Economia
Paraná confirma dois novos casos de gripe aviária
Agora estado registra cinco casos de gripe aviária. Ave doente foi encontrada em Pontal do Paraná, segundo Adapar; medidas de vigilância em propriedades estão em andamento. Doença foi identificada em ave da espécie Trinta-réis-real, em Antonina
Reprodução/Elisa Ilha
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O Paraná confirmou dois novos casos de gripe aviária (H5N1) do ano, de acordo com a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). A confirmação foi feita com uma ave silvestre e uma gaivota em Pontal do Paraná, no litoral.
O diagnóstico ocorreu na sexta-feira (30). Agora o Paraná trem cinco casos confirmados da doença.
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Os casos confirmados são em aves da espécie Trinta-Réis-Real e Gaivota-maria-velha.
O primeiro diagnóstico foi emitido no dia 23 de junho, para um ave encontrada em Antonina; o segundo foi no dia 24 de junho, em Pontal do Paraná. O terceiro foi confirmado dia 27 de junho, na Ilha do Mel, em Paranaguá.
De acordo com a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), “medidas de vigilância em propriedades em torno do foco também estão em andamento”.
Desde maio, o país está em estado de emergência zoossanitária por conta dos novos casos. A medida é válida por seis meses.
Perguntas e repostas:
Sintomas: Como identificar e onde reportar casos suspeitos no Paraná?
Transmissão: Humanos podem pegar gripe aviária?
Suspensão do trânsito de aves do litoral
Com a terceira confirmação de foco da doença no estado, a Adapar decidiu suspender por 90 dias o trânsito de aves com origem dos municípios de Antonina, Guaraqueçaba, Guaratuba, Matinhos, Morretes, Paranaguá e Pontal do Paraná.
Pela decisão, estes municípios não podem enviar os animais para outras cidades, nem para outros estados.
Confira os animais que não poderão ser transportados:
Aves silvestres em cativeiro.
Espécies de corte e postura comercial;
Galinhas de raça pura e outras;
Passeriformes;
Aves ornamentais;
Até o momento, não houve registro da doença em frangos no Brasil.
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Ações no Paraná
Desde o primeiro caso confirmado, a Adapar destacou que, na região onde o primeiro animal infectado foi encontrado, não há propriedades de produção comercial em um raio de 10 quilômetros.
A Adapar disse, ainda, que vistoria todas as propriedades da região onde os focos são localizados.
Em nota, a Adapar afirmou que “promoveu a capacitação e o treinamento de profissionais em todas as Unidades Regionais do Estado, e conta com médicos veterinários com dedicação exclusiva e capacidade técnica elevada na área, para atendimento das questões sanitárias da cadeia avícola.”
Gripe Aviária: o que já se sabe sobre os primeiros casos no Brasil
A doença
Conforme a Adapar, a gripe aviária é uma doença viral altamente contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a doença pode ser transmitida para humanos, mas os casos são raros.
Quando ocorrem, entretanto, a taxa de mortalidade é alta: por volta de 52%. De acordo com a OMS, de 2003 a abril de 2023, 874 pessoas foram infectadas com H5N1 no mundo. Metade delas (458) morreram.
🎧O ASSUNTO: como vírus é transmitido e qual o risco de disseminação no Brasil
A Adapar explica que, entre as aves, o vírus que causa a doença possui transmissão horizontal ou transmissão indireta.
Na transmissão horizontal, uma ave se infecta por contato direto com outro animal doente ou por meio de secreções nasal, ocular ou fezes de aves infectadas.
Na transmissão indireta, a ave se infecta por meio de água, alimentos, trânsito de pessoas, equipamentos e carcaças contaminadas.
“A maioria dos casos de introdução do vírus da influenza aviária e da ocorrência de surtos em diversos países está relacionada ao contato de aves silvestres migratórias com aves de subsistência”, explica a agência.
Como identificar sinais e reportar suspeitas no Paraná
Segundo a Adapar, qualquer pessoa que identifique animais com suspeita da doença devem comunicar o governo imediatamente. Não se deve encostar nos animais, vivos ou mortos.
Em aves, os sinais clínicos de gripe aviária se apresentam com andar cambaleante; torcicolo; dificuldade respiratória, e animal girando em seu próprio eixo.
A Adapar detalha que os casos podem ser reportados pessoalmente, em uma unidade da agência, ou no site adapar.pr.gov.br, no sistema e-Sisbravet.
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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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