Economia
PIX por aproximação: BC quer padronizar e ampliar modalidade em maio
Em maio, será padronizado o chamado “protocolo de comunicação” entre os dispositivos do pagador e do recebedor. E, também, será feita a inclusão desse novo tipo de iniciação no regulamento do PIX. BC quer ampliar o PIX por aproximação
Bruno Peres/Agência Brasil
O diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central, Renato Gomes, informou nesta quinta-feira (24) que a instituição buscará facilitar a ampliar a utilização do PIX por aproximação em maio deste ano.
📲Essa modalidade permite que os clientes paguem contas com o PIX apenas aproximando o celular da máquina do lojista, como é feito com cartões de crédito e débito.
Disponível desde fevereiro deste ano, o PIX por aproximação ainda não está disponível nos sistemas Apple Pay e a Samsung Pay, que não se registraram no BC. A funcionalidade está liberada, atualmente, apenas para os dispositivos móveis do sistema Android, que usam o Google Pay. E com um número limitado de instituições financeiras.
Em maio, segundo o diretor, será padronizado o chamado “protocolo de comunicação” entre os dispositivos do pagador e do recebedor. E, também, será feita a inclusão desse novo tipo de iniciação do pagamento no regulamento do PIX.
“O PIX por aproximação nasceu por conta de pesquisas de opinião, que apontaram que jornadas de pagamento do PIX na boca do caixa ainda é um ponto de fricção por sua adoção mais extensa no comércio físico. O objetivo é facilitar”, declarou o diretor Renato Gomes, do Banco Central.
Como funciona
A ideia do PIX por aproximação é que seja uma forma de pagamento mais simples e rápida que o PIX por QR Code.
🔎Hoje, com o QR Code, o comerciante gera um código e o cliente precisa entrar no aplicativo do banco, ir até a área de PIX, selecionar a opção de “QR Code”, ler o código e aceitar a transação.
Já com o PIX por aproximação, basta ir ao aplicativo do banco, selecionar a opção e aproximar o celular do aparelho. O processo pode variar um pouco de acordo com a instituição financeira.
Já para ativar o PIX em uma carteira digital, o cliente precisa vincular a conta bancária à carteira –como é feito com cartões de crédito, por exemplo.
As transações nesse modelo terão limite padronizado de R$ 500, mas o cliente poderá alterar o valor máximo por transação ou por dia.
Agenda regulatória
A novidade no PIX por aproximação está incluída na agenda regulatória do Banco Central para os anos de 2025 e 2026, divulgada nesta quarta-feira. Veja abaixo outros projetos prioritários da instituição:
Open finance: o Banco Central informou que quer iniciar neste ano a portabilidade de operações de crédito no chamado “open finance”, por meio do qual clientes autorizam os bancos a visualizar seus dados para ofertar serviços. No futuro, informou o BC, o open finance também possibilitará a portabilidade de salários e de investimentos.
Abertura de contas correntes: a instituição informou que elabora sistema para que pessoas físicas possam negar autorização de abertura de conta corrente em seu nome. Isso será feito por meio do chamado Registrato, com o objetivo de impedir fraudes. O correntista que aderir terá de liberar no sistema a abertura de cada conta, quando quiser.
Crédito imobiliário: o Banco Central informou que há um “consenso no mercado” de que o atual modelo de financiamento à casa própria, com base na poupança, está se esgotando. Por isso, serão buscadas alternativas à poupança e, também, feito um debate para saber quais características devem ter os contratos com a mudança do chamado “funding”, que tende a ser mais volátil (instável).
PIX parcelado: o diretor Renato Gomes, do BC, avaliou que a modalidade pode “gerar descontos na boca do caixa” para o comprador. “O comerciante esta mais incentivado a prover esse desconto, que pode ser complementado com parcelamento junto a instituição financeira do pagador. Para quem recebe o PIX, nada muda. Não vai haver tabelamento de taxa de juros, numero de parcelas, esses temas não fazem parte”, disse ele. A padronização do PIX parcelado está prevista para setembro.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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