Política
Para campanhas de presidenciáveis, diminuir a fila de cirurgias eletivas e de exames é a prioridade na Saúde
G1 ouviu coordenadores da área da Saúde de Lula, Ciro Gomes e Simone Tebet; campanha de Bolsonaro não quis indicar representante. Equipes de presidenciáveis apontaram a baixa cobertura vacinal como outro tema crucial na área. Para as campanhas dos presidenciáveis mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto, diminuir as filas de cirurgias eletivas e de exames no SUS deve ser a prioridade do presidente eleito na área da Saúde.
O g1 ouviu os coordenadores de Saúde das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT); de Ciro Gomes (PDT; e de Simone Tebet (MDB). A campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que não tem coordenadores temáticos e que todos seus coordenadores cuidam de todos os assuntos. Por isso, não quis indicar ninguém para a entrevista.
O coordenador da campanha petista é Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde do governo Dilma Rousseff. Pela campanha de Ciro, falou Denizar Vianna, ex-secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do ministério. O representante da campanha de Tebet é João Gabbardo, ex-secretário-executivo da pasta.
Denizar e Gabbardo trabalharam no ministério no início do governo Bolsonaro.
“A prioridade 1 é mobilizar todos os equipamentos estaduais, municipais, hospitais filantrópicos, serviços privados que podem ser contratados, formação de especialistas para reduzir o tempo de espera a acesso a diagnóstico do câncer, médicos especialista, cirurgias eletivas e saúde mental, essa é a prioridade absoluta. O povo brasileiro não aguenta esperar mais nas filas para cirurgia eletiva, para consulta com médico especialista, para diagnóstico de câncer, acesso à saúde mental”, afirmou Padilha.
O coordenador de Saúde da campanha de Lula (PT) à Presidência, Alexandre Padilha
Wilson Dias/Agência Brasil
Vianna citou o passivo gerado pela pandemia de Covid.
“Eu acho que a gente tem um problema sério com esse passivo que ficou da pandemia nos casos que se acumularam com as doenças crônicas. Se a gente não resolver o problema dessas pessoas que precisam de cirurgia, que precisam de diagnóstico. Você tem que buscar de uma maneira ativa, chama-se busca ativa, os casos de câncer que não foram diagnosticados, mutirão diagnóstico de câncer está faltando”, afirmou.
O coordenador de Saúde da campanha de Ciro Gomes (PDT), Denizar Vianna
GloboNews/Reprodução
Para Gabbardo, é preciso um pacto com estados e municípios para fazer a fila andar.
“No primeiro dia, precisamos chamar o secretário estadual de saúde e secretários municipais saúde e fazer um pacto para atender a essa demanda”, disse.
João Gabbardo, coordenador da área de Saúde da campanha de Simone Tebet (MDB)
Reprodução/GloboNews
Além das filas no SUS, os coordenadores da área da Saúde falaram também de temas como:
alternativas para aumentar o investimento na área
baixa cobertura vacinal
recursos do orçamento secreto
Veja abaixo o que cada campanha pensa sobre os desafios na Saúde.
Filas no SUS
Lula
A campanha do ex-presidente propõe a realização de mutirões para, inicialmente, desafogar as filas. A equipe de Lula também quer mobilizar a estrutura da Saúde para dar celeridade às cirurgias, além de criar um programa de “transporte da Saúde”, que atenderia municípios pequenos e ajudaria no transporte de pacientes até os locais dos exames ou cirurgias.
“É um programa necessário e tem demanda importante de estados e municípios. Para garantir um cuidado humanizado de pessoas que vivem em municípios pequenos ou regiões metropolitanas. É uma espécie de SAMU especializado”, afirmou Padilha.
Ciro Gomes
O plano da campanha Ciro também passa pela ideia de mutirões em um primeiro momento.
De acordo com Denizar Vianna, o governo federal vai reunir as demandas estaduais para, então, definir os repasses voltados para os atendimentos. Ele explicou que o governo federal vai ser um financiador, enquanto os estados e municípios serão executores.
“Mutirão não é solução permanente, mas ela é importante em um primeiro momento, para cirurgias de baixa complexidade, cirurgias ortopédicas. O Estado [governo federal] não tem dinheiro pra fazer isso. Quem vai executar é o estado e o município. O Ministério da Saúde é só o financiador”, afirmou Vianna.
“Temos que chegar para o Conass [Conselho Nacional de Secretários de Saúde] e falar: ‘Olha, o Ministério da Saúde agora vai colocar x no direcionamento dos estados. Quanto é que você precisa para resolver filas aqui?’ De todos os estados. Aumenta o financiamento e faz a habilitação”, completou.
Simone Tebet
A campanha de Tebet enfatizou a ampliação do uso de tecnologia para acelerar o andamento da fila. A tecnologia entraria nas diversas etapas, desde o diagnóstico até o tratamento.
Também faz parte da ideia da campanha possibilitar consultas com especialistas por videoconferência, mediadas por um profissional nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), que receberia instruções de um médico especialista.
“Um cardiologista pode atender um número muito maior de pessoas de uma forma remota, ele não precisa receber o paciente”, disse Gabbardo.
De acordo com o coordenador de Tebet, 95% das unidades básicas de saúde (UBS) têm estrutura de internet para realizar esse tipo de procedimento, o que reduziria a fila para atendimentos especializados.
Vacinação
Outro item citado como urgente pelas campanhas é a baixa cobertura vacinal. O Brasil terminou 2021 sem alcançar 80% de aplicação para nenhuma das vacinas disponibilizadas pelo Plano Nacional de Imunizações (PNI).
Neste ano, o Ministério da Saúde adotou a campanha da poliomielite como prioritária, uma vez que houve aumento no número de casos em todo o mundo.
A campanha de poliomielite no Brasil, em 2021, vacinou 70% do público. Em 2022, não chegou a 50%, o que motivou o governo federal prorrogar a campanha. O patamar apontado pelo Ministério como ideal para as imunizações é de 95%.
Lula
O PT quer ampliar os recursos para as campanhas nacionais de vacinação. Também quer aumentar o engajamento do governo, com mais pronunciamentos em rede aberta a favor das vacinas. Outro ponto defendido pela campanha é incluir as escolas nas campanhas.
“A gente fez a vacinação na escola e criamos o programa Saúde na Escola, que precisa ser retomado para reforçar a adesão”, disse Padilha.
Ele também afirmou que a interrupção da oferta de determinadas vacinas aumenta o problema. “A mãe chega ao posto de vacina e não tem a BCG, pentavalente. Nós não deixaremos isso acontecer”, completou.
Ciro Gomes
O plano de Ciro passa por aproveitar as escolas como espaço de conscientização, mas também como local de vacinação.
“Não é trivial vacinar em escola, porque você está em um ambiente fora da saúde, mas já tem projeto de lei pra isso. É um acordo. Precisamos usar as escolas como ponto focal da vacinação durante as campanhas do ministério”, explicou Denizar Vianna.
Simone Tebet
A campanha de Tebet quer mobilizar os pais para conseguir vacinar as crianças. Uma alternativa seria passar um “pente fino” em famílias beneficiárias de programas sociais para indicar ao Conselho Tutelar aquelas com atraso na caderneta de vacinação.
Além disso, quer determinar que as escolas exijam o certificado de vacinação emitido pelos postos de saúde.
“É muito difícil examinar uma carteira de vacina e saber se a criança está adequadamente vacinada. Então essa exigência do certificado é importantíssima”, apontou Gabbardo.
Investimento em saúde
Atualmente, o investimento do governo na saúde está próximo de 4% do Produto Interno Bruto (PIB), valor que vem se mantendo constante nos últimos cinco anos. O valor não é considerado suficiente pelas campanhas.
Lula
Padilha disse que, em um eventual governo, Lula “tem o compromisso nítido de reverter a retirada de recursos da saúde”. No entanto, não apontou metas atreladas ao orçamento.
“Metas detalhadas sobre isso só é possível fazer quando terminar o governo Bolsonaro”, afirmou.
Ciro Gomes
A meta estabelecida pela campanha do pedetista é alcançar 6% do PIB para a área da saúde, por meio de aumentos progressivos por “4 ou 5 anos”.
Para isso, o plano aposta na reforma tributária, que diminuiria incentivos fiscais para o setor, além do aumento da tributação de produtos como os ultraprocessados e as bebidas alcoólicas.
“É claro que a renúncia fiscal tem que ser avaliada, porque em alguns setores ela faz sentido, como nas organizações filantrópicas. Mas a declaração de imposto na Saúde, por exemplo, não tem limite.”
Simone Tebet
A campanha da candidata pretende aumentar o gasto em saúde para 5% do PIB ao longo dos quatro anos de mandato e, eventualmente, em um segundo mandato, para 6% até 2030.
O caminho, segundo João Gabbardo, seria usar recursos extraordinários aprovados por lei. Ele cita o decreto de calamidade pública em virtude da pandemia de Covid, que permitiu ao governo fazer gastos extras.
Orçamento secreto
Orçamento secreto é o nome que foi informalmente dado às emendas de relator. Ao contrário de outras emendas parlamentares, as de relator têm critérios menos claros de distribuição e têm aplicação menos transparente.
Em 2022, 75% do que foi efetivamente pago pelo modelo foi para a área da Saúde. Isso faz do orçamento secreto um ponto central nas discussões das equipes dos presidenciáveis.
As campanhas indicam que o caminho é o envolvimento do Ministério da Saúde na definição do destino das verbas, para que, assim, o gasto tenha mais eficiência.
Lula
Padilha apontou que quer intensificar o diálogo entre o Ministério da Saúde e o Congresso Nacional.
“Você precisa de um Ministério da Saúde que dialogue com o Congresso orientando onde precisa ser investido. O que acontece hoje é que o Ministério da Saúde não faz isso”, disse Padilha.
Ciro Gomes
Denizar Vianna disse que quer contar com a ajuda do Conass para melhorar a gestão dos recursos.
“Não precisa ser só o Ministério da Saúde [a orientar], pode usar o Conass que tem um corpo técnico de alta qualidade e que poderia orientar os estados, para que talvez possam até fugir um pouco do controle do Ministério da Saúde”, disse.
Simone Tebet
Gabbardo também aposta na intensificação do diálogo com o Congresso. “A gente faria um planejamento e colocaria à disposição dos parlamentares”.
Além disso, a campanha de Tebet planeja regionalizar a Saúde e, dessa forma, delegar às secretarias estaduais, com o apoio do governo federal, dos estados e dos municípios, o planejamento dos recursos.
“Os procedimentos com necessidade de investimento devem constar em uma lista com todas as regiões, e os parlamentares podem usar os recursos das emendas da área da saúde para essas demandas”, detalhou Gabbardo.
Acesso a medicamentos
Lula
Para o acesso à medicação, o PT pretende impulsionar o programa Farmácia Popular, criado no governo do ex-presidente Lula. ”
“Queremos analisar a possibilidade de ampliar os medicamentos que são oferecidos. Podemos programar uma ampliação para outros problemas de saúde crônicos que, atualmente, não são atendidos”, disse Padilha.
Ciro Gomes
A campanha de Ciro apontou que um dos maiores problemas do atual programa são as fraudes. A proposta é aumentar a digitalização dos processos e ampliar o sistema de copagamento.
“Grande parte dos problemas são pessoas que retiravam o medicamento que era gratuito e iam vender depois. E tem um aspecto mais assistencial: quando o doente crônico pode pagar uma parcela é um incentivo para que ele use adequadamente”, disse.
O plano do candidato do PDT defende também que a população que necessita da gratuidade seguirá tendo acesso aos medicamentos nas UBS.
Simone Tebet
O plano do MDB é disponibilizar medicamentos do programa Farmácia Popular em todas as farmácias do país.
“A gente pode fazer isso com um custo muito menor, porque as farmácias têm muito interesse que essas pessoas circulem pelo seu pelos seus estabelecimentos. Todas as farmácias podem distribuir”.
Valores dos procedimentos
Uma das maiores queixas de prefeitos e governadores é sobre os valores pagos pela União por procedimentos hospitalares realizados nas redes estadual e municipal.
Lula
A campanha do PT defende reestruturar o financiamento da rede. “Não podemos fazer uma correção linear, como se tudo tivesse a mesma prioridade”, disse Padilha.
Ele defendeu que os repasses do governo federal sejam feitos a partir do resultado, como na remissão no tratamento do câncer, por exemplo, e não por cada procedimento.
Ciro Gomes
A mudança no modelo de modelo também é defendida pela campanha de Ciro. A equipe defende pagamento por performance baseado em acordos prévios. Ou seja, o hospital se compromete a atingir resultados em uma série de pacientes e recebe um valor global por isso, e não por cada procedimento realizado durante o tratamento.
Simone Tebet
Já a campanha de Tebet prevê a revisão da tabela. “A tabela precisa ser analisada de uma forma bem seletiva, porque temos muitos procedimentos que estão absolutamente defasados, mas tem procedimentos que tiveram reajustes ainda neste ano”, disse Gabbardo.
Tecnologia e complexo industrial
Lula
Para aumentar a produção nacional de medicamentos, a campanha de Lula planeja usar o poder de compra do Ministério da Saúde para buscar parceiros internacionais. “Uma das estratégias fundamentais (…) é retomarmos as parcerias de desenvolvimento produtivo”, disse Padilha.
Padilha explicou que a incorporação de produtos de alta tecnologia poderá fortalecer a fabricação de química de insumos básicos, essenciais, segundo ele, para diminuir o custo de produção de medicamentos de menor valor.
Ciro Gomes
Já o plano de Ciro quer investir na Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e transformá-la no que Denizar chama de “Embraer ou Embrapa da Saúde”.
Ele defendeu ainda que a gestão dos recursos seja centralizada na Casa Civil e não no Ministério da Saúde. “Eu colocaria o complexo industrial da saúde com todas as suas ramificações na Casa Civil, porque é o lugar onde é possível fazer a articulação com todos os ministérios, o assunto é interdisciplinar”, disse.
Simone Tebet
Na análise de Gabbardo, o Brasil precisa reverter o modelo de incentivo a importações que, de acordo com ele, “desestabilizou a produção nacional na área da saúde”. O gestor aponta a necessidade de se fazer uma revisão das taxações de insumos utilizados na produção nacional.
Gabbardo também criticou o modelo de parcerias para incorporação de tecnologias. “Não dá pra ficar pagando por parcerias que a gente esperava que a incorporação da nova tecnologia fosse feita em cinco e 10 anos. Pagamos durante muito tempo e, quando a incorporação ocorre, o insumo está defasado”, afirmou.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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