Política
PL e Missão ganham mais filiados em ano eleitoral; MDB perde mais e PT também recua
Eleições 2026: quem são os pré-candidatos à Presidência da República
O PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, e o Missão, partido recém-criado a partir do Movimento Brasil Livre (MBL), foram os que mais cresceram em número de filiados neste começo de ano eleitoral.
Já o MDB, maior partido do país, lidera entre os que mais perderam integrantes, seguido de PRD, PP e PT, do presidente Lula.
O levantamento foi feito com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de janeiro ao começo de abril. No último fim de semana, terminaram a janela partidária — período em que deputados podem mudar de legenda sem perder o mandato — e também o prazo para que os pré-candidatos tenham definido seu domicílio eleitoral, estado pelo qual pretendem concorrer. A lei eleitoral brasileira exige filiação partidária para disputar eleições.
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Entre janeiro e março, o PL ganhou 43.588 filiados, passando de 896.026 para 939.614. No mesmo período, o Missão recebeu 7.820 novos integrantes, passando de 9.562 para 17.382. O partido formado por integrantes do MBL foi criado oficialmente em novembro do ano passado e se prepara para a sua primeira eleição.
Do outro lado, o MDB perdeu 5.062 filiados, mas ainda mantém mais de 2 milhões ao todo. O PT aparece como o quarto partido com maior perda, com redução de 3.215 filiados, de 1.671.885 para 1.668.670.
Mesmo com as variações registradas no período, os partidos que mais perderam filiados continuam entre os maiores do país. MDB, PT e PP seguem nas primeiras posições do ranking nacional.
Os dados do TSE consideram o total de filiações. Ou seja, vai além de parlamentares, políticos eleitos e pré-candidatos às disputas deste ano.
Partidos crescem de olho na eleição
O avanço do PL ocorre em meio os preparativos para a eleição. O senador Flávio Bolsonaro é pré-candidato à Presidência, escolha do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso após condenação por tentativa de golpe de Estado.
A última pesquisa Quaest, divulgada em março, mostra Flávio Bolsonaro empatado com o presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno, com 41% das intenções de voto para cada .
Nos últimos meses, o partido também intensificou campanhas de filiação. Há cerca de dez meses, o PL mantém peças em redes sociais e canais institucionais para atrair novos integrantes.
Os dados indicam predominância masculina: 56% dos filiados são homens, e 44%, mulheres. Em relação ao tempo de filiação, 58% estão no partido há mais de dez anos; 25% entre um e cinco anos; cerca de 10% entre cinco e dez anos. Cerca de 6% está há menos de um ano.
São Paulo concentra 170.353 filiados (18% do total), seguido por Minas Gerais, com 104.532 (11%), e Santa Catarina, com 69.622 (7%). Na sequência aparecem Rio de Janeiro (62.911), Paraná (59.861) e Bahia (52.974).
Na sequência, o Missão registrou o segundo maior crescimento. Registrado em 2023 pelo MBL e formalizado pelo TSE no ano passado, o partido tem uma base menor em termos absolutos, mas foi a segunda legenda que mais ampliou o número de integrantes no período, passando de 9.562 para 17.382.
Assim como no PL, há predominância masculina: são 16.186 homens (93%) e 1.196 mulheres (7%). Em termos de tempo de filiação, praticamente todos os integrantes ingressaram há menos de um ano.
São Paulo reúne 5.787 filiados no Missão (33% do total), seguido por Minas Gerais (1.481) e Paraná (1.271). Na sequência estão Rio de Janeiro (1.171) e Santa Catarina (1.111), além de Rio Grande do Sul (967), Bahia (599), Ceará (536), Pernambuco (531) e Goiás (486).
O Missão tem um deputado federal eleito, Kim Kataguiri, e pretende lançar Renan Santos na disputa pela Presidência da República.
Fundador do MBL propõe anexação do Tocantins a Goiás
Outras siglas também registraram crescimento, embora em menor escala. O Novo ganhou 3.223 filiados, chegando a 75.680, enquanto a UP cresceu em 803, para 13.313.
Também avançaram, de forma mais discreta, partidos como DC, Democrata, Rede e PCO. O PSC não teve variação e manteve 443 filiados.
No total, o número de filiados a partidos no país passou de 16.097.237 em janeiro para 16.119.210 em março, um aumento de 21.973 integrantes.
MDB lidera perdas; PT está entre maiores reduções
Entre os partidos que perderam filiados, o MDB registrou a maior queda no período, com redução de 5.062 integrantes entre janeiro e março.
Na sequência, aparecem PRD, com menos 3.964 filiados, e PP, que perdeu 3.431 no período. O PT figura como o quarto partido com maior redução, com queda de 3.215 filiados.
Outras siglas também registraram desfiliações, como PDT, com menos 3.156 integrantes; PSDB, com menos 2.875; e União Brasil, com menos 2.668.
O PSB perdeu 1.433 filiados, o Podemos teve recuo de1.323 integrantes, o PV está com menos 1.155 filiados e o Cidadania, com menos 1.123. Também tiveram redução o Solidariedade, PCdoB, PRTB, Republicanos, Agir, Mobiliza, PSD e Avante.
Ranking de filiados por partidos
Apesar das variações registradas entre janeiro e março, o ranking geral de filiados segue liderado por MDB e PT. Veja os números:
Infográfico – ranking de filiados dos partidos até 1º abril de 2026
Equipe de Arte/g1
O MDB permanece como a legenda com maior número de filiados no país, com 2.022.593 integrantes. Entre eles, 1.033.094 são homens, o que corresponde a cerca de 51% do total, enquanto 889.706 são mulheres, aproximadamente 44%, além de 1.189 registros sem informação. Em relação ao tempo de filiação, 72% dos integrantes estão no partido há mais de 10 anos, 16% entre 1 e 5 anos, cerca de 5% entre 5 e 10 anos e cerca de 2% há menos de um ano.
São Paulo reúne 364.388 filiados, cerca de 18% do total do partido. Minas Gerais aparece em seguida, com 205.447, aproximadamente 10%, e Rio Grande do Sul soma 157.013, cerca de 8%.
Na sequência estão Bahia, com 151.606 (cerca de 7%), Paraná, com 131.278 (cerca de 6%), e Santa Catarina, com 109.885 (cerca de 5%). Também aparecem Rio de Janeiro, com 107.123, Ceará, com 102.984, Pernambuco, com 95.473, e Pará, com 93.180.
Em seguida aparecem o PT, com 1.668.670 filiados, e o PP, com 1.291.209. No PT, são 814.867 homens, cerca de 49%, e 699.418 mulheres, aproximadamente 42%, além de 1.028 registros sem informação.
Em relação ao tempo de filiação, 66% dos integrantes estão no partido há mais de 10 anos, 16% entre 1 e 5 anos, cerca de 6% entre 5 e 10 anos e aproximadamente 3% há menos de um ano.
São Paulo concentra 314.836 filiados do PT, cerca de 19% do total. Minas Gerais aparece com 153.180 (cerca de 9%), seguido pela Bahia, com 143.592 (aproximadamente 9%), e Rio Grande do Sul, com 134.190 (cerca de 8%).
Depois estão os estados do Rio de Janeiro, com 120.743 (cerca de 7%), Paraná, com 96.622 (cerca de 6%), Ceará, com 85.169, Pernambuco, com 83.392, Pará, com 79.594, e Santa Catarina, com 68.415.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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