Economia
‘Não queremos tarifas’: porta-voz da UE diz que bloco espera envolvimento ‘significativo’ dos EUA nas negociações
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 7 de abril de 2025
REUTERS/Kevin Mohatt
A União Europeia quer evitar as tarifas recíprocas anunciadas pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e uma eventual guerra comercial causada pelas taxas, disse um porta-voz do bloco nesta terça-feira (8).
A afirmação vem mesmo após a Casa Branca rejeitar uma oferta da UE de adotar uma política tarifária de “zero por zero” em relação a todos os bens industriais comercializados entre os países do bloco e os EUA.
Nesta segunda-feira (7), o conselheiro econômico do governo Trump, Peter Navarro, disse que os EUA só aceitariam chegar a um acordo com a UE se o bloco reduzisse suas barreiras não tarifárias , como as regulamentações de segurança alimentar, por exemplo.
Segundo o porta-voz da UE o desejo de chegar a um acordo para evitar as tarifas dos EUA não mudou. “Estamos esperando que nossos colegas americanos se envolvam de forma significativa (nas negociações”.
Trump anunciou tarifas de 20% sobre todos os produtos importados pelos EUA que saem da UE. Apesar do bloco manifestar o desejo de chegar a um acordo para evitar uma guerra tarifária, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, já sinalizou que pode retaliar o país norte-americano se o presidente não ceder.
As expectativas por uma negociação mais ampla dos EUA com outros países em relação à cobrança das tarifas tem acalmado os mercados no pregão desta terça, depois de três dias de quedas fortes e generalizadas em todo o mundo.
Em entrevista a jornalistas ao lado do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o líder norte-americano afirmou, na segunda, que não pretende suspender o conjunto de tarifas que atingiu mais de 180 países e regiões.
“Não estamos olhando para isso”, disse, após ser questionado se iria fazer uma pausa nas taxas aplicadas. Trump afirmou, por outro lado, que ainda conversaria com a China, o Japão e outras nações sobre as tarifas.
“Temos muitos, muitos países que estão vindo para negociar acordos conosco, e serão acordos justos. Em certos casos, eles pagarão tarifas substanciais. Haverá acordos justos”, acrescentou.
O mercado avalia positivamente esses possíveis acordos. Isso porque tarifas altas sobre os produtos importados podem elevar muito os preços, gerar inflação e reduzir os níveis de consumo e comércio.
📉 Veja o desempenho das principais bolsas da Europa, por volta das 7h45:
🇩🇪 o DAX, da Alemanha, subia 1,48%
🇫🇷 o CAC 40, da França, subia 1,16%
🇬🇧 o FTSE 100, do Reino Unido, subia 1,90%
🇮🇹 o Itália 40, da Itália, subia 1,15%
🇪🇸 o IBEX 35, da Espanha, subia 0,95%
🇳🇱 o AEX, da Holanda, subia 2,03%
🇨🇭 o SMI, da Suíça, subia 1,69%
📉 Veja o desempenho das principais bolsas asiáticas:
🇭🇰 Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,51%
🇨🇳 CSI 1000, da China, subiu 0,61%
🇯🇵 Nikkei 225, do Japão, subiu 6,01%
🇬🇸 Kospi, da Coreia do Sul, subiu 0,26%
🇮🇳 Nifty 50, da Índia, subiu 1,69%
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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