Política
#NÃO É BEM ASSIM: Voos da FAB com apenas um passageiro foram investigados no governo Lula, mas também no governo Bolsonaro
Auditoria que apontou uso da FAB para voos com apenas 1 passageiro foram registrados entre 2020 e 2024
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Circulam nas redes sociais publicações dizendo que o Tribunal de Contas da União (TCU) fez uma investigação sobre 111 voos da Força Aérea Brasileira (FAB) que levaram apenas um passageiro – e que todos teriam ocorrido no governo Lula (PT). #NÃO É BEM ASSIM.
Selo Não é Bem Assim (Horizontal)
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🟡 Como são os posts?
Desde 18 de abril, publicações no TikTok, no Instagram e no X exibem um vídeo da jornalista Adriana Araújo, que apresenta o “Jornal da Band”, criticando o uso de voos da Força Aérea Brasileira (FAB) por políticos. Sobre o vídeo, uma caixa de texto responsabiliza apenas o governo Lula (PT): “Lapada! FAB de Lula fez 111 voos com um passageiro e âncora da Band detona”.
A legenda da publicação repete a alegação: “FAB de Lula fez 111 voos com um passageiro. Âncora da Band detona”.
Não é bem assim. Os 111 voos com apenas um passageiro foram identificados em uma auditoria realizada entre 2020 e 2024 pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O levantamento apurou o uso indevido de aeronaves da FAB por autoridades de Estado tanto no terceiro mandato do atual presidente quanto na gestão de Jair Bolsonaro (PL) – leia mais abaixo.
Veja o que diz a jornalista no trecho: “111 voos com apenas um passageiro. Piloto, copiloto, tripulantes, todos a bordo para atender às excelências do país. E a conta chega para você, para todos nós. Eu me pergunto: será que acompanham as notícias? Se tivessem assistido ao Jornal da Band nessa semana, saberiam que 3,5 milhões de pessoas estão na fila do INSS esperando o auxílio-doença. Gente que ganha o salário mínimo e está sem dinheiro para colocar comida na mesa. Nesse país aqui, às vezes falta merenda na escola, muitas vezes faltam remédios nos hospitais. Crianças com deficiência não conseguem os tratamentos de que precisam. A lista vai longe, mas no país das excelências, céu de brigadeiro e um uísquezinho a bordo. Será que a cara não queima de vergonha?” .
⚠️ Por que #NÃO É BEM ASSIM?
A reportagem usada no material foi exibida pela Band em 17 de abril de 2026, mesma data em que foi publicado o relatório do TCU da auditoria sobfre o uso de aviões da FAB por autoridades públicas, entre 2020 a 2024.
O Fato ou Fake entrou em contato com a assessoria de imprensa do tribunal. Na resposta, por e-mail, o órgão infomou que disponibiliza em seu site, para consulta pública, os detalhes da investigação:
“Todas as informações disponíveis sobre o TC 008.687/2024-2, de relatoria do ministro Benjamin Zymler, estão no Acórdão 939/2026, analisado em uma seção feita em 15 de abril de 2026. A fiscalização, por sua vez, foi realizada entre março de 2020 e julho de 2024”.
O relatório apontou que:
“Realização de 111 voos para o transporte de apenas 1 passageiro e 1.585 voos para transportar até 5 passageiros, sendo que a aeronave utilizada pela FAB com menor capacidade de transporte comporta 8 passageiros”.
“O custo do transporte pela FAB é, em média, 6,4 vezes superior ao da aviação comercial, com baixa taxa de ocupação (55% em média) e crescimento acentuado do número de voos, mesmo para trechos amplamente atendidos comercialmente, o que poderia gerar uma economia anual estimada de R$ 81,6 milhões”.
“Ausência de comprovação formal das hipóteses autorizadoras para o transporte, falta de justificativas para o uso da FAB em detrimento da aviação comercial, identificação incompleta de passageiros e inoperância de controles internos da FAB na verificação dos requisitos”.
“Inconsistências e lacunas no arcabouço normativo, como a imprecisão no rol de autoridades legitimadas, indefinição de critérios para autorização de autoridades não listadas e para o compartilhamento de voos, e atribuição indevida da definição de critérios para vagas remanescentes aos requerentes”.
“A classificação de voos como sigilosos por motivo de segurança ocorreu sem ato decisório formal e fundamentado, em desacordo com a Lei de Acesso à Informação (LAI)”.
“Houve descumprimento parcial do acórdão que determinava a publicação das listas de passageiros”. Estes incidentes ocorreram entre 2020 e 2023.
Diante das constatações, o TCU determinou à Casa Civil, ao Ministério da Defesa e ao Comando da Aeronáutica que cumpram, em um prazo de 30 dias, “um plano de ação conjunto para reformular a estrutura regulatória do transporte aéreo de autoridades em até 180 dias”.
O órgão pediu que o Comando da Aeronáutica inclua, na determinação, “o desenvolvimento de um sistema eletrônico específico para a gestão integral do serviço de transporte aéreo de autoridades, com controles internos automatizados, mecanismos de rastreamento”.
Além disso, determinou especificamente à Casa Civil que oriente “os órgãos da Administração Pública Federal, bem como a Presidência do Senado Federal, da Câmara dos Deputados, do Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República, sobre a necessidade de elaborar requerimentos de uso das aeronaves conforme o Decreto 10.267/2020, mantendo a documentação arquivada conforme prazos legais para prestação de contas e transparência”.
Mencionado nas diligências do TCU, o Decreto 10.267/2020 foi editado em março de 2020 por Jair Bolsonaro e estipulou regras de uso das aeronaves da FAB para:
vice-presidente da República;
presidentes do Senado, da Câmara dos Deputados, do STF;
ministros do Estado;
e comandantes das Forças Armadas e o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.
Auditoria que apontou uso da FAB para voos com apenas 1 passageiro foram registrados entre 2020 e 2024
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Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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