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Política

Liberal, neoliberal, ultraliberal: entenda o que é o liberalismo e por que o termo voltou a dominar o debate

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Conceito foi mudando ao longo dos séculos e voltou ‘à moda’ em tempos de polarização entre esquerda e direita. Donald Trump em seu primeiro discurso como presidente
REUTERS
Não há muito como escapar. Nos últimos anos, qualquer pessoa que se prontificou a debater política e economia entre amigos, no trabalho ou na academia ouviu, em poucos minutos, alguma referência ao termo “liberalismo” ou alguma de suas variações.
Na Europa, o termo ajuda a definir até o tipo de regime político: são as tais “democracias liberais”. Ao mesmo tempo, líderes de ultradireita como Donald Trump (Estados Unidos), Javier Milei (Argentina) e Georgia Meloni (Itália) recebem outro crachá: são os “ultraliberais”.
No Brasil, o mercado financeiro e os empresários são, às vezes, chamados por seus detratores de “burguesia neoliberal”. E na última década, parte da direita passou a se identificar com um mantra: “liberal na economia, conservador nos costumes”.
Mas… afinal, o que são esses liberalismos? E como eles se relacionam, por exemplo, com o debate em alta sobre a liberdade de expressão nas redes sociais e a moderação de discursos de ódio?
O g1 conversou com especialistas para traçar as diferenças e entender o papel que essa filosofia ocupa no mundo atual.
O que é liberalismo?
A corrente de pensamento conhecida hoje como liberalismo surgiu no século 17 como uma resposta ao absolutismo dos reis que comandavam a Europa naquele período.
Na monarquia absolutista, o rei herdava o trono em razão de laços sanguíneos e controlava tudo do reino: o comércio, a vida no campo e na cidade, os cargos da nobreza e até a crença dos súditos.
“O liberalismo nasceu como uma reação contra o absolutismo monárquico e as tradições feudais, propondo uma nova ordem social baseada em princípios de liberdade e igualdade. Filósofos como John Locke, Adam Smith e Montesquieu foram alguns dos clássicos das ideias liberais”, explica o cientista político João Felipe Marques.
▶️Na política, o liberalismo clássico defende a liberdade individual e a igualdade de direitos dos seres humanos, em qualquer classe social.
▶️Na economia, a liberdade para que cada cidadão produza e consuma como bem entender – surge aqui a “lei da oferta e da demanda”, por exemplo.
Na política e na economia, havia uma ideia central: o Estado – que antes comandava tudo – deve ser menos controlador e interferir o menos possível na vida dos cidadãos.
Entenda, em resumo, a principal ideia de cada teórico citado por Marques:
John Locke: defensor da liberdade e da tolerância religiosa, acreditava que os indivíduos têm direitos naturais à vida, liberdade e propriedade – e que o governo deve atuar para proteger esses direitos.
Adam Smith: principal nome do liberalismo econômico, a ideia dele era de que os indivíduos deveriam conduzir suas atividades econômicas sem uma intervenção excessiva do Estado.
Montesquieu: sistematizou a teoria da “separação dos poderes” entre Executivo, Legislativo e Judiciário, o que na prática já significava que o rei não comandava todas essas funções.
Obra de John Locke ajuda a entender pressupostos do liberalismo político
Por mais que as ideias de liberdades individuais e defesa dos direitos humanos, por exemplo, pareçam hoje mais associadas a direita ou esquerda, políticas liberais são adotadas em todo o mundo tanto por políticos progressistas quanto por conservadores.
O liberalismo clássico, nesse sentido, está também amplamente ligado ao conceito de democracia – onde a população tem o direito de exercer, por exemplo, o voto livre.
Ouça abaixo o episódio “Liberdade” do podcast O Assunto, que também discute o liberalismo e a cooptação do termo pelos governos atuais:
O liberalismo está em crise?
Ao longo da última década, a ascensão de governos conservadores (ou ultraconservadores, a depender de quem classifica) em todo o mundo parece ter colocado parte desses preceitos em xeque.
Os direitos das mulheres e da população LGBTQIA+, por exemplo, e o fechamento das fronteiras nacionais para imigrantes e produtos importados são sinais dessa suposta “crise do liberalismo”.
O cientista político Murilo Medeiros, no entanto, avalia que as ideias liberais seguem fortes em todo o mundo – e que não há chance de serem derrubadas por completo.
“O liberalismo, a despeito das críticas recorrentes que costuma receber, continua sendo uma das correntes de pensamento mais influentes no mundo. É fonte de prosperidade, paz, inclusão, livre manifestação e geração de oportunidades”, diz Medeiros.
“Com o tempo, o liberalismo evoluiu para se adaptar às demandas e desafios das sociedades contemporâneas e incluir diferentes vertentes, como o liberalismo social, que equilibra a liberdade individual com a justiça social”, completa.
O legado – e as críticas
Teóricos e cientistas políticos costumam creditar às ideias liberais grande parte da evolução dos direitos civis conquistados nos últimos séculos.
A conquista do voto feminino, a luta pela igualdade racial e o combate à homofobia, por exemplo, são vistos como propostas liberais – naquele sentido político, da garantia das liberdades individuais.
Especialistas ouvidos pelo g1 apontam três características centrais das sociedades modernas que são herança do pensamento liberal:
economia de mercado: o termo se refere à promoção do capitalismo e da livre iniciativa como promotores do desenvolvimento econômico, garantindo a emancipação social dos indivíduos;
direitos humanos: o Brasil, por exemplo, é signatário de dezenas de tratados e declarações internacionais que protegem direitos fundamentais – a Constituição de 1988 leva o apelido de “Cidadã” por ter incorporado esses elementos;
democracia liberal: estabelecimento de governos representativos baseados no voto e no estado democrático de direito.
Falar dessas conquistas não significa dizer, no entanto, que o liberalismo é o único pensamento possível – ou que não gere, também, crises e problemas.
Cientista política e doutoranda na Universidade de Brasília, Isabela Silveira Rocha afirma que o mundo vive hoje um liberalismo de viés corporativista, ou seja, “capturado” por grandes corporações que exercem forte influência sobre os governos e a sociedade.
“No mundo, o liberalismo está consolidado nesta nova fase de monopólio, já que o corporativismo capturou a máquina estatal. Hoje, nos EUA, bastião do liberalismo, o modelo é frequentemente associado ao poder das grandes corporações”, diz.
“[Essas corporações] influenciam diretamente as políticas públicas por meio de lobby e financiamento de campanhas políticas, capturando a política e permitindo que essas empresas – não eleitas – moldem legislações e regulações em benefício próprio, promovendo uma versão distorcida – e avançada – do liberalismo original”, descreve.
Neoliberalismo e ultraliberalismo: as novas faces
O conceito e a aplicação das ideias liberais mudaram tanto ao longo dos últimos séculos, que o termo deixou até de fazer sentido para explicar algumas das tendências adotadas por filósofos, autoridades e governos mundo afora.
Apesar do nome, o “neoliberalismo” mesmo já não é mais tão novo. Os exemplos mais clássicos dessa vertente começaram a ser implementados nas décadas de 1970 e 1980.
O “neoliberalismo” ganhou esse nome, naquele momento da história, porque marcou uma retomada do liberalismo clássico.
O mundo tinha passado por décadas de maior intervenção do Estado na economia, sobretudo em países arrasados pelo impacto da Primeira e da Segunda Guerra Mundial. Em meio aos impactos da Guerra Fria, economistas e políticos voltaram a defender políticas de maior rigor nos gastos públicos, privatização, liberdade econômica e estímulo ao capital privado, por exemplo.
“Com a evolução do capitalismo e a ampliação dos direitos civis, surgiu o termo ‘neoliberalismo’ para designar o liberalismo contemporâneo. Embora mantenha as mesmas bases filosóficas, o neoliberalismo reflete as dinâmicas de um contexto econômico e social mais recente”, explica João Felipe Marques.
Lula diz que neoliberalismo agrava a desigualdade econômica e política
“Muitos especialistas, no entanto, falam que o termo ‘neoliberalismo’ tem um viés negativo, preferindo manter só o uso do termo ‘liberalismo'”, diz Marques.
Já mais recentemente, governos de direita que assumiram o poder após vencerem eleições em países como Estados Unidos, Hungria e Argentina passaram a ser classificados por teóricos e analistas como “ultraliberais”.
“A visão ultraliberal vai além do liberalismo clássico ao adotar posições mais radicais em relação à liberdade individual e à limitação do Estado”, explica o cientista político Murilo Medeiros.
“Os ultraliberais veem qualquer forma de intervenção estatal como prejudicial, defendendo que indivíduos e mercados devem resolver questões sociais e econômicas de forma livre”, afirma.
Por serem recentes, os conceitos de neoliberalismo e ultraliberalismo têm, na teoria social, significados mais relacionados à economia.
Mistura no ‘mundo real’
Na análise política, é mais comum que se usem termos como “ultradireita” e “extrema-direita” – embora, no mundo real, seja comum que um mesmo governo misture políticas liberais e outras mais intervencionistas, tanto na economia quanto nos costumes.
Governos que adotaram o receituário “ultraliberal” na economia nos últimos anos, por exemplo, frequentemente têm posições menos liberais (ou seja, mais conservadoras) em temas como aborto, drogas e sexualidade.
Ao mesmo tempo, governos que dizem rejeitar a “cartilha liberal”, não raro, são obrigados a propor e adotar regimes de maior austeridade econômica e menor intervenção do Estado para dinamizar a economia ou controlar a inflação, por exemplo.

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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