Economia
‘Para quem se empolga, novo cenário é perigoso para superendividamento’, diz economista sobre ‘Marco Legal das Garantias’
O texto que passou no Congresso Nacional previa que em caso de inadimplência fosse possível retomar o carro sem recorrer à Justiça. O presidente Lula vetou. ‘Para quem se empolga, novo cenário é perigoso para superendividamento’, diz economista sobre ‘Marco Legal das Garantias’
O marco legal das garantias sancionado nesta terça-feira (31) promete uma melhoria no acesso ao crédito e nas taxas de juros no Brasil. No entanto, especialistas em finanças alertam sobre um possível risco de superendividamento.
É o que destaca o professor de finanças da FGV, Pierre Oberson:
“Para o bom pagador essa reforma é ótima, porque vai conseguir pegar mais crédito, mais barato, consumir de forma consciente fazer tudo isso acontecer. Agora para quem simplesmente se empolga, digamos assim, nesse novo cenário é bem perigoso de se superendividar, não conseguir pagar e aí a gente tem um problema bem maior para pessoa que entrou nessa emoção, digamos assim”, explica Pierre Oberson.
‘Para quem se empolga, novo cenário é perigoso para superendividamento’, diz economista sobre ‘Marco Legal das Garantias’
Reprodução/TV Globo
Entenda a reforma
A reforma se baseia em dois pilares:
Tomador do crédito: com a mudança nas regras deve haver uma expansão do volume das garantias no mercado.
Facilitação da execução das garantias: até agora no Brasil, a taxa de recuperação de crédito no caso de inadimplência era uma das piores do mundo porque o processo era demorado e custoso. Agora, fica construído um cenário favorável para queda nas taxas de financiamento no Brasil, dizem os economistas.
“As pessoas vão conseguir pegar mais empréstimo, mais barato. Se conseguem pegar mais crédito e mais barato tende aumentar o consumo”, afirma Pierre Oberson, professor de finanças da FGV.
Veja a reportagem completa, abaixo:
Marco legal das garantias: novas regras permitem que um único imóvel seja usado como garantia para mais de um empréstimo
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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