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Economia

Paramount processa Warner Bros para obter detalhes sobre acordo com Netflix

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Logotipo da Warner Bros. no Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions em Cannes
REUTERS/Eric Gaillard/Foto de Arquivo
A Paramount Skydance entrou com uma ação judicial nesta segunda-feira (12) contra a Warner Bros Discovery para obter mais informações sobre o acordo de US$ 82,7 bilhões (R$ 444, 6 bilhões) da empresa com a Netflix, intensificando a disputa pelo controle de um dos estúdios mais emblemáticos de Hollywood.
A Paramount, liderada por David Ellison, afirmou ainda que pretende indicar diretores para o conselho da Warner Bros Discovery, em uma das iniciativas mais agressivas para convencer os acionistas de que sua oferta hostil de US$ 30 (R$ 161,28) por ação em dinheiro é superior à proposta concorrente de US$ 27,75 (R$ 149,18) por ação, composta por dinheiro e ações da Netflix.
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Paramount e Netflix disputam o controle da Warner Bros, que reúne valiosos estúdios de cinema e televisão e uma extensa biblioteca de conteúdo, incluindo a franquia Harry Potter e o universo de personagens da DC Comics, como Superman e Batman.
Em carta aos investidores, a Paramount informou que pretende propor uma emenda ao estatuto da Warner Bros que passará a exigir aprovação dos acionistas para qualquer separação dos negócios de TV a cabo da empresa — ponto considerado central no acordo com a Netflix.
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Na semana passada, a Paramount afirmou que a cisão da divisão de TV a cabo praticamente não tem valor econômico e reiterou sua oferta melhorada de US$ 108,4 bilhões (R$ 582,8 bilhões), após rejeição anterior pelo conselho de administração da Warner Bros.
A oferta revisada inclui US$ 40 bilhões (R$ 215 bilhões) em ações garantidas pessoalmente pelo cofundador da Oracle, Larry Ellison — pai do presidente-executivo da Paramount, David Ellison —, além de US$ 54 bilhões em dívidas.
“A WBD tem apresentado razões cada vez mais criativas para evitar uma transação com a Paramount, mas o que nunca disse — porque não pode — é que o acordo com a Netflix é financeiramente superior à nossa oferta atual”, escreveu a Paramount em carta aos acionistas da Warner Bros.
“A menos que o conselho de administração da WBD decida se engajar conosco nos termos do acordo de fusão da Netflix, a decisão provavelmente será levada ao voto na assembleia de acionistas.”
Procuradas, Netflix e Warner Bros Discovery não comentaram o assunto.
O principal argumento da Paramount — usado para influenciar os investidores — é que sua oferta em dinheiro por todo o grupo Warner Bros oferece maior previsibilidade do que o acordo com a Netflix, que envolve apenas os estúdios e ativos de streaming e, segundo a empresa, enfrenta riscos regulatórios mais elevados.
O desempenho fraco da Versant, rede de TV a cabo desmembrada da Comcast, também fortaleceu a campanha da Paramount ao reforçar o argumento de que sua proposta é superior por envolver todo o grupo Warner Bros, e não apenas parte dos ativos.
A oferta da Paramount expira em 21 de janeiro, mas a empresa indicou que pode prorrogá-la.
Warner e Netflix: veja o que se sabe e próximos passos

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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