Política
O país que silenciosamente vem reduzindo a jornada de trabalho para quatro dias por semana
Gavin Arm e Bert de Wit implementaram a semana de quatro dias na empresa em 2019
BBC
Os holandeses adotaram discretamente a jornada de trabalho de quatro dias por semana. Mas qual foi o impacto da medida e como fazê-la perdurar?
“Seus filhos só são pequenos uma vez”, afirma Gavin Arm, cofundador da Positivity Branding, uma pequena empresa com sede em Amsterdã, capital holandesa.
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“A maioria das pessoas, quando dirige uma empresa, se dedica totalmente e trabalha, trabalha, trabalha para tentar fazê-la dar certo. E provavelmente elas fazem isso pelos filhos”, explica Arm. “Mas depois, quando elas ficam mais velhas, olham para trás e dizem ‘eu perdi essa parte da vida deles’, e isso é terrível. Nós não queremos ser assim.”
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Arm fala à reportagem no escritório aconchegante da empresa, no animado bairro De Pijp. Ao sul do centro da cidade, a região é conhecida por seus mercados movimentados, sua história boêmia e pela intensa gentrificação (processo de transformação da população local, que é substituída gradualmente por outros perfis de renda mais alta, contribuindo para a supervalorização de um bairro ou cidade e, consequentemente, para a expulsão de antigos moradores).
A empresa, fundada por ele e pelo colega Bert de Wit, presta consultoria em identidade de marca e design de embalagens.
Há sete anos, os sócios adotaram a semana de quatro dias para si e para os funcionários.
Os empregados não precisaram aceitar redução salarial nem trabalhar mais horas nos quatro dias. A carga horária semanal permanece em 32 horas, ou oito horas por dia.
“O equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho esteve no centro da decisão”, afirma de Wit. Ele discorda da ideia de que os funcionários agora trabalham menos pelo mesmo salário. “Trata-se de trabalhar de forma mais inteligente, não mais intensa.”
Segundo ele, “em outros países, as pessoas passam muito tempo no trabalho, mas isso não significa que trabalhem muito. Mudar a cultura e a mentalidade é o maior desafio.”
Os holandeses trabalham o menor número de horas por semana na Europa
AFP via Getty Images (BBC)
A jornada de quatro dias por semana já se tornou comum na Holanda há vários anos, com a adesão inclusive de grandes empresas.
O maior sindicato do país, Netherlands Trade Union Confederation (FNV, na sigla em holandês), continua a pressionar o governo holandês para que a medida se torne uma recomendação oficial. De todo modo, os trabalhadores já têm o direito legal de solicitar redução de jornada.
“Gostamos de ter tempo para liberar a mente. Tenho minhas melhores ideias quando passeio com o meu cachorro”, diz Marieke Pepers, diretora de gestão de pessoas da empresa holandesa de software Nmbrs.
Ela tira a sexta-feira de folga toda semana. “Ninguém espera nada de mim nesse dia, eu me inspiro, fico melhor e a empresa também.”
Segundo Pepers, desde que a empresa adotou a semana de quatro dias, “as licenças médicas diminuíram e a retenção aumentou”. No entanto, ela afirma que a proposta enfrentou resistência no início.
“Tivemos que convencer os investidores. Nossos próprios funcionários estavam céticos no começo: ‘não consigo terminar meu trabalho nem em cinco dias’ [foi uma das reações]”, diz Pepers.
“Algumas pessoas se sentiam pressionadas. Mas precisamos ser extremamente criteriosos ao definir prioridades no nosso trabalho e reduzimos o número de reuniões.”
Marieke Pepers afirma que tem suas melhores ideias quando sai para passear com o cachorro
Marieke Pepers
A adoção discreta da semana de quatro dias na Holanda atraiu atenção internacional. Os trabalhadores holandeses cumprem, em média, 32,1 horas por semana, a menor carga horária da União Europeia, bem abaixo da média do bloco, de 36 horas.
Ao mesmo tempo, o PIB (Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas produzidas) per capita do país — isto é, por habitante — está entre os mais altos da Europa e figura próximo ao topo entre os membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE, conhecida como “clube dos países ricos”), que reúne economias desenvolvidas.
O desempenho desafia a premissa de que países ricos precisam de jornadas longas para se manter competitivos.
Mas a realidade da semana de quatro dias na Holanda é tão bem-sucedida para a economia quanto sugerem as manchetes da imprensa?
“É verdade que a Holanda tem alta produtividade e trabalha menos horas”, afirma Daniela Glocker, economista responsável pela Holanda na OCDE. “Mas o que vimos nos últimos 15 anos é que ela [a produtividade] não cresceu.”
Glocker acrescenta: “Então, se os holandeses quiserem manter sua qualidade de vida, terão de aumentar a produtividade ou ampliar a oferta de trabalho.”
Segundo Glocker, isso significa que os trabalhadores atuais precisarão produzir mais bens e serviços por dia de trabalho ou que o país terá de ampliar o número de pessoas no mercado, possivelmente com maior imigração.
A Holanda tem a maior proporção de trabalhadores em tempo parcial entre os países da OCDE: quase metade dos empregados trabalha menos que a jornada integral.
Salários mais altos e a forma como os impostos holandeses incidem sobre a faixa intermediária de renda tornam menos atraente trabalhar horas extras, levando famílias a trocar renda por tempo livre.
Uma análise do próprio governo aponta que 3 em cada 4 mulheres e 1 em cada 4 homens trabalham menos de 35 horas por semana.
Sindicatos argumentam que “um dia a menos” pode beneficiar a energia, a produtividade e a sociedade, e que normalizar a semana de quatro dias pode manter no mercado pessoas que, de outra forma, deixariam de trabalhar.
A OCDE, no entanto, alerta que esse modelo enfrenta pressões crescentes. Como a maioria dos países, a Holanda lida com o envelhecimento da população: à medida que mais pessoas se aposentam, menos permanecem na força de trabalho.
“Os holandeses são ricos e trabalham menos — mas a questão é: isso é sustentável?”, questiona Nicolas Gonne, economista da OCDE. “Há um limite para o que se pode fazer com poucos trabalhadores.”
“O que vemos é que a Holanda enfrenta restrições por todos os lados; a forma de aliviar isso é expandir a oferta [de trabalho]”, afirma Gonne.
AFP via Getty Images
Alguns economistas afirmam que mais mulheres na Holanda precisam trabalhar em tempo integral
Uma forma de ampliar a oferta de trabalho seria aumentar a participação de mulheres holandesas em jornadas integrais. Embora a taxa de emprego feminino seja elevada, mais da metade das mulheres no país trabalha em tempo parcial, cerca de três vezes a média da OCDE.
O acesso a creches a preços acessíveis continua sendo um entrave importante, e a elevada carga tributária sobre a renda, aliada à complexidade do sistema de benefícios, pode desestimular o aumento da jornada, especialmente entre os chamados segundos provedores de renda familiar.
Peter Hein van Mulligen, do Escritório Central de Estatísticas da Holanda (CBS, na sigla em holandês), aponta para um “conservadorismo institucionalizado” profundamente enraizado na sociedade holandesa, que atua como barreira à participação feminina.
Um estudo de 2024 apontou que 1 em cada 3 holandeses considera que mães com filhos pequenos (de até três anos) não deveriam trabalhar mais do que um dia por semana, e quase 80% afirmam que três dias semanais seriam o máximo.
Entre os pais, os percentuais são, respectivamente, 5% e 29%.
“Uma diferença considerável”, observa van Mulligen.
Yvette Becker, do sindicato FNV, afirma que a semana de quatro dias pode ajudar a reduzir a desigualdade de gênero. “Há ganho de produtividade com menor absenteísmo.”
De volta à Positivity Branding, de Wit afirma que a semana de quatro dias torna o emprego “mais atraente”, sobretudo em setores com escassez de mão de obra, como educação e saúde.
“Pode ser uma forma de tornar essas profissões mais atrativas e elevar novamente a produtividade.”
Seu sócio, Arm, resume sua visão sobre o modelo: “Você está mais feliz? Está aproveitando mais a vida? É disso que se trata”.
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Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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