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Política

Pé-de-Meia, Farmácia Popular, consignado para CLT: o que o governo quer alcançar e o que pesa contra

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Alguns desses programas já até foram lançados, como o Pé-de-Meia e a expansão da Farmácia Popular, mas voltaram aos discursos de Lula em uma tentativa de alavancar a popularidade do governo, atualmente em baixa. O governo Luiz Inácio Lula da Silva vem discutindo, nas últimas semanas, uma série de medidas voltadas para os trabalhadores e para a população de menor renda do país. Elas vêm sendo chamadas de “pacote de bondades”.
Alguns desses programas já até foram lançados, como o Pé-de-Meia e a expansão da Farmácia Popular, mas voltaram aos discursos de Lula em uma tentativa de alavancar a popularidade do governo, atualmente em baixa.
O problema: criar ou expandir programas sociais significa, também, gastar mais dinheiro público e pressionar a inflação – dois movimentos que preocupam o mercado e podem, no longo prazo, prejudicar justamente os mais pobres.
Entenda abaixo as medidas que o governo já anunciou ou sinalizou, e as vantagens e desvantagens de cada uma.
Pé-de-Meia
📍 O que é o programa?
Criado em 2024, o Pé-de-Meia é um programa do governo que funciona como uma poupança para estudantes da rede pública de ensino médio.
O objetivo é reduzir a evasão escolar, incentivando os alunos a concluir os estudos com um apoio financeiro.
📍 Como funciona?
Os alunos matriculados recebem R$ 200 mensais.
Há um bônus anual de R$ 1.000 para quem concluir cada ano letivo.
No 3º ano, quem faz o Enem recebe um extra de R$ 200.
Se cumprir todos os critérios, o estudante pode acumular até R$ 9,2 mil ao final do ensino médio.
✅ O que o governo quer alcançar
✔️ Redução do abandono escolar
🔹 O programa estimula mais de 4 milhões de alunos de baixa renda a permanecerem na escola, evitando a evasão no ensino médio – etapa com maior índice de abandono no Brasil.
✔️ Incentivo ao desempenho acadêmico 📖
🔹 Para receber o valor mensal, o estudante precisa ter frequência mínima de 80%.
✔️ Poupança garantida ao final do ensino médio 💳
🔹 Se o aluno cumprir todas as exigências, sai da escola com um saldo acumulado de R$ 9,2 mil.
✔️ Abertura automática de conta 🏦
🔹 A própria Caixa Econômica Federal abre a conta em nome do estudante, que só precisa ter CPF e estar no Cadastro Único.
❌ O que pesa contra
⚠️ Falta de previsão no orçamento 📊
🔹 O Pé-de-Meia não foi incluído no Orçamento de 2025, que ainda aguarda aprovação do Congresso.
⚠️ Risco de suspensão de pagamentos 🚫
🔹 O Tribunal de Contas da União (TCU) chegou a bloquear os repasses, que somam R$ 6 bilhões este ano. Depois, liberou o dinheiro, mas alertou que o governo precisa ajustar os gastos dentro do orçamento.
⚠️ Pressão sobre as contas públicas 💰
🔹 Como o programa não está dentro do arcabouço fiscal, o governo pode precisar cortar verbas de outras áreas para garantir o financiamento do Pé-de-Meia nos próximos anos.
⚠️ Sustentabilidade financeira 📉
🔹 O programa prevê pagamentos contínuos e, para que continue existindo, precisará ser incorporado ao orçamento de longo prazo, o que pode pressionar ainda mais as despesas públicas na área da educação.
Farmácia Popular
📍 O que muda?
O governo ampliou a lista de medicamentos gratuitos no Farmácia Popular, incluindo novos remédios para diabetes e fraldas geriátricas.
O programa atende milhões de brasileiros, oferecendo remédios essenciais para hipertensão, asma, osteoporose, colesterol alto, entre outras doenças.
✅ O que o governo quer alcançar
✔️ Acesso ampliado a medicamentos gratuitos, beneficiando principalmente a população de baixa renda.
✔️ Melhor adesão a tratamentos de doenças crônicas, reduzindo complicações de saúde e custos hospitalares.
✔️ Mais qualidade de vida para idosos e pessoas com doenças crônicas que precisam de remédios contínuos.
❌ O que pesa contra
⚠️ Impacto no orçamento: O aumento dos subsídios exige mais recursos do governo, pressionando os gastos públicos.
⚠️ Possível impacto na inflação e juros: Se não for bem gerenciado, pode gerar aumento de despesas que podem influenciar a política fiscal e monetária.
⚠️ Sustentabilidade fiscal: A necessidade de financiar o programa pode levar o governo a cortar recursos de outras áreas ou aumentar tributos.
Crédito consignado com FGTS
📍 O que muda?
O governo quer facilitar o crédito consignado para trabalhadores do setor privado, usando o FGTS como garantia.
A ideia é permitir que os trabalhadores troquem dívidas mais caras por empréstimos com juros menores.
✅ O que o governo quer alcançar
✔️ Juros menores: Como o empréstimo terá garantia do FGTS, os bancos poderão oferecer taxas reduzidas.
✔️ Troca de dívidas mais caras por mais baratas, permitindo que trabalhadores consigam aliviar o endividamento.
✔️ Facilidade de acesso ao crédito, já que o desconto é feito direto na folha de pagamento, reduzindo riscos de inadimplência.
❌ O que pesa contra
⚠️ Pressão sobre a inflação e juros: o aumento do crédito pode aquecer ainda mais a economia, dificultando o controle da inflação.
⚠️ Risco para os trabalhadores: em caso de demissão, parte do FGTS será usada para quitar o empréstimo, reduzindo a reserva financeira do trabalhador.
⚠️ Impacto na política monetária: se o crédito aumentar muito, pode obrigar o Banco Central a subir os juros para conter o consumo excessivo.

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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