Política
Lula discursa na ONU pela 8ª vez; compare pronunciamento deste ano com os anteriores
Combate à fome e à desigualdade, governança global, reforma do Conselho de Segurança da ONU e mudanças climáticas são temas recorrentes nas falas do petista no evento. Lula foi aplaudido 7 vezes durante discurso na Assembleia Geral da ONU; veja momentos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou nesta terça-feira (19) pela oitava vez em um evento relacionado à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos.
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Foram 7 discursos na abertura de assembleias-gerais (2003, 2004, 2006, 2007, 2008 e 2009) e um pronunciamento em uma reunião de Alto Nível, que antecedeu o debate da Assembleia Geral de 2005. Naquele ano, o chanceler Celso Amorim discursou na abertura do debate.
A Assembleia Geral da ONU ocorre anualmente e, por tradição, o chefe de Estado do Brasil é o primeiro a discursar na assembleia, que reúne representantes de mais de 190 países.
Assim como ocorreu nas outras vezes em que participou da assembleia, Lula recheou o pronunciamento deste ano com falas sobre combate à fome e à desigualdade, governança global, reforma do Conselho de Segurança da ONU e mudanças climáticas.
Todos esses são temas recorrentes nos discursos do petista na ONU e, também, em outros fóruns internacionais do qual o Brasil é participante.
A necessidade de ações contra a forme, por exemplo, foi destacada por Lula nos anos de 2003 (primeiro dele como presidente do Brasil), 2004, 2005, 2006 e 2008. E também foi mencionada no pronunciamento deste ano.
A luta contra a pobreza e a desigualdade, invocada por Lula em 2004, foi ressaltada no discurso de 2023, em que o petista também cobrou iniciativas contra o racismo e o preconceito contra a população LGBTQIA+.
Além disso, o presidente brasileiro mencionou a lei sancionada por ele que pune com mais rigor a desigualdade salarial entre homens e mulheres – momento em que foi aplaudido pelos presentes.
A defesa de mudanças na composição do Conselho de Segurança da ONU – que, na avaliação do petista, não consegue mais mediar os conflitos entre os países – foi enfatizada pelo presidente brasileiro em sete das oito participações.
Em um determinado momento do pronunciamento deste ano, Lula disse que a guerra na Ucrânia, país invadido pela Rússia, “escancara” a incapacidade dos Estados que fazem parte das Nações Unidas de dialogar para pôr fim ao conflito.
As mudanças climáticas são abordadas pelo petista pelo menos desde 2004 – com mais ênfase a partir de 2007 – e voltaram a ser referidas no discurso desta terça, quando Lula voltou a cobrar o financiamento, pelos países ricos, de ações para a preservação do meio ambiente nas nações emergentes.
Neste ano, Lula voltou a fazer uma reflexão sobre a necessidade de implementação de novas relações econômicas, com maior participação de países em desenvolvimento e menos protecionismo por parte das nações mais ricas, além de trocas comerciais mais justas.
Ele também criticou o neoliberalismo e o surgimento de “aventureiros de extrema-direita que negam a política e vendem soluções tão fáceis quanto equivocadas”, mas sem especificar a quem estava se referindo.
Veja principais pontos do discurso de Lula na Assembleia Geral de 2023
Confira a checagem do pronunciamento do petista na ONU
Janja, Marina, Lira e Pacheco: as autoridades que acompanharam Lula
Lula durante discurso na Assembleia-Geral da ONU
Timothy A. Clary/AFP
Destaques por ano
Veja a seguir os principais pontos dos discursos de Lula nas sete participações anteriores do petista na Assembleia-Geral da ONU (clique no ano para ir ao trecho desejado):
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2003
Reforma do Conselho de Segurança da ONU – No contexto da guerra do Iraque, Lula defendeu a ONU e disse que era preciso uma reforma no Conselho de Segurança da organização para evitar novos conflitos armados. “Não podemos ignorar as mudanças que se processaram no mundo, sobretudo a emergência de países em desenvolvimento como atores importantes no cenário internacional”, disse o presidente colocando o Brasil à disposição para compor o grupo.
Política externa brasileira – O presidente brasileiro também falou sobre a atuação internacional do Brasil em seu governo. “Além de aprofundar as relações já muito relevantes com nossos tradicionais parceiros da América do Norte e da Europa, buscamos ampliar e diversificar nossa presença internacional”, disse Lula. Ele destacou o estreitamento das relações com China, Rússia, Índia, África do Sul, além de países da América do Sul e a Liga Árabe.
Combate à fome – Na esteira da criação do programa Fome Zero pelo seu governo no Brasil, Lula sugeriu a criação de um Comitê Mundial de Combate à Fome para traçar estratégias para erradicar a carência de alimentos no mundo. “O verdadeiro caminho da paz é o combate sem tréguas à fome e à miséria, numa formidável campanha de solidariedade capaz de unir o planeta ao invés de aprofundar as divisões e o ódio que conflagram os povos e semeiam o terror”, disse naquele ano.
2004
Autodeterminação dos povos – Em seu segundo discurso, Lula defendeu o fim do “colonialismo” e defendeu a independência políticas dos países mais pobres, que o presidente considerava serem subjugados pelos países ricos. “Barreiras protecionistas e outros obstáculos ao equilíbrio comercial, agravados pela concentração dos investimentos do conhecimento e da tecnologia, sucederam ao domínio colonial”, disse Lula na ocasião.
Riscos da globalização – O presidente também criticou o que chamou de “globalização assimétrica” e defendeu um novo modelo de desenvolvimento econômico, com respeito à natureza e desenvolvimento social. “Hoje, é possível reconciliar natureza e progresso por meio de um desenvolvimento ético e ambientalmente sustentável”, argumentou.
Luta contra a pobreza – Além disso, Lula dedicou boa parte de sua fala para incentivar esforços para diminuir a pobreza e a desigualdade mundial, além do citar o combate à fome. “Se fracassarmos contra a pobreza e a fome, o que mais poderá unir-nos?”, disse o presidente, sustentando que a resolução desses problemas passa por uma “mudança importante nos fluxos de financiamento dos organismos multilaterais”.
2005
Objetivos de Desenvolvimento – Lula elogiou a definição de oito objetivos internacionais de desenvolvimento para o ano de 2015, adotados em 2000. Destacou as ações do Brasil para atingir as metas colocadas no acordo internacional em quatro áreas: o combate à fome; o direito ao trabalho; a luta pela equidade racial e de gênero; e a preservação ambiental.
Financiamento aos pobres – O presidente também afirmou que os objetivos de desenvolvimento só seriam possíveis caso o modelo de financiamento aos países pobres fosse modernizado. “É preciso ampliar, e muito, os recursos disponíveis para combater a pobreza e a fome, oferecendo oportunidades de desenvolvimento aos países pobres. Se os países desenvolvidos tiverem a devida lucidez estratégica, perceberão que essa nova atitude, esse esforço adicional, mais do que justo, é absolutamente necessário”, afirmou na ocasião.
Reforma do Conselho de Segurança da ONU – Mais uma vez, Lula defendeu a reforma do Conselho de Segurança da ONU no final de seu discurso na Assembleia Geral. “Não posso deixar de sublinhar um ponto a que me referi, ontem, no meu discurso diante do Conselho: a necessidade urgente de reformar aquele órgão – a fim de torná-lo mais legítimo, mais representativo – sem a qual a ONU não cumprirá o papel histórico que lhe está reservado”, disse naquele ano.
2006
Combate à fome – Em campanha pela reeleição para seu segundo mandato e retomando seu primeiro discurso na ONU, em 2003, Lula ressaltou o que seu governo estava fazendo para atingir as metas do milênio, citou o Fome Zero e o programa Bolsa Família. “Aliamos crescimento e estabilidade econômica a políticas de inclusão social. O nível de vida dos brasileiros melhorou”, declarou Lula.
Geografia do comércio – Lula dedicou parte do discurso para falar sobre uma nova ordem no comércio mundial. Afirmou que a criação do G-20, grupo que reúne as vinte maiores economias do mundo, mudou os padrões de negociação na Organização Mundial de Comércio (OMC). “Eliminar as barreiras que travam o desenvolvimento dos países pobres é um dever ético para a comunidade internacional”, afirmou naquele ano.
Reforma do Conselho de Segurança da ONU – Mais uma vez, Lula defendeu a reforma do Conselho de Segurança da ONU, abrindo espaço para novos membros permanentes no órgão. “O Brasil, juntamente com os países do G-4, sustenta que a ampliação do Conselho de Segurança deve contemplar o ingresso de países em desenvolvimento no seu quadro permanente. Isso tornaria o órgão mais democrático, legítimo e representativo”, disse em 2006.
2007
Mudanças climáticas – O presidente abriu o discurso em 2007 afirmando que cresciam os riscos de uma catástrofe ambiental e humana sem precedentes se o modelo de desenvolvimento global não fosse repensado. “Crescem os riscos de uma catástrofe ambiental e humana sem precedentes”, disse na ocasião. Afirmou ainda que equidade social é o caminho para a preservação do ambiente e que os países ricos deveriam dar exemplo.
Nova matriz energética – Ao mesmo tempo, Lula defendeu a necessidade de instalar uma nova matriz energética no mundo, limpa e sustentável. Defendeu os biocombustíveis, como o etanol, era um caminho para para construí-la. “O etanol e o biodiesel podem abrir excelentes oportunidades para mais de uma centena de países pobres e em desenvolvimento na América Latina, na Ásia e, sobretudo, na África. Podem propiciar autonomia energética, sem necessidade de grandes investimentos”, expôs naquele ano.
Nova ordem internacional – O presidente brasileiro também destacou que considerava importante o estabelecimento de uma “nova ordem internacional”. Afirmou que, para isso, era preciso a instauração de novas relações econômicas que penalizem os mais pobres e a reforma do Conselho de Segurança da ONU. Citou que o Brasil seguiu nessa agenda por meio do fortalecimento do Mercosul e da Índia e África do Sul.
2008
Crise mundial – Lula começou seu discurso falando sobre a crise econômica mundial daquele ano. Afirmou que a “euforia dos especuladores transformou-se em angústia dos povos”. O presidente disse que medidas paliativas não resolveriam o problema e que seriam necessários mecanismos de prevenção e controle e total transparência das atividades financeiras. “As indispensáveis intervenções do Estado, contrariando os fundamentalistas do mercado, mostram que é chegada a hora da política”, declarou à época.
Protecionismo dos países ricos – Lula afirmou que um suposto “nacionalismo populista”, que é imputado aos países do sul mundial é “praticado sem constrangimento em países ricos”. “Aos poucos vai sendo descartado o velho alinhamento conformista dos países do Sul aos centros tradicionais. Essa nova atitude não conduz, no entanto, a uma postura de confrontação”, disse. Lula afirmou que se desenhava um mundo multipolar com mais protagonismo do sul do globo terrestre e defendeu novamente a reforma do Conselho de Segurança.
Combate à fome – O presidente voltou a defender esforços multilaterais para erradicar a fome mundial e negou que os biocombustíveis aumentaram os preços dos alimentos. “Na inflação dos alimentos estão presentes – ao lado de fatores climáticos e da especulação com as commodities agrícolas – os aumentos consideráveis do petróleo, que incidem pesadamente sobre o custo de fertilizantes e transporte”, disseram Lula.
2009
Persistência da crise econômica – Lula relembrou o discurso do ano anterior em que disse que seria um erro cuidar apenas das consequências da crise de 2008. “Passados doze meses, constatamos que houve alguns progressos, mas que persistem muitas indefinições”, disse Lula. De acordo com o presidente, havia enormes resistências em adotar mecanismos efetivos de regulação dos mercados financeiros por partes dos países desenvolvidos.
Governança mundial instável – O presidente defendeu que era “imprescindível refundar a ordem econômica mundial”. Lula defendeu que países pobres e em desenvolvimento deveriam aumentar a participação na direção do FMI e do Banco Mundial. “Sem isso não haverá efetiva mudança e os riscos de novas e maiores crises serão inevitáveis”, disse. Lula afirmou ainda que as Nações Unidas e seu Conselho de Segurança não poderiam continuar “regidos pelos mesmos parâmetros que se seguiram à Segunda Guerra Mundial”.
Mudanças climáticas – O presidente Lula defendeu que devia-se exigir dos países desenvolvidos metas de redução de emissões muito mais expressivas. “Preocupa-nos a resistência dos países desenvolvidos em assumir sua parte na resolução das questões referentes à mudança do clima. Eles não podem lançar sobre os ombros dos países pobres em desenvolvimento responsabilidades que lhes são exclusivas”, disse Lula.
Lula durante discurso na Assembleia-Geral da ONU
Mary Altaffer/AP
Ausência em 2010
Em 2010, Lula não foi à Assembleia Geral da ONU. Na ocasião, ele disse que estava focado na campanha eleitoral de Dilma Rousseff, que foi eleita presidente naquele ano.
Celso Amorim, então ministro das Relações Exteriores, representou o presidente.
Voltar ao início.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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