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Nike é investigada por suposta ‘discriminação’ contra trabalhadores brancos

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Nike em Pequim, China
REUTERS/Tingshu Wang
A Nike está sendo investigada por uma agência federal dos Estados Unidos por suspeita de discriminação racial contra trabalhadores brancos, segundo documento judicial divulgado nesta quarta-feira (4).
A U.S. Equal Employment Opportunity Commission (EEOC), órgão responsável por aplicar leis que proíbem a discriminação no ambiente de trabalho, informou que entrou com uma ação na Justiça federal para obrigar a empresa a fornecer informações relacionadas às acusações.
De acordo com o processo, a agência investiga alegações de discriminação racial intencional associadas a políticas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) da Nike.
O documento afirma que a empresa pode ter adotado um ‘padrão ou prática de tratamento desigual’ contra funcionários, candidatos a vagas e participantes de programas de treinamento brancos.
A investigação abrange decisões de contratação, promoção, rebaixamento e desligamento, incluindo seleção para demissões, programas de estágio e iniciativas de mentoria, desenvolvimento de liderança e outros programas de carreira.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Segundo a EEOC, a investigação e a intimação expedida pelo órgão buscaram informações relacionadas às alegações, com alguns pedidos retroativos a 2018.
Entre os dados solicitados estão critérios usados para selecionar funcionários em processos de demissão, informações sobre o monitoramento e uso de dados de raça e etnia dos trabalhadores — inclusive como fator na definição de remuneração de executivos — e informações sobre 16 programas que teriam oferecido oportunidades de mentoria, liderança ou desenvolvimento de carreira restritas por raça.
A agência afirma que a Nike não forneceu todas as informações solicitadas pela intimação, o que levou ao ajuizamento da ação judicial para obrigar o cumprimento do pedido.
O processo foi protocolado no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Leste do Missouri.
Em nota, a presidente da EEOC, Andrea Lucas, afirmou que, quando há indícios relevantes de que programas de diversidade possam violar leis federais que proíbem a discriminação racial ou outras formas de discriminação ilegal, a agência adotará todas as medidas necessárias para investigar os fatos.
A presidente também declarou que a legislação federal exige proteção a trabalhadores de todas as raças contra práticas discriminatórias.
A EEOC informou ainda que tentou inicialmente obter o cumprimento voluntário dos pedidos de informação antes de recorrer à Justiça. O escritório distrital da agência em St. Louis tem jurisdição sobre Missouri, Kansas, Oklahoma, Nebraska e o sul de Illinois.
A EEOC é a única agência federal autorizada a investigar e mover ações contra empresas privadas por violações das leis federais que proíbem discriminação no emprego.
No setor público, a agência divide essa atribuição com a Divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
Fim dos programas de diversidade? Como movimento dos EUA pode chegar ao Brasil

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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