Economia
Mudanças no novo marco do saneamento preocupam setor privado
Governo discute mudanças no marco do saneamento básico
As mudanças no Marco Legal do Saneamento, que serão assinadas na tarde desta quarta-feira (5) pelo presidente Lula, por meio de dois decretos, deixaram o setor privado apreensivo.
A principal crítica é a quebra de regras que haviam sido estabelecidas pelo texto aprovado no Congresso e sancionado em 2020. Os detalhes do texto ainda serão conhecidos depois da assinatura, mas o temor é de formação de insegurança jurídica e bloqueio de investimentos já programados no país.
Fontes ligadas às concessionárias avaliaram como positivo o fim do limite de 25% para a realização de Parcerias Público-Privadas (PPP) pelos estados – o que pode atrair investimentos. O governo estima R$ 120 bilhões até 2033, prazo para a universalização dos serviços.
Mas representantes do segmento viram com preocupação a permissão para que estatais estaduais possam regularizar as operações e, dessa forma, seguir operando sem licitação.
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Pelas regras atuais, 1.113 municípios, que reúnem 29,8 milhões de brasileiros, tiveram seus contratos com os prestadores estaduais declarados irregulares. Portanto, não poderiam contar com verbas federais para buscar a universalização do saneamento básico.
O blog apurou que as mudanças abrem brecha para que as estatais mantenham seus clientes, sem a necessidade de realizar novas concorrências – um dos pontos fundamentais do marco do saneamento, que foi aprovado pelo Congresso em 2020.
O Palácio do Planalto afirma que o objetivo é evitar a suspensão de serviços e investimentos e afirma que haverá “rigorosa fiscalização”.
O advogado especialista na área de saneamento Fernando Vernalha ponderou ao blog que alguma flexibilização nas regras pode ser bem-vinda, mas que não pode colocar em risco o atingimento das metas estabelecidas no marco.
“O saneamento brasileiro é pré-histórico. Se haverá flexibilização, tem que calibrar bem para não colocar em risco as metas perseguidas”, afirmou Vernalha.
Um levantamento divulgado hoje mostra que, no Brasil, 100 milhões de pessoas não têm rede de esgoto.
Regulação
Outro foco de preocupação é exatamente em relação à regulação do setor. Em janeiro, o governo retirou da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), um órgão técnico, a atribuição de estabelecer as normas de referência do segmento, e repassou essa responsabilidade a uma secretaria do Ministério das Cidades. A medida trouxe temores de interferência política.
Os novos decretos, que serão assinados nesta quarta pelo presidente Lula, retornam a atribuição para a ANA, mas empresários do setor aguardam com cautela a divulgação do texto final.
A confirmação de que a agência recuperará as atribuições foi feita ao blog pela secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior.
As concessionárias, no entanto, temem que os decretos estabeleçam que o trabalho da ANA passará a ser orientado pelo Ministério das Cidades.
“E ai precisaríamos saber qual será o grau de ingerência”, diz um integrante do setor, destacando o fato de que, na nova organização da Esplanada, a ANA passou a integrar o Ministério do Meio Ambiente.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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