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Lula faz comício em Nova Iguaçu e diz que Bolsonaro, no 7 de Setembro, se ‘apoderou’ de festa que era para ser do povo

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Janja, mulher de Lula, ironizou fala de Bolsonaro sobre solteiros buscarem uma ‘princesa’: ‘Queria ver se tinha alguma princesa por aí […] Só tem mulher de luta’, afirmou ela se dirigindo ao público. Lula (PT) fez discurso durante comício em Nova Iguaçu
Reprodução/YouTube
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à Presidência, participou na noite desta quinta-feira (8) de um comício em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Em discurso, ele voltou a criticar os atos do presidente Jair Bolsonaro no 7 de Setembro. Para Lula, Bolsonaro “roubou” e se “apoderou” de uma comemoração que era para ser da população brasileira.
Na quarta (7), Bolsonaro misturou eventos cívicos em comemoração aos 200 anos da Independência, em Brasília e no Rio de Janeiro, com campanha eleitoral. No começo do dia, em Brasília, o candidato à reeleição assistiu ao desfile militar e, depois, juntou-se a uma manifestação com apoiadores do governo.
Em cima de um caminhão de som, ele chegou a pedir votos. No Rio, na orla de Copacabana, o roteiro foi o mesmo. Após cerimônias cívico-militares, ele falou de um trio elétrico e voltou a pedir votos.
Lula subiu ao palco acompanhado de aliados e de candidatos no Rio de Janeiro.
“Ontem, [Bolsonaro] roubou do povo brasileiro o direito de comemorar o Dia da Independência, porque ele se apoderou, da forma mais vergonhosa, de um dia que é de 215 milhões de brasileiros, e não dele. E fez de uma festa do nosso país, uma festa pessoal”, afirmou Lula.
O ex-presidente já havia, ainda na quarta, repudiado a postura de Bolsonaro. Lula disse que quando foi presidente e disputou a reeleição, não usou o 7 de Setembro para fazer campanha.
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Também no comício, a esposa de Lula, Rosângela Silva, conhecida como Janja, fez crítica a Bolsonaro, sem citar diretamente o nome do presidente. Ela mencionou o fato de ele ter dito que os homens devem procurar uma princesa com quem se casar.
Em seu discurso no 7 de Setembro em Brasília, Bolsonaro afirmou que a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, é “uma mulher ativa na minha vida, não é ao meu lado, não, muitas vezes ela está é na minha frente”.
Em seguida, disse aos homens solteiros que deveriam se casar. “E eu tenho falado para os homens solteiros, para os solteiros que estão cansados de ser felizes. Procure uma mulher, uma princesa, se casem com ela, para serem mais felizes ainda”, disse Bolsonaro.
No palco, antes de apresentar um dos jingles da campanha petista, Janja pediu aos apoiadores de Lula para acenderem as lanternas: “Queria ver se tinha alguma princesa por aí ou por aqui. Não tem. Sabe por quê? Porque aqui só tem mulher de luta, e são essas mulheres que vão ganhar essa eleição, no primeiro turno, para Luiz Inácio Lula da Silva”.
Lula critica discursos de Bolsonaro no 7 de Setembro
Escolas em tempo integral
Ao criticar a flexibilização do porte e posse de armas, bandeiras de Bolsonaro, Lula afirmou que, se eleito, criará um “sistema de escola integral para toda criança ficar na escola o dia inteiro” e para que nenhuma mãe sinta medo de ter o filho atingido por uma bala.
“O homem de Deus não quer arma”, afirmou. “A gente vai moralizar este país, e a gente vai dizer que nós não queremos morrer. Nós queremos dizer porque nós amamos a vida, e a vida é o dom maior que Deus deu para nós”, disse Lula.
O petista ainda voltou a repetir promessas feitas nas últimas semanas. Ele afirmou que retomará o programa Minha Casa, Minha Vida e se comprometeu a “discutir os direitos” de trabalhadores, com especial atenção aos entregadores de aplicativo.
Molon versus PT
Fora do palco, o comício de Lula em Nova Iguaçu marcou mais um episódio de atritos entre o PT e o deputado federal Alessandro Molon, candidato ao Senado pelo PSB. Os embates públicos entre petistas e Molon começaram após o candidato contrariar expectativa do PT e decidir pela manutenção da candidatura.
Mais cedo, em uma rede social, o deputado afirmou que teve a participação no comício vetada pela organização. “É lamentável que o PT-RJ queira impedir nossa participação, hoje, no comício de Lula em Nova Iguaçu. Nossa candidatura está embalada, e muito, pelos nossos eleitores. Em nome deles, seguimos firmes e fortes, com Lula e Freixo, até a vitória”, disse.
O presidente estadual do PT, João Maurício, rebateu a declaração em publicação nas redes sociais. Ele afirmou que Molon quer “mais uma vez se vitimizar” e que a postura do deputado é “inaceitável”.
Para apoiar a candidatura de Marcelo Freixo (PSB) ao governo do Rio de Janeiro, o PT havia colocado como condição a retirada da candidatura de Molon ao Senado.
Molon não atendeu os pedidos e os prazos estabelecidos pela direção estadual do PT, que chegou a aprovar a retirada do apoio a Freixo. A decisão, no entanto, foi revista pela executiva nacional petista, que decidiu pelo palanque único de Lula no estado: Marcelo Freixo para governador e o petista André Ceciliano para o Senado.
Ceciliano esteve no palco ao lado de Lula e exibiiu, pouco antes de iniciar sua fala, vídeo em que o ex-presidente reforça que só há um candidato do partido.
“O senador que nós temos no Rio de Janeiro é André Ceciliano, atual presidente da Assembleia Legislativa”, afirma Lula no vídeo.
* Com a supervisão de Vitor Matos

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Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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