Economia
Ministros das Finanças da UE apoiam adoção do euro pela Bulgária a partir de 2026
Decisão marca o primeiro passo formal para que o país adote a moeda única Romênia e Bulgária se tornam membros plenos da zona de livre circulação
Os ministros das Finanças da zona do euro aprovaram uma recomendação para que a Bulgária adote o euro a partir de 1º de janeiro de 2026, passo que abre caminho para que o país se torne o 21º membro da zona do euro.
“A adoção do euro não é apenas um processo técnico – é um símbolo poderoso de confiança, estabilidade e prosperidade compartilhada”, afirmou, em nota, Paschal Donohoe, presidente do Eurogrupo. “O marco de hoje é uma prova do forte compromisso da Bulgária com a convergência econômica, as reformas e a integração europeia”, completou.
Segundo o Eurogrupo, a decisão foi tomada com base nas avaliações positivas da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu, que concluíram que a Bulgária cumpre os critérios de convergência exigidos para a adoção da moeda.
A recomendação agora segue para o Conselho da União Europeia (Ecofin), que deverá adotá-la formalmente ainda nesta sexta, por maioria qualificada entre os Estados-membros da zona do euro. Em seguida, o Conselho Europeu discutirá o tema durante a cúpula marcada para os dias 26 e 27 de junho, em Bruxelas.
A etapa final do processo está prevista para julho, quando o Conselho da UE deve adotar, após consulta ao Parlamento Europeu e ao BCE, os três atos jurídicos necessários para permitir que a Bulgária introduza o euro como sua moeda oficial.
A Bulgária tenta adotar o euro desde que ingressou na União Europeia em 2007. No entanto, após anos de espera, parte da população demonstra ceticismo. Uma pesquisa do Eurobarômetro de maio mostrou que 50% dos búlgaros têm dúvidas em relação à mudança, temendo, entre outros fatores, um possível aumento de preços.
A última expansão da zona do euro ocorreu em 2023, com a adesão da Croácia. Com a entrada da Bulgária, apenas seis dos 27 Estados-membros da União Europeia permanecerão fora da zona do euro: Suécia, Polônia, República Tcheca, Hungria, Romênia e Dinamarca — nenhum deles com planos imediatos de adoção da moeda comum.
*Com informações da Reuters.
Notas de euro
André Catto/g1
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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