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Economia

O que grandes investidores sabem que você não sabe? Entenda o que está no radar e saiba como investir

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Valdo Cruz: Governo se prepara para reação de Trump após medidas contra Bolsonaro
Com tensões geopolíticas, mudanças no comércio global, incertezas sobre as contas públicas brasileiras e juros no maior patamar em quase 20 anos, gestores de investimentos já começaram a ajustar suas carteiras — e oferecem pistas valiosas para quem busca proteção e rentabilidade em tempos turbulentos.
Além de orientações sobre como diversificar investimentos e identificar tendências promissoras para os próximos anos, especialistas ouvidos pelo g1 também explicam como lidar com os riscos de curto prazo e tomar decisões alinhadas ao perfil de cada investidor.
Veja abaixo, ponto a ponto, como pensam grandes gestores do mercado.
Os ruídos do curto prazo
Entenda cada um dos atuais pontos de atenção
Como driblar os riscos de curto prazo?
Como escolher bons investimentos?
O que esperar do cenário à frente
Os ruídos do curto prazo
Eventos recentes no Brasil e no exterior têm influenciado os mercados e levado investidores a reavaliar suas estratégias.
No exterior, o tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra diversos parceiros comericiais do país — incluindo o Brasil — continua elevando as incertezas, com reflexos nos mercados de ações, commodities e câmbio.
No Brasil, o impasse em torno do aumento do IOF e os esforços para equilibrar as contas públicas também geram apreensão, agravada por um cenário econômico instável.
Por fim, o Banco Central elevou a taxa Selic para 15% ao ano — o maior patamar em quase duas décadas. A decisão pode conter o consumo, desacelerar a economia e aumentar a atratividade da renda fixa.
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Entenda cada um dos atuais pontos de atenção
(Se você já domina os conceitos, clique aqui para ir direto à avaliação dos analistas)
Tarifaço de Trump
Um dos pontos de atenção no cenário internacional são os possíveis impactos das tarifas comerciais impostas por Trump.
Desde que foram implementadas por Trump em abril deste ano, as tarifas passaram por aumentos, reduções, suspensões estratégicas e até tentativas de bloqueio na Justiça dos EUA — sem sucesso até o momento.
O último capítulo do tarifaço foi o envio de mais de 20 cartas pelo presidente norte-americano a seus parceiros comerciais, indicando alíquotas mínimas que esses países teriam que pagar para negociar com os EUA.
Para a maioria dos países, as taxas variam entre 20% e 40%. O Brasil, no entanto, é uma exceção: no início deste mês, em carta enviada ao presidente Lula, Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros, com vigência a partir de 1º de agosto.
Diferente das demais cartas enviadas pelo republicano, no entanto, que focavam no déficit comercial dos EUA ou na necessidade de controle das fronteiras para impedir a entrada do fentanil em território norte-americano, a notificação enviada ao Brasil foi principalmente política.
Na carta, Trump afirmou que conheceu e tratou com Bolsonaro em seu outro mandato, indicando que o Brasil tem tratado o ex-presidente é “uma vergonha internacional”. Recentemente, o republicano confirmou o teor político por trás da tarifa, dizendo que havia taxado o Brasil em 50% “porque o que estão fazendo com o ex-presidente é uma desgraça”.
Trump se refere ao julgamento do ex-presidente brasileiro no Supremo Tribunal Federal (STF) pela tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro. Na última sexta-feira (18), Bolsonaro foi alvo de uma operação da Polícia Federal e passou a usar tornozeleira eletrônica por determinação do Supremo.
A ameaça tarifária tem abalado a confiança de empresas e consumidores, além da expectativa de que esse cenário comece a impactar a inflação do país em breve. Uma inflação mais alta pode reduzir o consumo interno e pressionar o Federal Reserve (Fed, o banco central do país) a elevar os juros.
Para o restante do mundo, juros mais altos nos EUA podem atrair mais investidores para o país, em busca de títulos do Tesouro norte-americano. Isso tende a fortalecer o dólar frente a outras moedas, pressionando o câmbio e a inflação em diversas economias.
O impasse do IOF
No Brasil, o vai e volta do IOF também trouxe incertezas ao mercado. O governo tentou aumentar o imposto no fim de maio, como forma de cumprir a meta fiscal. A decisão, no entanto, provocou uma forte reação negativa.
No mês seguinte, o Congresso Nacional derrubou o decreto do presidente Lula sobre o tema, aumentando a crise no governo.
Em meio ao imbróglio, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, suspendeu, no início deste mês, os efeitos de todos os decretos que tratam sobre o IOF e determinou uma audiência de conciliação entre o governo e o Congresso.
A audiência, no entanto, terminou sem acordo. No dia seguinte, Moraes decidiu retomar parte do decreto que elevou o tributo, suspendendo apenas o trecho que trata das operações chamas de risco sacado, que é uma modalidade de crédito em que bancos antecipam valores para varejistas que venderam a prazo.
Com isso, apesar da percepção de que o governo teve um sopro favorável, investidores ainda avaliam a capacidade de cumprimento da meta fiscal e a instabilidade política que segue acesa no governo.
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Como driblar os riscos de curto prazo?
Especialistas consultados pelo g1 afirmam que a melhor maneira de lidar com a atual volatilidade é manter o foco em investimentos de longo prazo.
“O principal desafio é ajudar o cliente a se desvincular dos ruídos de curto prazo, que podem prejudicar seu patrimônio”, diz Carlos Machado, estrategista-chefe do Bradesco Global Private Bank.
Na prática, explica o executivo, o objetivo é que o investidor consiga analisar os eventos de curto prazo em perspectiva, avaliando seus possíveis impactos ao longo do tempo.
“Se tomarmos o petróleo como exemplo e avaliarmos como foram os grandes choques nos preços da commodity nos últimos anos, vemos que não foram choques persistentes”, diz Machado.
Ele menciona a invasão da Ucrânia pela Rússia como exemplo, que inicialmente provocou uma disparada nos preços do petróleo devido ao temor de interrupções no fornecimento. “Mas, depois, esse choque se reverteu e as coisas voltaram para os trilhos”, completa.
Para identificar quais eventos podem gerar impactos duradouros, é fundamental que o investidor se mantenha bem informado e acompanhe os cenários econômicos, tanto no Brasil quanto no exterior.
“Investir é algo de longo prazo. O mais importante é preservar o capital, pois isso garante o poder de compra. O mercado financeiro não serve para multiplicar riqueza, mas para mantê-la”, diz Victor Natal, estrategista do Itaú BBA.
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Como escolher bons investimentos?
Especialistas também explicam como avaliar se um ativo representa uma boa oportunidade de investimento. Segundo Victor Natal, dois fatores devem ser levados em conta: os aspectos microeconômicos e macroeconômicos.
Entenda abaixo:
Os aspectos microeconômicos dizem respeito ao ativo em si e ao setor em que ele está inserido. Essa análise, comum no mercado de ações, também pode ser aplicada a debêntures, fundos imobiliários, fundos de ações, entre outros.
“Para saber o rumo de uma ação, é preciso entender o rumo da empresa. As métricas operacionais e financeiras variam conforme o setor”, explica Natal.
Entre os fatores mais analisados estão a receita, o crescimento das vendas (quando aplicável), a geração de caixa e o nível de endividamento da empresa, entre outros.
Já os aspectos macroeconômicos dizem respeito ao ambiente econômico mais amplo e impactam todos os tipos de investimento.
“No macro, os principais indicadores são inflação, juros, PIB e câmbio. No cenário internacional, relações exteriores ganham peso. No Brasil, a política fiscal é essencial”, diz o estrategista do Itaú BBA.
“Mas o ideal é quando há convergência entre o micro e o macro. É aí que o analista identifica quais empresas são favorecidas ou prejudicadas pelo cenário”, completa.
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O que esperar do cenário à frente
Por fim, especialistas ressaltam a importância de acompanhar o cenário global, levando em conta os eventos recentes e as principais tendências dos mercados.
Na renda fixa, por exemplo, a recente elevação da Selic pelo Copom criou um ambiente de juros atrativos, beneficiando tanto os ativos pós-fixados (com rendimento atrelado à taxa) quanto os pré-fixados (com retorno definido no momento da aplicação).
“Já na renda variável, que inclui ações e ETFs, os setores com maior potencial são os que lideram as transformações na economia global”, afirma Cristiano Castro, diretor de negócios da BlackRock.
Segundo ele, os setores com maior potencial de valorização são:
Inteligência artificial (IA)
Energia
Semicondutores
Criptoativos
Biotecnologia
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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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