Economia
Parece carne, mas não é: saiba o que são os alimentos plant-based e qual é o público-alvo dessa indústria
Podcast ‘De onde vem o que eu como’ detalha o crescimento dessa produção e conta como uma cooperativa baiana conseguiu resolver um problema ao produzir fibra de caju para esse mercado. O que são alimentos plant-based?
Eles são saborosos e até se parecem com produtos de origem animal, mas são feitos de vegetais. Os alimentos plant-based ganharam espaço nos últimos anos para atender um novo tipo de consumidor (leia mais abaixo).
Nesta semana, o podcast De onde vem o que eu como conta como uma cooperativa baiana conseguiu resolver um problema ao produzir fibra de caju para esse mercado.
🎧OUÇA (abaixo) e, na sequência, saiba mais sobre esses alimentos:
O que são alimentos plant-based?
São alimentos feitos com ingredientes de origem vegetal – mas têm a textura, a cor e até o sabor parecidos com produtos à base de carnes.
A indústria de alimentos oferece produtos similares a hambúrgueres, almôndegas, iogurtes e queijos, entre outros.
Para quem se destinam?
O foco da indústria plant-based são os flexitarianos – consumidores que querem reduzir o consumo de carnes, mas sem abandonar totalmente esse hábito.
“O setor de proteínas alternativas é o mercado do “e” e não do “ou”. O prato do consumidor está caminhando para uma tendência de diversidade e não de substituição de um pelo outro”, explica Raquel Casselli, diretora do The Good Food Institute (GFI).
Alimentos de origem vegetal são mais saudáveis?
Não necessariamente. Alimentos plant-based podem ter um alto teor de sódio e de gordura saturada.
A pesquisadora da Embrapa Caroline Mellinger destaca que esses alimentos não prometem saudabilidade, mas que existe uma expectativa do consumidor sobre isso.
O que temos hoje no mercado é o melhor possível. Um grande desafio para a indústria – nacional e mundial – é conseguir ter mais ingredientes naturais, como corantes e aromatizantes, para substituir os ingredientes que temos hoje”, complementa a pesquisadora.
Para Raquel Casselli, do GFI, a escolha de cada produto vai depender do foco do consumidor.
“Existem consumidores que têm uma preocupação grande com o teor de proteínas, outras com a gordura ou com o sódio. É preciso olhar os ingredientes na embalagem e ver se aquele produto entrega (o que se busca)”.
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Alimentos plant-based miram os consumidores flexitarianos.
LikeMeat/ Unsplash
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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