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Política

MBL aproveita ‘vaga aberta’ da direita e organiza prévias para definir apoio a pré-candidato à Prefeitura de SP

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Com a desistência do deputado federal Ricardo Salles (PL-SP) para concorrer à Prefeitura de São Paulo em 2024, a movimentação que tem ganhado força é a indicação de Kataguiri como nome da direita. Kim Kataguiri (Podemos-SP) em discurso no plenário da Câmara, em imagem de arquivo
Cleia Viana/ Câmara dos Deputados
O Movimento Brasil Livre (MBL) decidiu organizar eleições prévias entre seus membros para definir o nome que apoiará como pré-candidato à Prefeitura de São Paulo. Entre as opções estão o deputado estadual Guto Zacarias e o deputado federal Kim Kataguiri, ambos eleitos pelo União Brasil.
Com a desistência do deputado federal Ricardo Salles (PL-SP) para concorrer à Prefeitura de São Paulo em 2024, a movimentação que tem ganhado força é a indicação de Kataguiri como nome da direita para a disputa, principalmente por integrantes do MBL.
Já Zacarias, vice-líder do governo na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP), está em seu primeiro mandato na Casa e também é visto pelo Movimento Brasil Livre como um nome forte para a disputa, principalmente pelo seu engajamento com a militância e presença nas redes sociais.
Em atuação desde 2014, o MBL nasceu após manifestações
em apoio às investigações da Operação Lava Jato e se apresenta como um movimento político suprapartidário e que promove o liberalismo.
Segundo Renan Santos, coordenador nacional do Movimento Brasil Livre, por estar entre as lideranças do MBL, Kataguiri “sempre foi uma opção natural” por ser referencia e ter abrangência nacionais dentro do movimento, mas que partiu dele a sugestão de fazer uma consulta interna sobre a possibilidade de outras indicações de pré-candidatos.
Santos considera que os nomes de Kataguiri e Zacarias são duas opções viáveis para uma candidatura à Prefeitura pelo União Brasil, apesar de o partido ter mantido apoio, até o momento, à reeleição do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
O MBL aposta nos resultados que teve ao apoiar sem representante Arthur do Val em 2020, quando o então candidato pelo Patriotas obteve 500 mil votos, quase 10% dos votos válidos computados pelo Tribunal Superior Eleitoral, e ficou em quinto lugar nas eleições.
“Não sobrou ninguém no campo da direita e nosso potencial já foi conhecido com 10% nas eleições passadas”, disse Renan Santos ao blog.
Do Val era deputado estadual à época e, dois anos depois, teve o mandato cassado pela ALESP por falas sexistas contra mulheres ucranianas.
Para Renan Santos, apesar de não ser um partido político, o MBL tem uma força única no apoio a candidatos, além da mobilização de sua militância pra pressionar parlamentares em pautas que consideram importantes no Congresso Nacional.
Prévias on-line
Para decidir quem apoiará como pré-candidato em São Paulo, o MBL deve fazer uma consulta com os quase 12 mil membros do movimento que já estão cadastrados em sua plataforma. As “prévias” devem seguir a partir de julho um cronograma semelhante à votação que partidos tradicionais realizam com seus filaados, com debates internos e depois votação.
Em paralelo, o O MBL também trabalha para se tornar um partido político para a disputa em 2026. Atualmente, os membros está diluídos em diferentes partidos. O movimento, no entanto, busca autonomia nos próximos anos. “Legendas têm dono e os interesses dos donos das legendas não batem com nossos interesses e dos eleitores. Os partidos olham pra gente pra dar votos. Mas depois a gente não é ouvido”, afirmou o coordenador nacional do MBL.
Tabuleiro
O atual prefeito de São Paulo Ricardo Nunes tem se colocado como opção de Centro e buscado reforçar o apoio de legendas com chances de lançar candidatos próprios, como o PL e União Brasil. O prefeito tem se aproximado do ex-presidente Jair Bolsonaro e há articulações para que ele migre para o PL ou tenha como vice alguém da legenda. Já o comando do PL na capital paulista também já declarou apoio a Nunes e tem cargos na gestão do atual prefeito.
Com a desistência do deputado federal Ricardo Salles (PL-SP) para concorrer à Prefeitura de São Paulo em 2024, as indicações do senador Marcos Pontes (PL-SP) e do deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP) ganharam força como opções de candidatos de direita para a disputa.
A possibilidade da escolha de Marcos Pontes como candidato pelo PL já foi sinalizada pelo presidente do partido Valdemar da Costa Neto ao Estúdio I em maio. À época, no entanto, Salles ainda se colocava como a primeira opção da legenda para as eleições municipais do ano que vem.
Pontes teve mais de 10 milhões votos como Senador no ano passado e é visto por integrantes do partido como um candidato viável e já conhecido do eleitorado paulistano.
Na ala da esquerda, os nomes para as eleições de São Paulo são os deputados Guilherme Boulos (PSOL) e Tabata Amaral (PSB) Boulos conta com apoio do PT, que não deve lançar candidato próprio e promete apoia-lo na campanha.
Nota oficial do MBL
O Movimento Brasil Livre vem, por meio desta nota, anunciar a realização de um evento inédito em nossa história. Trata-se da primeira prévia de candidaturas ao Executivo, em que se reúnem Kim Kataguiri, atualmente deputado federal e presidente da Comissão de Educação do Congresso Federal, e Guto Zacarias, atualmente deputado estadual e vice-líder do governo na ALESP.
A ideia de realizar prévias para a escolha de um candidato a prefeito da cidade de São Paulo, a sair em 2024, obedece ao imperativo de estender os mecanismos de escolha democrática dentro do movimento. Ela também propicia a ocasião para um debate interno em torno de distintas concepções de cidade, que embora não guardem contradição com os valores do movimento, tem suas inflexões particulares a partir da própria experiência política das duas jovens lideranças.
Ambos os candidatos às prévias manifestaram seu interesse em alçar vôos no Executivo paulista, bem como predisposição a debaterem entre si, de acordo com as regras que serão posteriormente definidas em reunião interna do MBL e transmitidas para a militância e para a imprensa.
No presente momento, Guto Zacarias acredita que as questões urbanísticas, sem prejuízo das outras áreas da gestão pública, tenham destaque como nó górdio dos problemas de São Paulo. Neste sentido, nota-se uma similaridade entre a sua concepção e o que foi desenhado no plano de governo do ex-candidato a prefeito pelo movimento, Arthur do Val. Já Kim Kataguiri, em virtude de sua experiência à frente da comissão de educação, tende a enfatizar o poder social de políticas de educação e promete trazer um projeto novo e original nesse campo a ser discutido caso ele seja escolhido nas prévias.
Por fim, destaca-se que a escolha do candidato se dará nos marcos internos do MBL, com todos os alunos da Academia, coordenadores, militantes e apoiadores cadastrados no Clube MBL podendo votar em seu candidato. Será realizada também uma série de debates com mediação a ser escolhida e informada em data oportuna.

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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