Economia
Marisa em crise: entenda o que levou a empresa às dezenas de lojas fechadas e a uma dívida milionária
Companhia informou recentemente que deve fechar mais de 90 lojas até o próximo mês, em mais uma ação voltada para sua reestruturação financeira. Loja da Marisa na Avenida Paulista, em São Paulo
Divulgação
A rede de varejo Marisa anunciou recentemente que deve fechar 91 lojas até junho deste ano, em um movimento para tentar recuperar sua capacidade de gerar caixa — ou seja, voltar a ter recursos disponíveis para investimentos e para sua operação — e para voltar a ser rentável.
Essa, no entanto, não foi a primeira ação da companhia para tentar sair de uma crise financeira que há mais de 10 anos tem impactado seus resultados.
Só nos últimos cinco meses, por exemplo, a Lojas Marisa enfrentou a renúncia de cinco executivos da alta cúpula da empresa, contratou assessores externos e anunciou emissões de debêntures (títulos de dívida) e a venda de direitos creditórios (direitos aos créditos que a companhia tem a receber).
Além disso, a empresa ainda manteve esforços para renegociar prazos e dívidas com fornecedores, credores e proprietários de imóveis, reduzir seus investimentos em estoques de produtos e cortar suas despesas operacionais.
Mas afinal, o que aconteceu com a varejista?
A Marisa é uma das maiores redes de moda feminina e lingerie do Brasil, mas desde o início da década passada vive uma longa crise financeira.
Com foco na classe média — segundo a empresa, mais da metade de suas consumidoras possui renda entre R$ 3 mil e R$ 5 mil —, a companhia apertou as margens para manter preços baixos e deixou de inovar.
Dali em diante, a Marisa teve que lidar com a redução de qualidade dos produtos e a perda de poder de compra dessa fatia da população. As contas passaram a não bater, mas foi apenas em 2016 que a família Goldfarb, fundadora da rede, deixou a gestão da empresa para dar lugar a um executivo de mercado.
Ainda assim, as recessões de 2015 e 2016 somadas à pandemia de Covid-19 apertaram as finanças do público em geral e limitaram o avanço de empresas varejistas. E com a Marisa não foi diferente: em 2020, a empresa registrou um prejuízo líquido de mais de R$ 400 milhões, seguido por outro prejuízo de mais de R$ 70 milhões em 2021 e outro de mais de R$ 200 milhões em 2022.
Em seu último resultado, divulgado no começo desta semana, a empresa reportou um prejuízo líquido de R$ 148,9 milhões no primeiro trimestre deste ano, um aumento de 64,2% em relação a igual período de 2022.
Os resultados ruins e a demora em uma mudança nas perspectivas da empresa levaram as ações da Marisa da casa dos R$ 27 em 2013 para menos de R$ 1 nos dias de hoje.
Ajuda externa e capitalização
Para tentar superar a crise, a companhia informou, em fevereiro, que contratou a BR Partners, em “continuidade ao processo de otimização financeira e aprimoramento de sua estrutura de capital”. Desde então, o banco de investimentos tem assessorado a Marisa em seu processo de renegociação de dívidas.
A empresa também contratou a Galeazzi Associados na mesma época, para apoiá-la no aperfeiçoamento de sua estrutura de custos.
Em uma das últimas atualizações sobre sua situação financeira, a empresa informou que renegociou dívidas com 90% de seus fornecedores e 65% de proprietários de imóveis. Ainda assim, segundo relatório de resultados, a companhia ainda tinha uma dívida líquida de R$ 461 milhões ao final do primeiro trimestre deste ano.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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