Economia
Pensando em pedir demissão? Veja 5 atitudes para colocar em prática antes de largar o emprego
Dicas incluem criar uma reserva financeira, se preparar profissionalmente e não gastar o dinheiro da rescisão logo que sair do trabalho. 5 pontos que uma pessoa precisa considerar antes de pedir demissão
Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
Calcular seu custo de vida, criar uma reserva financeira e se capacitar profissionalmente. Antes de pedir demissão do trabalho, é preciso estar preparado.
Seja para empreender, mudar de ramo ou tentar uma oportunidade em outra empresa, é importante se organizar financeiramente ao longo desse processo, explica a educadora financeira Aline Soaper.
O assunto foi tema do podcast Educação Financeira do g1, que deu dicas de como os trabalhadores podem se preparar para reduzir os impactos de uma possível demissão inesperada e listou 5 orientações para aqueles que estão pensando em deixar o emprego por conta própria.
⬇️ Ouça abaixo:
⤵️ Confira as dicas da educadora financeira para quem pensa em pedir demissão:
📝 1 – Calcular custo de vida
O primeiro ponto importante citado pela educadora financeira para quem está considerando pedir demissão é calcular o custo de vida, ou seja, todos os custos necessários para sobrevivência.
Segundo Aline Soaper, é necessário saber o quanto “gasta com moradia, transporte, alimentação, lazer, e não pode esquecer de colocar os compromissos financeiros que já assumiu”.
A especialista salienta que dívidas com cartão crédito ou compromisso já marcado com alguém também entram nessa soma. É importante não esquecer nenhum valor.
💸 2 – Reserva financeira
O segundo passo citado por Soaper é criar uma reserva financeira de pelo menos seis meses.
Isso porque, caso a pessoa queira empreender ou ir para um novo emprego, não se tem certeza de que ela terá no mês seguinte o dinheiro que era o seu salário fixo.
“Com uma reserva, tem um pouco mais de tranquilidade de esperar o negócio dar certo, ou se quer ir para um novo emprego, de passar por aquele processo seletivo e ser aceita, ou se der errado, ir para um outro processo seletivo”, explica.
📚 3 – Se preparar profissionalmente
A educadora financeira também explica que se preparar profissionalmente para o próximo desafio é de extrema importância. Por isso, “faça cursos de capacitação, se quer ir para um novo trabalho, já investigue o que eles pedem para ir se preparando”, salienta Soaper.
A especialista explica que, por mais que a taxa de desemprego seja alta, ao mesmo tempo tem muitas empresas precisando contratar e com vagas abertas, mas sem conseguir esses profissionais. Por isso, é importante se capacitar profissionalmente e entender como está o mercado.
“Até separar uma parte do salário para continuar investindo na própria educação, fazendo cursos profissionalizantes, se aperfeiçoando, participando de uma pós-graduação, algo que vai te capacitar mais para que aumente o nível de empregabilidade”, afirma Aline.
🚫 4 – Não gastar o dinheiro da rescisão
O quarto ponto é não gastar o dinheiro da rescisão logo que sair do trabalho. Segundo Soaper, o ideal é guardar ou investir.
“Eu sei que é tentador porque a pessoa trabalhou, aí recebe aquela grande quantia que nunca viu na vida e pensa ‘agora eu vou fazer uma viagem, vou esfriar a cabeça, depois eu volto para procurar emprego’. Gasta o dinheiro da rescisão e depois passa sufoco pois pode precisar”, explica.
“Então guarde esse dinheiro que foi da rescisão, invista em lugares que são seguros. Não use o dinheiro enquanto não está nada certo, ou o negócio ainda não deu dinheiro, ou o emprego novo ainda não saiu”, orienta a educadora financeira.
💰 5 – Fonte de renda extra provisória
Por fim, a especialista destaca que é importante criar uma fonte de renda extra provisória enquanto o novo emprego não dá certo. A ideia é fazer alguma coisa para começar a gerar um dinheiro complementar e não precisar mexer na reserva na rescisão.
“Pode prestar serviço para alguém, até passear com cachorro, fazer trabalho de babá de final de semana. Quanto mais dinheiro você tiver guardado, mais tranquilidade para dormir até o novo emprego ou novo negócio começar a trazer dinheiro de verdade”, explica Soaper.
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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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