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Política

Participação em cúpulas, mas sem direito a voto: 5 pontos sobre como funcionarão os países ‘parceiros’ do Brics

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Categoria terá status inferior ao dos membros efetivos. Para especialistas, movimento contrapõe o G7, dos países mais ricos do mundo. A XVI Cúpula do Brics em Kazan (Rússia) teve como um dos principais pontos a discussão sobre a criação da categoria de Estados “parceiros”, isto é, países que poderão integrar o grupo, mas num status inferior ao dos membros efetivos. Segundo diplomatas a par das discussões, o modelo final de atuação ainda está “em construção”, mas já há algumas definições.
O Brics se reuniu pela primeira vez em 2006 — incluindo Brasil, Rússia, Índia e China — e foi criado oficialmente em 2009. Posteriormente, foi aprovada a entrada da África do Sul.
Em 2023, na cúpula de Joanesburgo, o bloco aprovou a entrada de mais seis países (quatro já entraram – entre os quais Irã e Egito; a Arábia Saudita ainda não respondeu; e a Argentina desistiu) e este ano, na Rússia, discute a criação da categoria de parceiros, que pode levar mais 13 países ao Brics (veja mais abaixo).
Antes de a lista oficial dos países parceiros ser divulgada, a Rússia – que atualmente exerce a presidência do bloco – consultará todos os países para, então, divulgar quem efetivamente vai entrar.
Especialistas em relações internacionais e em economia afirmam que os recentes movimentos, de ampliação a partir de 2023 e de criação de nova categoria em 2024, aumentam a influência geopolítica da Rússia e da China e torna o Brics uma espécie de “contraponto” ao G7. Há divergência, contudo, sobre os efeitos econômicos para a economia brasileira.
Texto final do BRICS denuncia Israel, omite Hamas e poupa Rússia
Em 2025, a presidência do Brics caberá ao Brasil, e os diplomatas brasileiros afirmam que ao longo do ano que vem “os primeiros passos” deverão ser dados para integrar os parceiros ao bloco.
Esta reportagem vai abordar cinco perguntas sobre os países parceiros:
Por que se discute a nova categoria?
Quais países devem integrar o Brics como parceiros?
Os parceiros vão ter os mesmos poderes dos membros efetivos?
Como fica a participação nas discussões?
Como fica o acesso ao Banco do Brics?
Por que se discute a nova categoria?
Segundo Eduardo Paes Saboia, secretário de Ásia e Pacífico do Ministério das Relações Exteriores, a decisão do Brics em criar a nova categoria foi tomada em 2023, durante a cúpula de Joanesburgo (África do Sul).
Em entrevista coletiva antes da cúpula, ele explicou que é necessário unir no grupo mais países que defendam algumas bandeiras semelhantes, entre as quais a reforma do Conselho de Segurança da ONU.
Outro ponto, acrescentou Saboia, é dar mais peso ao apoio a países emergentes ou em desenvolvimento, especialmente Brasil, África do Sul e Índia, a “desempenhar papel maior nos assuntos internacionais, em particular nas Nações Unidas”.
Quais países devem integrar o Brics como ‘parceiros’?
A lista final dos países parceiros ainda será divulgada pela Rússia, que preside o Brics em 2024. Ao todo, segundo levantamento da diplomacia, cerca de 30 países se candidataram, mas inicialmente 13 poderão entrar, entre os quais: Turquia, Cuba, Tailândia, Nigéria e Argélia.
Países como Venezuela e Nicarágua também se candidataram, mas não integram a lista. Apurações de bastidor dão conta de que o Brasil fez chegar aos demais integrantes o desejo de que esses países não entrassem para o Brics.
Os parceiros vão ter os mesmos poderes dos membros efetivos?
Diplomatas brasileiros a par da discussão afirmam que, no modelo desenhado atualmente, não. Isso porque os parceiros não devem ter direito a voto nem poderão assumir a presidência rotativa do Brics (que dura um ano), por exemplo.
O país que preside o Brics tem o poder de definir a pauta prioritária de discussão. Neste ano, por exemplo, a Rússia pautou temas como crise no Oriente Médio e cooperação política e financeira. Para 2025, o Brasil, por sua vez, pautará temas como combate à fome e à pobreza, desenvolvimento sustentável e reforma das instituições da chamada “governança global”.
Como fica a participação nas discussões?
Segundo diplomatas, o modelo discutido prevê que os parceiros poderão participar das reuniões de chanceleres e das cúpulas, o que é visto como uma participação mais limitada em relação aos Estados membros.
Em princípio, cada país que presidir o Brics poderá propor ações adicionais aos parceiros.
Mesmo assim, os chamados “sherpas”, representantes dos chefes de Estado, deverão se reunir para tentar avançar nas discussões do modelo final.
Como fica o acesso ao Banco do Brics?
De acordo com diplomatas, não deve haver mudanças no acesso dos países ao Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco do Brics.
A instituição, atualmente presidida pela brasileira Dilma Rousseff (presidente do Brasil de 2011 a 2015), foi criada para financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável.
Países não membros do Brics podem acessar o banco de forma independente, isto é, sem integrar formalmente o Brics, a exemplo do Uruguai e de Bangladesh.
Portanto, o entendimento é que os países que entrarem para o Brics na categoria de parceiros não terão diferença em relação ao que os países não membros do bloco já conseguem ter acesso.

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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