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Política

Lula pede empenho a militantes para ‘conquistar votos’ no primeiro turno

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Em encontro virtual nesta terça-feira (13), o candidato do PT destacou importância da comunicação nas ruas e redes sociais. Campanha apresentou cartilha com calendário de ações para ‘reta final’. Campanha de Lula apresenta cartilha com calendário de ações para reta final
Reprodução/Zoom
A menos de um mês das eleições de outubro, o candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, e responsáveis pela comunicação da campanha pediram, nesta terça-feira (13), empenho dos militantes para “conquistar votos”. O objetivo é aumentar as chances de o petista vencer o pleito ainda no primeiro turno.
Em um encontro virtual organizado por Edinho Silva, um dos coordenadores da comunicação de Lula, a campanha apresentou a mais de 6 mil pessoas um “manual” com ações para angariar votos a favor da chapa Lula-Alckmin e fortalecer a comunicação do ex-presidente nas ruas e redes sociais.
“Precisamos de mais gente nesta batalha para eleger Lula e Alckmin”, aponta o documento.
A cartilha estabelece um calendário de “mobilização da reta final” com medidas para as últimas três semanas de campanha. A campanha orienta que os militantes peçam votos e intensifiquem as mobilizações a partir do dia 19 de setembro – a 13 dias das eleições.
O calendário convoca ainda os militantes a repercutir a participação do ex-presidente no debate presidencial organizado pela TV Globo, no dia 29.
“É muito importante estar nas ruas, ser vistos, mostrar força. Mas aprendemos que não dá para não pensar na presença nas redes. Sem essa conexão ruas e redes é muito difícil ganhar a eleição”, disse Edinho Silva.
Como mostrou o blog da jornalista Andreia Sadi no g1, a campanha petista voltou, neste momento, os esforços para conquistar eleitores indecisos. A estratégia tem sido reforçada com os movimentos identificados nas últimas pesquisas de intenção de voto, que mostram oscilações positivas a favor do ex-presidente.
Na mais recente pesquisa Ipec, encomendada pela TV Globo e divulgada nesta segunda (12), Lula oscilou positivamente dentro da margem de erro. Ele tinha 44% no levantamento anterior e alcançou 46%.
Já Bolsonaro manteve 31% das intenções, índice registrado anteriormente. Para a campanha, as variações podem mostrar um movimento de indecisos que passaram a apoiar o petista. Segundo Ipec, Lula tem 51% dos votos quando excluídos brancos e nulos.
Ao discursar no encontro, Lula defendeu que a campanha tenha uma comunicação “leve” e que não sejam feitas provocações contra os outros candidatos. Ele também reforçou o pedido de mobilização nas ruas e redes sociais.
“É o momento de colocar a alma para trabalhar e o coração para falar para que a gente, sem ódio, sem fazer nenhuma provocação, nem o jogo rasteiro dos nossos adversários, elevando o nível político da campanha, a gente possa dedicar esse tempo que falta para ganhar essas eleições”, afirmou o ex-presidente.
Lula voltou ainda a afirmar que é possível vencer no primeiro turno. A declaração segue o tom adotado por ele em reunião com integrantes da campanha, na última semana, em São Paulo. No encontro, coordenadores, como o ex-ministro Aloizio Mercadante, afirmaram ser possível ganhar o pleito ainda no dia 2 de outubro.
“Entrem nas redes do PT e vocês vão ver que elas têm todas as informações de que é possível ganhar no primeiro turno. Edinho, tem gente que tem vergonha de dizer que vamos ganhar no 1º turno porque parece soberba. Não, gente. Eu nunca fiz eleição para ganhar no 2º turno. Toda eleição que eu participo eu quero ganhar no 1º. Não ganhei porque não deu, o povo não votou no primeiro”, afirmou o ex-presidente.
“Se você tem candidato que tem 1% e está acreditando que vai ganhar, eu, que tenho 46 pontos, tenho que acreditar que é possível nesses próximos 15 dias conquistar os 4% ou 5% de votos que a gente precisa para ganhar as eleições”, acrescentou Lula.
Para o candidato, a campanha petista tem uma “vantagem” em relação a de Jair Bolsonaro. De acordo com Lula, os apoiadores petistas não são “algoritmos” e, por isso, as mensagens agora precisam “tocar o coração” dos eleitores:
“Acho que é necessário ganhar no 1º turno para dar uma lição de moral nessa gente que não acredita na democracia, no ser humano, que não gosta de sindicalistas, que não gosta de negros, que não gosta de mulher, que não gosta de solidariedade, que não sabe estender a mão para o próximo de forma fraterna”, disse.
A esposa do ex-presidente, Rosângela da Silva, conhecida como Janja, endossou Lula e afirmou que não falará sobre segundo turno. Para ela, há chance de vitória daqui a três semanas.
“Particularmente, não gosto do muito do termo que ouvi companheiros falando que é o virar votos. Acho que a gente tem que conquistar votos”, afirmou Janja.
Empenho nos estados
No evento, que contou com a participação de membros da coligação, Lula também voltou a pedir empenho dos militantes nas campanhas estaduais.
“É importante não nos esquecermos de falar nos nossos candidatos nos estados. Nós temos a perspectiva de eleger o presidente da República e eleger junto o governador de São Paulo, de Minas Gerais, do Rio de Janeiro, de nove estados do Nordeste e outras regiões. Não é pouca coisa o que pode acontecer nessas eleições”, disse o ex-presidente;
Há uma semana, na reunião com coordenadores da campanha, houve relatos de que candidatos dos partidos ligados a Lula não estariam usando material de campanha com menções ao petista. Na ocasião, a campanha decidiu que era necessário padronizar as estratégias nacionais e estaduais para elevar as chances de Lula conquistar o Planalto no primeiro turno.

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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