Política
‘Partido da Geração Z’ pede aval, mas Milton Leite diz que não vai liberar vereadora com mais de 35 anos para disputar Senado por SP
A vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil) e o líder do partido em SP, Milton Leite
Lucas Bassi/Câmara Municipal de SP e Larissa Navarro/Alesp
Novo no cenário eleitoral, o partido Missão afirma querer representar eleitores mais jovens. Mas a própria juventude de seus quadros pode se tornar um obstáculo na disputa de outubro: devido ao limite mínimo de idade exigido para alguns cargos, a legenda corre o risco de não ter candidato ao Senado por São Paulo, por exemplo.
A Constituição define que, para os cargos de senador, presidente e vice-presidente, a idade mínima é de 35 anos. A intenção da legenda, nascida do Movimento Brasil Livre (MBL), é lançar a vereadora Amanda Vettorazzo, de 37 anos, que atualmente está no União Brasil. Parlamentares paulistas da legenda em esferas maiores são mais novos: o deputado federal Kim Kataguiri tem 30 anos, e o deputado estadual Guto Zacarias, 26. Kim é pré-candidato a governador do estado, e Guto, a deputado federal.
Ambos estão de saída do União Brasil, para concorrerem pela Missão. A saída de Amanda, porém, depende da bênção de Milton Leite, líder histórico do partido no estado, e presidente da Câmara da capital durante toda a legislatura passada (2021-2024). Ao g1, ele disse que “o partido não vai liberar” a desfiliação da vereadora.
🔎A janela partidária que começou nesta quinta-feira (5) só vale para os cargos de deputados federais, estaduais e distritais, que estão em disputa neste ano. Amanda é vereadora. Como está no meio do mandato, poderia ter o cargo pleiteado pelo União Brasil se saísse sem autorização do partido, o que configura infidelidade partidária.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Coordenadora nacional do MBL e com cerca de 1,2 milhão de seguidores no Instagram, sua principal rede social, Amanda Vettorazzo é hoje uma das poucas lideranças ligadas ao movimento que cumprem o requisito constitucional de idade mínima para disputar o Senado. “É um cargo com muita prerrogativa, muito importante. Se eu conseguir pleitear o Senado, é de fato uma responsabilidade muito grande”, afirmou ao g1 antes da manifestação de Leite.
Uma reunião entre os dois está prevista para as próximas semanas.
Para Amanda, o Senado tem papel estratégico em um dos objetivos centrais da Missão, que é influenciar politicamente as próximas gerações, justamente por ter mandatos mais longos e por ser uma instância voltada a decisões de longo prazo. “Elaborar políticas públicas não para a próxima eleição, já que o mandato é de oito anos, mas para a próxima geração”, diz.
A vereadora também disse que levaria à campanha um discurso de defesa institucional de São Paulo e de maior protagonismo do estado nas decisões nacionais, além do controle sobre outros Poderes. “É função do senador também combater algumas atribuições e decisões abusivas do STF”, afirma.
Vereador por quase três décadas, Milton Leite deixou a Câmara em 2025, mas continua sendo um dos políticos mais influentes de São Paulo e mantém o comando do Diretório Municipal do União Brasil. Nem mesmo denúncias de ligação com a empresa de ônibus Transwolff, investigada por suspeita de conexão com o Primeiro Comando da Capital (PCC), abalaram seu poder.
Geração Z
Para Kim Kataguiri, o empecilho da idade não é problema, uma vez que está em consonância com a intenção do partido de ter quadros jovens e de gerar identificação com o eleitor mais novo.
“A nossa ideia é ser um partido da geração Z [nascidos entre 1997-2012]. Naturalmente, geração Z não terá idade para disputar a eleição para o Senado ou para a Presidência [neste momento]. A maioria esmagadora dos nossos quadros é Z, no máximo Millenial [nascidos entre 1981-1996]. É natural que a gente, representando mais essa parcela da população, tenha menos quadros que tenham a idade para disputar esses cargos.”
O deputado federal Kim Kataguiri, pré-candidato ao governo de SP pela Missão
Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Em 2024, Kim lançou a pré-candidatura a prefeito de São Paulo com aval da direção nacional do União Brasil. A candidatura, porém, não foi levada a cabo justamente porque Milton Leite preferiu apoiar a reeleição de Ricardo Nunes (MDB). “O meu relacionamento é muito mais com a bancada federal do que com o Milton, os quadros aqui de São Paulo. Eu saio [do União] muito tranquilamente”, afirma Kim.
Sobre apoiar candidatos de outros partidos caso não consigam a liberação de Amanda Vettorazzo, o parlamentar é taxativo. “Não existe nenhuma hipótese de a gente apoiar nome de outro partido. Ou a gente encontra uma alternativa ou a gente não apoia ninguém. Todas as candidaturas pelo país são isso.”
Além do já pré-candidato à Presidência, Renan Santos, de Kim Kataguiri para o governo de São Paulo, Amanda Vettorazzo para o Senado e Guto Zacarias para a Câmara dos Deputados, a Missão pretende lançar também o subprefeito da Vila Mariana, Rafael Minatogawa, para a disputa de um cargo na Assembleia Legislativa do Estado de SP (Alesp).
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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