Economia
Macron diz que acordo com Mercosul é ‘mau negócio’ e que é hora de a UE desafiar o dólar americano com empréstimos conjuntos
Emmanuel Macron em seu discurso na Assembleia Geral da ONU em 22 de setembro de 2025.
Reuters/ Eduardo Munoz
O presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu que a União Europeia (UE) tenha um mecanismo de empréstimo conjunto, por exemplo, por meio de eurobônus, o que permitiria à UE investir em grande escala e desafiar a hegemonia do dólar americano.
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Macron acredita que a Europa precisa proteger melhor suas próprias indústrias e reforçou sua opinião sobre o acordo da UE com o Mercosul ser um “mau negócio”.
As declarações ocorreram durante entrevistas a jornais franceses, que foram publicadas nesta terça-feira (10). As informações foram divulgadas pela agência de notícias Reuters.
“A UE está pouco endividada em comparação com os Estados Unidos e a China. Num momento de corrida por investimentos tecnológicos, não aproveitar essa capacidade de endividamento é um erro grave”, declarou Macron a vários jornais, incluindo o Le Monde.
O presidente francês também afirmou que a Europa precisa simplificar e aprofundar seu mercado interno, pois “os planos para tornar a Europa mais soberana não estão progredindo rápido o suficiente.”
Também disse que a Europa não deve confundir uma trégua nas tensões com Washington com uma mudança duradoura, apesar do aparente fim das disputas sobre a Groenlândia, o comércio e a tecnologia.
“Quando há um ato claro de agressão, acho que o que devemos fazer não é nos curvar ou tentar chegar a um acordo. Acho que tentamos essa estratégia há meses. Não está funcionando”, disse Macron.
Macron afirmou que o governo Trump estava sendo “abertamente antieuropeu” e buscando o “desmembramento” da UE.
O líder francês acredita também que os EUA podem retaliar contra países da UE, incluindo França e Espanha, que planejam proibir crianças de usar redes sociais.
As declarações ocorrem antes da reunião dos chefes de Estado e de governo europeus, marcada para quinta-feira (12), em Bruxelas, para discutir a competitividade.
Acordo Mercosul–UE após 25 anos: por que saiu agora?
Futuro avião de combate europeu
Macron avaliou que o projeto do futuro avião de combate europeu (SCAF) é “um bom projeto” e que “as coisas devem avançar”, apesar das tensões entre as indústrias francesa e alemã.
“É um bom projeto e não tive nenhuma manifestação alemã para me dizer que não é um bom projeto. Quando os industriais tentam criar dissensões, isso é uma coisa, mas não cabe a nós endossá-las”, declarou a vários meios de comunicação europeus, entre eles Le Monde e The Economist, assegurando que voltará a discutir o tema com o chanceler alemão Friedrich Merz.
Questionado se o projeto FCAS estava morto, Macron respondeu: “Não”.
Em dezembro, fontes disseram à Reuters que uma reunião entre os ministros da Defesa da França, Alemanha e Espanha não conseguiu chegar a um acordo sobre o resgate do problemático programa, no âmbito do qual os países construiriam um caça para substituir os Rafales da França e os Eurofighters da Alemanha e da Espanha.
Ele acrescentou que espera que o projeto FCAS avance.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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