Política
O que muda com a entrada de novos países no Brics, segundo especialistas
Argentina, Egito, Irã, Etiópia, Arábia Saudita e Emirados Árabes foram convidados para o bloco. Análises feitas ao g1 apontam que a China pode ser fortalecida e que o Brasil pode perder influência no grupo. Discutida há meses, a ampliação do número de membros do Brics foi oficializada nesta semana. O bloco, que reúne economias emergentes e do qual o Brasil faz parte, se prepara para sair de cinco para 11 integrantes. Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que, entre outros pontos, a decisão traz mais reflexos políticos do que econômicos.
A expansão foi anunciada ao término da 15ª cúpula de líderes do bloco, na África do Sul. Brasil (B), Rússia (R), Índia (I), China (C) e África do Sul (S de South Africa) convidaram seis nações para o bloco:
Argentina
Egito
Irã
Etiópia
Arábia Saudita
e Emirados Árabes Unidos
Mapa mostra a localização dos seis países convidados para se juntar ao Brics
Arte g1
Os seis países convidados terão que cumprir condições estabelecidas pelos fundadores e devem se juntar ao grupo a partir de 1º de janeiro de 2024.
Um dos fundadores do bloco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende a ampliação do grupo. Para ele, a mudança ajuda a influenciar negociações com economias mais desenvolvidas, a exemplo dos Estados Unidos e de países da Europa.
Na avaliação de especialistas, porém, o alargamento do Brics, com base nos países convidados, pode representar aumento da influência geopolítica da China, o que não assegura melhora no comércio exterior brasileiro.
Confira a seguir, nesta reportagem, o que pode mudar com a ampliação do Brics:
redução do poder brasileiro
influência chinesa
comércio internacional
e banco do Brics
Redução do poder brasileiro
Uma das primeiras consequências da expansão do bloco, de acordo com especialistas, deverá ser a perda de influência do Brasil em decisões no grupo.
Isso porque, na prática, mais do que dobrar o número de participantes vai reduzir o peso individual de cada país nas discussões internas.
“Para o Brasil, que sempre defendeu a importância do Sul Global, interessa que se amplie o Brics, apesar da perda de força interna. Quando você amplia o grupo [de cinco para 11 países], a força da voz do Brasil diminui”, avalia Lia Valls Pereira, pesquisadora associada Fundação Getulio Vargas (FGV-Ibre).
Lia Valls diz, ainda, que a ampliação fortalece a posição da China no cenário político global, além de atender a diferentes interesses dos atuais integrantes do grupo.
Segundo ela, a entrada do Irã, por exemplo, contempla a Rússia. Enquanto o Brasil patrocinou a adesão da Argentina, seu principal parceiro comercial na América do Sul.
O presidente Lula em discurso na cúpula dos Brics, em Joanesburgo
James Oatway/Reuters
O pesquisador Renato de Almeida Vieira e Silva relembra que a diplomacia brasileira era contrária à expansão, em uma tentativa de assegurar o peso do país no bloco.
Nos últimos meses, porém, o governo cedeu por desejar o apoio da China em uma eventual entrada definitiva no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
Silva analisa também que, a partir de 2024, o Brasil precisará ter “jogo de cintura” para equilibrar o discurso internacional e o alinhamento — a nível do Brics — a ditaduras criticadas pela falta de direitos de mulheres, como Arábia Saudita.
“Vai exigir maior jogo de cintura participar de um grupo no qual alguns posicionamentos possam contrariar aquilo que o país defende nos demais fóruns internacionais, como questões ligados às liberdades individuais e democráticas, direitos humanos e sociais, costumes”, diz o pesquisador.
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Influência chinesa
Os presidentes Lula (Brasil) e Xi Jiping (China) em imagem de abril, durante viagem oficial de Lula a Pequim
Ricardo Stuckert/Presidência da República
Os novos integrantes do Brics favorecem o projeto da China para ampliar sua influência geopolítica no mundo. Internamente, o país já é a principal potência do grupo, composto por países periféricos e emergentes que têm interesse em investimentos do gigante asiático.
Doutor em Relações Internacionais pela Universidade de Lisboa, Igor Lucena avalia que a China deseja liderar um bloco capaz de fazer o contraponto ao G7 — grupo reúne as principais economias do mundo.
O ex-diplomata Paulo Roberto de Almeida afirma que a posição não favorece o Brasil.
“O grupo Brics ganha em descoordenação, pois é evidente que não existem convergências automáticas entre eles. A China sempre foi o país preeminente, no BRIC, no BRICS e agora no BRICS+. O Brasil se revela caudatário de uma grande potência, que quer constituir um grupo antiocidental. Ou seja, o Brasil não ganha nada com isso”, pontua.
Renato de Almeida Vieira e Silva diz que a ampliação pode ser entendida como um indicador de maior pressão da China sobre os demais membros do Brics.
“É possível que muitas das decisões que vierem a ser tomadas no grupo tenderão mais aos interesses de Pequim, o que pode não estar em linha com a política externa brasileira. O Brasil, de alguma maneira no formato original do Brics, servia de contraponto à China e Rússia em suas posições antiocidentais, o que, com a ampliação de países participantes, pode não se alinhar aos interesses e posições que o Brasil historicamente defende”, afirma.
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Comércio internacional
Lula defende criação de moeda pra substituir dólar no comércio dos países dos BRICS
Para os especialistas ouvidos pelo g1, a ampliação do bloco não deve ter impacto imediato na relação comercial entre os países.
O ex-diplomata Paulo Roberto de Almeida a expansão argumenta que a decisão é “basicamente política”.
“Do ponto de vista comercial, os Brics não existem, pois não possuem nenhum acordo comercial entre eles. No plano do comércio, só muda alguma coisa se os governos fizerem acordos preferenciais, ou se os particulares explorarem novos mercados”, explica.
Em uma análise histórica, Igor Lucena destaca que China e Índia apresentaram crescimento econômico mais robusto, em comparação aos demais membros do Brics. Segundo ele, o resultado não tem relação direta com a formação do bloco.
“É uma falácia dizer que a entrada de novos players no Brics vai mudar de fato características econômicas e de investimentos entre esses países. Esses players têm problemas econômicos e políticos dos mais diversos. A agenda comercial não muda e dificilmente a gente vai ver um sentido de médio ou longo prazo”, afirma Lucena.
No âmbito do Brasil, Lia Valls avalia que, com exceção da Argentina, os futuros integrantes do bloco não têm participação expressiva no comércio exterior brasileiro. A pesquisadora pontua, ainda, que há espaço para crescimento.
“Vai haver mais aproximação. O Brics em si não é acordo de comércio. A ampliação pode criar um ambiente mais favorável para investimento, favorecer a cooperação. Isso é interessante”, afirma.
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Banco do Brics
Lia Valls Pereira considera que a expansão do bloco pode aumentar a capacidade de investimento do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecida como “Banco do Brics”. A instituição atualmente é comandada pela ex-presidente Dilma Rousseff.
O banco financia projetos variados e poderá ser um vetor para investimentos em infraestrutura e transição energética.
O Planalto, por exemplo, espera receber recursos de países do Brics — em especial da China e dos fundos árabes — na nova versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Dilma é confirmada como nova presidente do banco do Brics
O professor Renato de Almeida Vieira e Silva também acredita que a nova formação do Brics poderá se tornar uma alavanca do comércio no bloco.
Segundo ele, o grupo ampliado pode favorecer a criação de uma câmara de compensação de pagamentos de importações e exportações, com o objetivo de reduzir o peso do dólar nas transações entre os países.
O ex-diplomata Paulo Roberto de Almeida avalia que há benefícios nesta estratégia.
“Sempre existem benefícios em desenvolver laços econômicos e comerciais com quaisquer países, dentro das regras normais do sistema multilateral de comércio, e usando moedas conversíveis, de maneira a potencializar a amplitude dos pagamentos externos”, afirma.
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Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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