Economia
Novo arcabouço fiscal precisa ser ‘simples, flexível e aplicável’, diz Vilma Pinto, diretora da IFI
Na avaliação da economista e diretora da Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado Federal, sucesso da nova regra, que será criada pela equipe do ministro da Fazenda, Fernando da Fazenda, depende da combinação desses três elementos ‘Tem que ter simplicidade, flexibilidade e aplicabilidade’, diz economista sobre novo arcabouço fiscal
A economista e diretora da Instituição Fiscal Independente (IFI), Vilma Pinto, afirma que o novo arcabouço fiscal, que o governo federal prepara para substituir o teto de gasto, precisa ser simples, flexível e aplicável.
“A gente tem de conseguir equilibrar bem a questão da simplicidade, a regra tem que ser simples para que a gente possa dar transparência e comunicar bem; tem que ter simplicidade, flexibilidade e aplicabilidade. Então a gente tem de conseguir juntar esses três elementos para que a gente possa ter um sucesso com a nova regra que venha a ser criada”, disse a economista em entrevista ao GloboNews Em Ponto.
De acordo com a economista, o histórico de regras fiscais já implementadas no país, incluindo o teto de gastos criado pelo governo Michel Temer (2016/2018) e extinto pela chamada Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Transição, pode ser utilizado “como aprendizado”.
“A primeira coisa que precisa ser levada em consideração é seguir os princípios, que a gente tem na literatura internacional e quando a gente olha para as nossas regras fiscais”, diz.
Incertezas
Economista diz que a regra fiscal tem de levar em consideração a qualidade do gasto público
Apesar das incertezas, a economista declarou que vê como positivas algumas sinalizações dadas pelo Ministério da Fazenda sobre o novo marco fiscal, como a adoção da relação — um percentual — dívida/PIB como critério de avaliação da sustentabilidade da dívida pública do país.
“Eu acho que ter um horizonte para a dívida pública, a gente conseguir ter como meta o equilíbrio das contas a partir da sustentabilidade da relação dívida/PIB. As metas antigamente eram fixadas com o objetivo de manter essa trajetória estável. A gente perdeu isso nos últimos anos muito por conta da grave crise fiscal e econômica que o país enfrentou. A gente precisa recuperar esses elementos.”
Na avaliação da especialista em contas públicas, um aspecto também importante, que deve ser perseguido pelo Ministério da Fazenda, é não apenas o controle, mas também a qualidade e a eficiência do gasto público.
“[É importante] Dar uma perspectiva de sustentabilidade das contas públicas. E a regra fiscal tem de levar em consideração é a qualidade e a eficiência do gasto público.”
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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