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Política

Nova área protegida, ampliação de conservação e proteção: entenda os decretos assinados por Lula na COP15 em MS

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COP 15: os animais do Pantanal – onça, aves raras e morcegos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, neste domingo (22), a ampliação de áreas protegidas no Pantanal e a criação de uma nova unidade de conservação no Cerrado. As medidas somam mais de 174 mil hectares e foram apresentadas durante um evento internacional em Campo Grande.
O anúncio foi feito durante o Segmento de Alto Nível da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS). O evento reúne autoridades e especialistas para discutir a preservação da biodiversidade e de espécies migratórias.
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As medidas incluem a ampliação do Parque Nacional do Pantanal Matogrossense e da Estação Ecológica de Taiamã. Também foi criada a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas.
Segundo o governo federal, as ações buscam reforçar a proteção da biodiversidade, dos recursos hídricos e das comunidades tradicionais.
Parque Nacional do Pantanal Matogrossense.
Arquivo/José Medeiros/ICMBio
Unidades de conservação ampliadas
No Pantanal, as duas unidades passam a ter mais 104,2 mil hectares protegidos.
A Estação Ecológica de Taiamã aumentou de 11,5 mil para 68,5 mil hectares.
O Parque Nacional do Pantanal Matogrossense passou de 135,9 mil para 183,1 mil hectares.
Com a mudança, a área protegida no Pantanal sobe de 4,7% para 5,4%. O bioma é um dos menos protegidos do país. Ele é essencial para espécies migratórias e tem um ciclo natural de cheias e secas que sustenta grande diversidade de vida.
Segundo a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, a ampliação das áreas é resultado da articulação entre governos, pesquisadores e comunidades locais. Ela afirmou que a medida protege regiões importantes para o equilíbrio ecológico do bioma.
Além dos impactos ambientais, o governo também aponta benefícios econômicos.
A ampliação das áreas protegidas pode impulsionar o turismo de natureza e a pesca. Também pode aumentar a arrecadação dos municípios por meio do ICMS ecológico.
Além do Parque Nacional, o conjunto inclui Reservas Particulares do Patrimônio Natural. A gestão conjunta dessas áreas é considerada referência na proteção de ecossistemas complexos.
Nova área protegida
No Cerrado, a nova reserva em Minas Gerais terá cerca de 69,9 mil hectares. A área abrange municípios do norte do estado.
A reserva pretende proteger nascentes, garantir o uso sustentável dos recursos naturais e assegurar os direitos de comunidades tradicionais, como geraizeiros e quilombolas. A proposta também inclui o desenvolvimento socioambiental dessas populações.
Segundo o governo, a nova unidade ajuda a preservar o Cerrado, conhecido como “berço das águas” do Brasil. O bioma sofre com desmatamento e incêndios.
Do ponto de vista ecológico, a nova unidade de conservação se conecta ao Parque Estadual Serra Nova e ao Parque Estadual Grão Mogol. Com isso, amplia a proteção de áreas estratégicas do Cerrado.
Avanço na proteção ambiental
Para o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Mauro Pires, as ações mostram o empenho na agenda ambiental.
Com as medidas, o ICMBio reforça o compromisso com a proteção dos biomas, a valorização das comunidades tradicionais e o desenvolvimento sustentável.
“Sabemos que cada nova área protegida também amplia a responsabilidade do ICMBio […] Fortalecer o ICMBio é cuidar de uma das maiores riquezas do Brasil e do que queremos deixar para as próximas gerações: uma natureza viva, protegida e capaz de sustentar a vida”, finaliza Pires.
Fogo no Pantanal
Entre 1985 e 2024, o Pantanal foi o bioma brasileiro mais afetado pelo fogo, com 62% de seu território atingido, segundo o Relatório Anual do Fogo do MapBiomas. A área queimada equivale a 9,3 milhões de hectares, o que corresponde a cerca de 90 mil campos de futebol.
⚠️O fogo faz parte do ecossistema do bioma, que passa anualmente por dois períodos distintos: o do fogo e o da água. No entanto, especialistas alertam que as mudanças climáticas e a ação humana têm intensificado as queimadas nos últimos anos.
Pantanal teve 62% de sua área devastada pelo fogo nos últimos 40 anos.
Jornal Nacional/ Reprodução
O g1 reuniu dados divulgados pelo MapBiomas para entender a dimensão do fogo enfrentado pelo Pantanal nos últimos 40 anos. Os principais dados são:
🔥 Área queimada média por ano: 862 mil hectares
🔥 Aumento da área queimada do Pantanal em 2024: 157%
🔥 Corumbá é o município brasileiro que mais registrou área queimada acumulada entre 1985 e 2024, com 3,8 milhões de hectares devastados pelo fogo
O Pantanal enfrentou um agravamento expressivo das queimadas em 2024, segundo as informações coletadas pelo MapBiomas. Dados recentes apontaram um aumento de 157% na área queimada em relação ao mesmo período do ano anterior. Em média, o bioma registra cerca de 862 mil hectares queimados por ano. O crescimento acelerado tem preocupado especialistas e ambientalistas.
Historicamente, o Pantanal é o bioma que, proporcionalmente, apresenta as maiores extensões queimadas do país.
🔥🌆O município de Corumbá lidera o ranking nacional de área devastada, com 3,8 milhões de hectares atingidos pelo fogo entre 1985 e 2024.
🔥🐆Já o estado de Mato Grosso do Sul é o 8º do Brasil com maior área acumulada queimada nos últimos 40 anos, somando 10 milhões de hectares.
Relatório Anual do Fogo do MapBiomas apresenta dados do Pantanal.
Reprodução
Relatório aponta como foram as queimadas no Pantanal nos últimos anos
Sobre o evento
Sob liderança do governo brasileiro, a COP15 reúne governos, cientistas, organismos internacionais e representantes da sociedade civil. O objetivo é definir estratégias para proteger espécies migratórias, seus habitats e rotas em todo o mundo.
A abertura oficial do evento é nesta segunda-feira (23).
Autoridades presentes no Segmento de Alto-Nível da COP15, em Campo Grande (MS)
Rogério Cassimiro/MMA
Veja vídeos de Mato Grosso do Sul

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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