. O governador ainda disse que se Lula “insistir em uma agenda de dividir”, o resultado será trazer a direita de volta ao poder.
“O legado de Bolsonaro foi trazer Lula, que estava politicamente inviabilizado, de volta. Talvez o de Lula, se insistir na agenda de dividir, seja trazer o outro lado do grupo político de volta”, afirmou.
Ronaldo Caiado acredita que o cenário a é muito polarizado e que os levantamentos de opinião ainda refletem os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023. “Por enquanto você está discutindo o 8 de janeiro. Então, no momento que a discussão sair do 8 de janeiro e entrar na educação, na saúde, na segurança pública, nos programas sociais, na visão de Brasil no cenário internacional, você vai ver o conteúdo de cada pré-candidato”, opinou o governador de Goiás.
Gilberto Kassab e os três pré-candidatos do PSD à Presidência, os governadores Eduardo Leite (RS), Ronaldo Caiado (GO) e Ratinho Júnior (PR) durante evento do partido em SP
LEANDRO CHEMALLE/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO
Palanques estaduais
Kassab afirmou que fechar alianças nos estados não são a prioridade do partido. “O PSD sempre trabalhou para que terminasse, no Brasil, as coligações nas eleições proporcionais. E trabalha para que, o mais rápido possível, termine as coligações das eleições majoritárias. Portanto, não é a nossa prioridade as alianças”, explicou. De acordo com o ex-prefeito de São Paulo, a sigla não terá problemas com palanques estaduais.
“A receptividade às pré-candidaturas do Caiado, do Eduardo e do Ratinho é tão grande, que vamos ter, efetivamente, palanques extraordinários voltados para campanha deles assim que for definido o projeto.”
Questionado sobre a situação em São Paulo, Kassab declarou apoio a Tarcísio de Freitas, apesar do governador ter fechado aliança com Flávio Bolsonaro nacionalmente. “Aqui já está resolvido, o PSD já se definiu: vamos apoiar o governador Tarcísio e para presidente, vamos apoiar o nosso candidato.”

“Não abracei nem Lula, nem Bolsonaro” em 2022, diz Leite sobre candidatura à Presidência
Filiação em massa
O evento de sexta serviu ainda como anúncio formal da filiação ao PSD de oito deputados estaduais, em sua maioria oriundos do PSDB. São eles:
Analice Fernandes (PSDB);
Barros Munhoz (PSDB);
Carlão Pignatari (PSDB);
Maria Lúcia Amary (PSDB);
Mauro Bragato (PSDB);
Rogério Nogueira (PSDB);
Dirceu Dalben (Cidadania);
Márcio Nakashima (PDT).
Destes, apenas Dalben deve tentar a Câmara dos Deputados, em Brasília. Os demais devem se candidatar à reeleição. Além deles, o deputado federal Vitor Lippi e o ex-deputado federal Ricardo Tripoli, ambos do PSDB, tiveram suas filiações confirmadas.
Gilberto Kassab e os três pré-candidatos do PSD à Presidência, os governadores Eduardo Leite (RS), Ronaldo Caiado (GO) e Ratinho Júnior (PR) durante evento do partido em SP
Paulo Gomes/TV Globo
Secretários e ex-secretários
Entre outros presentes na sexta, esteve a secretária estadual de Esportes, a Coronel Helena Reis, que deixa o Republicanos, e o secretário municipal de Trabalho de São Paulo, Rodrigo Goulart, acompanhado do pai, o ex-vereador e ex-deputado federal Goulart.
Goulart “pai” pretende se candidatar à Alesp. Rodrigo Goulart segue secretário de Ricardo Nunes, licenciado do mandato vigente de vereador.
Ocupante do assento de Rodrigo Goulart na Câmara Municipal, o ex-secretário municipal de Assistência Social, Carlos Bezerra Júnior, também esteve no evento. Bezerra rompeu com a bancada do partido na Câmara há um ano, e deve se candidatar —ainda sem definição sobre o cargo.
Já a ex-secretária municipal de Cultura, Aline Torres, é pré-candidata a uma cadeira na Alesp. Assim como ela, deve concorrer ao parlamento estadual a senadora Mara Gabrilli, já filiada ao PSD.
Os três pré-candidatos do PSD à Presidência da República, os governadores Eduardo Leite (RS), Ronaldo Caiado (GO) e Ratinho Júnior (PR) durante evento do partido em SP
LEANDRO CHEMALLE/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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