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Economia

Moratória da Soja: STF suspende todas as ações até julgamento final sobre o pacto

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Colheita da soja nos Campos Gerais
Jaelson Lucas/Arquivo AEN

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino suspendeu todas as ações e processos, judiciais e administrativos, que discutem a legalidade da Moratória da Soja. A medida vale até o julgamento definitivo do tema pelo Supremo.
A decisão também afeta processos que tramitam no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e que discutem a validade do pacto. Em setembro, o órgão havia decidido que a moratória seria encerrada em janeiro de 2026.
➡️O que é a Moratória da Soja? É um pacto entre as empresas compradoras da oleaginosa, que está em vigor há quase 20 anos e proíbe a aquisição do grão cultivado de áreas desmatadas na Amazônia após julho de 2008. Ele visa a preservação da floresta.
A moratória enfrenta grande oposição de produtores rurais, especialmente em Mato Grosso. Eles afirmam que o pacto formado pelas empresas representa um cartel.
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“Após o julgamento definitivo da matéria pelo Supremo Tribunal Federal, a situação dos procedimentos suspensos por força desta decisão será examinada”, escreveu Dino na decisão.
A medida atendeu a um pedido da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que questiona uma lei estadual de Mato Grosso contrária à Moratória da Soja.
Em nota enviada à agência Reuters, a Abiove disse que a decisão do ministro “reconhece, mais uma vez, a legalidade da Moratória da Soja ao suspender todas as tentativas judiciais e administrativas de provar o contrário”.
Na véspera, o STF formou maioria de 7 a 3 em uma ação relatada por Dino que considerou constitucional uma lei do Mato Grosso que proíbe benefícios fiscais a empresas participantes da moratória.
Mas, em seu voto, Dino também reconheceu a legalidade da moratória.
Dino citou argumentos de organizações ambientais, destacando que a moratória “fortaleceu a credibilidade do Brasil no cumprimento de compromissos internacionais de proteção ambiental”.
“A Moratória da Soja não foi marcada por ilegalidades e trouxe inequívocos benefícios ao país”, afirmou Dino.
Os ministros Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes votaram integralmente com Dino.
Edson Fachin acompanhou o relator, mas com ressalvas. Os ministros Dias Toffoli, André Mendonça e Nunes Marques foram os votos contrários.
Toffoli afirmou que o pacto “trouxe consigo alguns efeitos adversos, que merecem ser equalizados”.
“O acordo impactou, de maneira relevante e negativa, o trabalho agrícola e o sustento de uma miríade de médios, pequenos e microprodutores rurais, bem como as comunidades e economias locais e regionais, entre outros aspectos”, escreveu o ministro em seu voto divergente.
O que dizem os produtores contrários à moratória
Produtores afirmam que as empresas da moratória trocam informações e se recusam a comprar soja de quem desmatou após 2008, mesmo que o desmatamento tenha seguido a legislação federal.
Procurada, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), que se opõe à moratória, afirmou que respeita a decisão do ministro Flávio Dino e confia que o plenário do STF ratificará o trabalho técnico feito até agora pelo Cade.
A entidade disse ainda que o Cade “já reconheceu a ilegalidade, em matéria concorrencial, da chamada Moratória da Soja e identificou indícios de formação de cartel entre tradings signatárias do pacto”.
Segundo a Aprosoja, o trabalho técnico do Cade “contribuirá para assegurar a livre concorrência, a isonomia entre produtores e o cumprimento da legislação brasileira”.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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