Política
Lula retoma nesta quinta viagens após cirurgia e busca aumento na popularidade
Presidente ficou quase dois meses sem viajar a trabalho desde que foi submetido a uma cirurgia após complicações depois de um acidente em que bateu a cabeça. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retoma nesta quinta-feira (6) as viagens de trabalho em que participa do lançamento de programas, conclusão e retomadas de obras, entregas de moradias.
O presidente ficou quase dois meses sem viajar a trabalho desde que foi submetido a uma cirurgia após complicações de um acidente doméstico, em 19 de outubro de 2024.
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Nesta quinta, Lula vai participar da cerimônia de reabertura da emergência do Hospital Federal de Bonsucesso, no Rio de Janeiro. Na sexta-feira (7), o presidente participará da inauguração de obras hídricas na Bahia, em Paramirim, no Alto Sertão Baiano.
A retomada das viagens é vista no governo como um fator que pode ajudar Lula a melhorar a popularidade e promover as ações do governo federal.
A última viagem de Lula foi para o Uruguai, em 5 de dezembro de 2024. Ele participou da cúpula do Mercosul e retornou ao Brasil em 7 de dezembro.
Na madrugada de 10 de dezembro, Lula passou por uma cirurgia de emergência após sentir fortes dores de cabeça decorrentes de complicações da pancada na cabeça. Dois dias depois, Lula passou por um segundo procedimento preventivo para evitar novos sangramentos.
As últimas pesquisas de opinião mostram uma queda na popularidade. Em pesquisa do instituto Quaest divulgada em janeiro de 2025, 49% dos entrevistados reprovam o trabalho de Lula, enquanto 47% aprovam. Essa foi a primeira vez que a desaprovação superou a aprovação desde o início da série histórica da pesquisa.
Lula trocou o comando da Secretaria de Comunicação (Secom), com a nomeação de Sidônio Palmeira para substituir o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), para tentar aumentar a popularidade e melhorar a divulgação das ações do governo. Palmeira é publicitário responsável pela campanha vitoriosa de Lula em 2022.
O presidente também reconheceu a necessidade de uma presença mais forte nas redes sociais. Lula admitiu que a extrema direita tem mais força nesses espaços. Ele cobrou uma atuação mais estratégica e organizada dos integrantes e lideranças do PT nas plataformas digitais.
Além das mudanças na comunicação, Lula tem focado em mostrar resultados concretos de seu governo. Em reuniões ministeriais, ele destacou a importância de definir metas até o fim do mandato e de não “inventar nada” novo, mas sim entregar ações já iniciadas.
Apesar de Lula minimizar publicamente especulações sobre as chances de vitória em uma disputa de reeleição em 2026, aliados do presidente defendem mudanças para reverter a queda de popularidade especialmente no Nordeste, onde o PT tradicionalmente tem forte apoio.
Veja a linha do tempo do acidente de Lula:
19 de outubro de 2024: Lula sofreu uma queda no banheiro do Palácio da Alvorada enquanto cortava as unhas das mãos. Ele bateu a cabeça e teve um ferimento na região occipital, recebendo cinco pontos no Hospital Sírio-Libanês em Brasília.
20 de outubro de 2024: Lula foi liberado do hospital, mas foi aconselhado a evitar viagens longas. Ele cancelou sua viagem à Rússia para a Cúpula do Brics e participou do evento por videoconferência.
22 de outubro de 2024: Lula retornou ao hospital para exames de imagem, que mostraram estabilidade em seu quadro. Ele foi considerado apto a exercer sua rotina de trabalho, mas ainda sob acompanhamento médico.
9 de dezembro de 2024: Lula começou a sentir dores de cabeça persistentes e foi levado ao Hospital Sírio-Libanês em Brasília. Exames revelaram um sangramento intracraniano, consequência do acidente de outubro. Ele foi transferido para São Paulo e passou por uma cirurgia de emergência para drenar o hematoma.
10 de dezembro de 2024: A cirurgia foi bem-sucedida e Lula se recuperou bem, sem sequelas. Ele permaneceu na UTI para monitoramento.
12 de dezembro de 2024: Lula passou por um segundo procedimento preventivo para evitar novos sangramentos. No dia seguinte, ele deixou a UTI e começou a caminhar pelo hospital.
19 de dezembro de 2024: Lula retorna a Brasília, mas ainda sob restrições médicas, sem poder fazer viagens a trabalho.
27 de janeiro de 2025: Lula realiza nova tomografia que mostra melhora significativa. Ele foi liberado para retomar sua rotina habitual, incluindo viagens e atividades físicas, mas continuou sob acompanhamento médico.
30 de janeiro de 2025: Lula afirmou estar “100% recuperado” e pronto para retomar todas as suas atividades. Ele mencionou que já voltou a fazer exercícios físicos e está preparado para viajar pelo Brasil e pelo mundo.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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