Connect with us

Política

Mesmo com proibição, maioria dos estudantes do Ensino Médio segue levando celular para a escola e admite uso em sala de aula

Published

on

Professores apoiam medida, mas alunos relatam dificuldade em ficar longe das telas e dizem que usam os aparelhos para comunicação com a família e redes sociais. Uma pesquisa da iniciativa Equidade.info em parceria com a Frente Parlamentar da Educação apontou que 63% dos estudantes do Ensino Médio ainda levam o aparelho celular para a escola todos os dias, apesar da entrada em vigor da lei que proíbe seu uso em instituições de ensino.
‘Lei do Celular’: como estudantes estão se adaptando à proibição dos aparelhos nas escolas.
Reprodução/TV Globo
Entre os que levam o celular para a escola, mais da metade dizem que acessam o celular durante a aula (54%). O uso também acontece no pátio (53%), nos banheiros (32%) e no refeitório ou cantina (26%).
A lei que entrou em vigor em janeiro só permite o uso de aparelhos eletrônicos em sala de aula para fins didáticos ou pedagógicos, e a partir de orientação de profissionais da educação. Mesmo pátios e refeitórios estão proibidos, porque o uso não é permitido nem durante os intervalos ou recreio.
As exceções são para a inclusão de estudantes com necessidades específicas ou em situações excepcionais de perigo, estado de necessidade ou em caso de força maior.
Lei que proíbe celular nas escolas completa 3 meses
Entre estudantes do Ensino Fundamental 2 e Ensino Médio, 51% dos estudantes disseram que não levam mais o celular para a escola, 33% levam todos os dias, 7% disseram levar “na maioria dos dias” e 6% “em poucos dias”.
🔎A pesquisa foi feita pela iniciativa que não tem fins lucrativos e coleta dados sobre a educação básica. As entrevistas foram feitas entre fevereiro e março deste ano, em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, com 1.057 mil alunos e 257 professores em 146 escolas. O índice de confiança da pesquisa é de 95%.
As entrevistas foram feitas em escolas públicas e privadas, urbanas e rurais, de todas as etapas de ensino. Apenas unidades de ensino prisionais e socioeducativas ficaram de fora do levantamento, onde celulares já não eram permitidos.
Apoio dos professores
As entrevistas com professores também mostram amplo apoio dos docentes para a medida: 40% dos professores são totalmente contra o uso de celulares nas escolas e apenas 7% são totalmente a favor.
Já o índice entre os alunos é o oposto: 18% são totalmente contrários e 30% totalmente favoráveis.
Os alunos dizem que o principal motivo para levarem o aparelho para a escola é a comunicação com a família (75%), mas a utilização de aplicativos de mensagem também tem grande destaque, 53% dos estudantes dizem que utilizam o aparelho para esse fim na escola.
As redes sociais também são apontadas como um motivo para o uso na escola por 45% dos estudantes, seguido de aplicativos de música (43%).
A pesquisa aponta que ainda é um desafio disponibilizar um local onde os aparelhos possam ficar longe do alcance dos estudantes.
Apenas 4% disseram guardam em um armário e 2% em uma caixa na entrada da escola. Segundo a pesquisa, 63% dos estudantes guardam o celular na mochila ou nos bolsos (59%).
Diretor mostra como a escola se preparou para guardar os celulares dos estudantes durante o período das aulas
Dificuldade em reduzir a tela
Ficar longe do celular tem se mostrado um desafio grande para a maior parte dos estudantes. O grupo de pesquisa, ainda em dados preliminares, apontou que 57% dos estudantes disseram que estão tendo dificuldades para reduzir o tempo de tela.
Os estudantes do Ensino Médio são os que mais sofrem: 60% dizem estar enfrentando dificuldades, enquanto apenas 34% disseram que não. No Ensino Fundamental o índice cai para 54% dizendo que concordam que enfrentam dificuldades contra 38% que dizem que não.
A lei determina que os estabelecimentos de ensino tenham espaços de escuta e de acolhimento para estudantes ou funcionários que estejam em sofrimento psíquico e mental decorrentes principalmente do uso imoderado de telas e de nomofobia, que é o medo de ficar longe do celular.
Celulares de alunos são colocados em caixas e trancados em armário de madeira em escola de Campinas
Reprodução/EPTV
Não conhecem a regra
Apenas 56% dos estudantes disseram conhecer bem as novas regras com restrição para o uso do celular, enquanto 35% disseram ter pouco conhecimento sobre o novo regramento e 9% disseram não terem conhecimento sobre mudanças na permissão para uso do celular em escolas.
A região Norte é a que concentra a maior proporção de estudantes que dizem não conhecer as novas regras (12%) e a menor taxa dos que dizem conhecer bem o que mudou (47%).
Entre os docentes, a região Norte é a única que teve representantes que dizem desconhecer o novo regramento, ainda que em número baixo (3%). O Sudeste foi a única região em que 100% dos docentes disseram ter pleno conhecimento das mudanças.
Nova lei proíbe uso de celular nas escolas de todo o país
Reprodução/EPTV
A pesquisa aponta que algumas regiões demandam maior investimento na comunicação com os alunos, especialmente por parte dos professores.
A pesquisa destaca a forma como as mudanças foram repassadas dentro da cadeia de ensino. Enquanto a maior parte dos gestores concentrou a responsabilidade de repassar a informação (94%), apenas 67% dos docentes disseram que se encarregaram de fazer algum comunicado sobre as novas regras.
A pesquisa aponta que 91% dos professores disseram ter recebido informações da gestão sobre a mudança, mas que, destes, 27% não repassaram as informações adiante. Isso pode contribuir para que o índice de conhecimento das novas regras pelos alunos seja mais baixo.
Por outro lado, 3% disseram não terem sido informados formalmente por suas gestões sobre a alteração e, ainda assim, comunicaram aos alunos e responsáveis pelas novas regras de uso dos celulares.

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

Published

on

By

A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

Continue Reading

Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

Published

on

By

Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

Continue Reading

Política

Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

Published

on

By

Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

Continue Reading

Trending

Copyright © 2022 InfoDourados