Economia
PM do DF lidera ranking de salários da categoria e é paga com dinheiro da União
Soldado que atua no Distrito Federal recebe quase o dobro da mediana do país, segundo Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Forças do DF são pagas por meio de fundo federal, que terá quase R$ 23 bilhões em 2023. Policiais militares do DF posam para foto enquanto bolsonaristas radiciais invadem Congresso Nacional
Reprodução
A Polícia Militar do Distrito Federal, que escoltou bolsonaristas radicais até a Praça dos Três Poderes neste domingo (8), lidera o ranking de salários da categoria no país e é paga pela União, por meio de um fundo bilionário.
No DF, um soldado da PM tem salário bruto de R$ 8.478,43, segundo a mediana calculada pelo 15º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O montante é quase o dobro do valor nacional para a mesma categoria: R$ 4.476,86.
Essa diferença é explicada, dentre outros fatores, pelo fato de as remunerações das forças de segurança do DF serem bancadas pelo Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF), que é abastecido com verbas federais.
Em 2023, o fundo receberá quase R$ 23 bilhões – uma alta de 48,7% na comparação com 2022. Os valores são corrigidos anualmente pela variação da receita corrente líquida da União.
Para manter a ordem pública, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou intervenção federal na área de segurança pública do DF. O decreto foi anunciado após a invasão dos prédios do Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal.
Lula chegou a afirmar que houve “incompetência, má vontade ou má fé” por parte da corporação.
Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF)
O FCDF é usado para custear as Polícias Civil, Penal e Militar e o Corpo de Bombeiros do DF, bem como ações na área de saúde e educação.
Segundo informações do Governo do Distrito Federal, os recursos do fundo serão divididos da seguinte maneira em 2023:
a área da segurança receberá R$ 10,2 bilhões;
saúde terá R$ 7,1 bilhões
e educação ficará com R$ 5,6 bilhões.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, mencionou na noite deste domingo, ao falar sobre os atos terroristas, esses repasses da União que são feitos anualmente ao DF:
“A garantia da ordem pública em Brasília é obrigação do governo do Distrito Federal, que, inclusive, recebe um fundo constitucional para isso”.
E continuou: “Há aportes de recursos federais para que as policiais sejam mantidas e cumpram esse papel em relação aos poderes federais”.
Preferências ideológicas nas instituições
Segundo Dino, há preferências ideológicas nas instituições atrapalhando o cumprimento de deveres funcionais.
“Quando a PM do DF, junto com o contingente disponível da Força Nacional, entrou no terreno, efetivamente, em uma hora a situação estava resolvida. Depois de três horas de desatino”, disse.
Segundo o ministro, omissões dentro da corporação serão apuradas. Dino também afirmou que governadores cederam efetivos das respectivas PMs para fortalecer a segurança no DF.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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