Política
Lula diz que prometeu a repatriado que ‘faria todo o possível’ para que eles pudessem voltar para o Brasil
Presidente recebeu grupo de 32 pessoas resgatadas da região — a maioria brasileiros — na Base Aérea de Brasília. Avião com brasileiros resgatados em Gaza chega à base área de Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu na noite desta segunda-feira (13) as 32 pessoas resgatadas da Faixa de Gaza — a maioria brasileiros. Eles desembarcaram às 23h24 na Base Aérea de Brasília, vindos do Egito. Eles aguardavam a autorização para deixar a região da Faixa de Gaza desde o início do conflito entre Israel e o Hamas, há mais de um mês.
“A todos os companheiros que estão aqui, antes de dizer algumas palavras, eu mandei chamar o Hasan aqui porque ele mora em São Paulo e, depois de três dias do casamento, ele ficou preso. Eu falei com ele uma vez e disse que eu faria todo o possível para que eles pudessem voltar”, disse o presidente.
Além de 22 cidadãos brasileiros (natos ou naturalizados), há 10 palestinos – três parentes de primeiro grau de brasileiros, e sete portadores do Registro Nacional de Migração (RNM) que devem receber status de refugiados. Eles estavam no Sul da Faixa de Gaza, nas cidades de Khan Younis e Rafah.
Lula disse, ainda, que vai tentar aprovação de uma segunda lista de repatriados. “Nós vamos continuar trabalhando para trazer toda e qualquer pessoa que lá esteja e que queira voltar para o Brasil”, justificou Lula.
O ministro de Comunicação Social, Paulo Pimenta, informou que entre os passageiros havia, pelo menos, duas crianças com quadro de desnutrição. Antes mesmo da chegada do avião na capital, ambulâncias já estavam posicionadas na pista, aguardando a chegada delas para levá-las ao hospital. Mais tarde, a equipe médica informou que três crianças e uma grávida receberam atendimento médico.
Antes de chegar a Brasília, a aeronave, de modelo VC-2 (Embraer 190), pousou na Base Aérea de Recife, às 20h21, onde fez uma parada técnica para abastecimento. O procedimento durou algo em torno de 50 minutos. Segundo a Aeronáutica, essa é a maior operação de resgate de brasileiros em áreas de conflito no exterior.
AO VIVO: confira a cobertura do g1 sobre a guerra
Saída de Gaza
A saída de Gaza começou na manhã deste domingo (12), quando o grupo se deslocou para o controle migratório palestino da região. Depois, de acordo com informações do Itamaraty, os brasileiros saíram do local e seguiram para a estação do Egito (2 km de percurso de ônibus).
Lá, foram recepcionados pela equipe da embaixada do Brasil no Cairo e submetidos aos trâmites migratórios de entrada naquele país.
Após passar pela imigração, os brasileiros almoçaram e depois seguiram viagem para o Cairo, capital do Egito. O transporte foi feito em veículos contratados pela embaixada do Brasil no Egito e durou cerca de seis horas.
A aeronave da FAB aguardava a chegada dos brasileiros em uma base aérea localizada próximo ao Cairo. Após passarem a noite em um hotel no Cairo, os brasileiros embarcaram para o Brasil na manhã desta segunda.
O avião fez duas paradas técnicas, uma em La Palma, na Espanha, e outra já em solo brasileiro, em Recife, capital pernambucana.
Das 34 pessoas previstas para serem resgatadas neste voo, duas desistiram da viagem no dia em que a saída do grupo de Gaza foi autorizada. Uma mulher de 50 anos e sua filha, de 12 anos, decidiram não viajar, por motivos pessoais.
Avião com 32 pessoas resgatadas da Faixa de Gaza pousou no Brasil
Abrigo no Brasil
O grupo de 32 pessoas deve se dividir por quatro estados e o Distrito Federal após passarem pelo menos um dia no alojamento da Base Aérea de Brasília recebendo cuidados médicos e regularizando a documentação. De acordo com o secretário nacional de Justiça, Augusto Botelho, eles devem se dividir da seguinte forma:
4 têm família em Brasília e ficarão no DF
12 ficarão com as famílias no estado de São Paulo
12 que não têm mais familiares no Brasil ficarão em abrigo no interior de São Paulo
2 vão para Florianópolis (SC)
1 vai para Cuiabá (MT)
1 vai para Novo Hamburgo (RS)
Segundo o secretário, o abrigo no interior de São Paulo foi “disponibilizado pelo governo federal através das parcerias e convênios que o Ministério do Desenvolvimento Social tem”.
Desde o início da guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas, o governo do Brasil entrou em contato com os brasileiros que estavam em Gaza e que manifestaram vontade de sair de lá, para fugir do conflito.
Os bombardeios em Gaza começaram no dia 8 de outubro. Desde então, a diplomacia brasileira iniciou a operação para trazer o grupo de volta. Primeiro, o Itamaraty organizou um deslocamento dos brasileiros do Norte para o Sul de Gaza, onde poderiam passar para a fronteira com o Egito.
Em seguida, o governo negociou com Israel, Egito e Catar para incluir os nomes dos brasileiros na lista dos que poderiam atravessar a passagem da fronteira egípcia. Os brasileiros deixaram Gaza no domingo (12).
Antes, o governo já havia trazido de volta para o país brasileiros que estavam em Israel. Para o secretário nacional de Justiça, a repatriação dos brasileiros de Gaza foi a mais difícil que o país realizou na guerra até agora.
“Foi a negociação mais difícil, mais dolorosa. Acho que quando envolve uma quantidade grande de crianças, o envolvimento emocional é muito grande”, afirmou Botelho.
Hasan Rabee, um dos brasileiros repatriados na Faixa de Gaza, mostra resto do grupo no avião da Força Aérea Brasileira (FAB) destacado pelo governo para transportá-los de volta ao Brasil, em 13 de novembro de 2023.
Hasan Rabee/ Arquivo pessoal
Vacina e cuidados médicos e psicológicos
De acordo com Botelho, os brasileiros que chegarão de Gaza vão receber cuidados médicos e psicológicos já na Base Aérea de Brasília. Nessa etapa, também serão preenchidos os documentos de migração.
“Na base aérea hoje [segunda] à noite, nós faremos dois atendimentos. Um atendimento médico, alguma necessidade médica e psicológica. Técnicos do Ministério da Saúde vão estar na Base Aérea hoje. E vão fazer também todo desembaraço migratório e o desembaraço também das bagagens”, explicou.
Na terça (14), deve ser feita uma vacinação para imunizar as crianças do grupo.
“As crianças serão vacinadas. Há muitas crianças que não foram vacinadas ainda no grupo. Serão todas vacinadas amanhã [terça]. Então, esses dois dias são dois dias de descanso e também de conversa, de escuta, para que o governo federal entenda as necessidades de cada pessoa”, completou o secretário.
Alojamento da Força Aérea Brasileira (FAB) em Brasília
FAB/Divulgação
Benefícios sociais
O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, explicou que os repatriados poderão receber benefícios sociais, caso se enquadrem nos requisitos de cada programa.
“Aqueles que não têm familiares ficarão numa unidade de acolhimento. Ali, têm direito à habitação, têm direito à alimentação e também acesso a um dos programas, ou o Bolsa Família ou o Benefício de Prestação Continuada. E a partir daí é feita toda uma orientação para outros programas”, afirmou o ministro.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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