Política
Podemos anuncia apoio a Hugo Motta na disputa pelo comando da Câmara
Com 14 deputados, legenda é a segunda a formalizar apoio ao candidato do Republicanos à sucessão de Arthur Lira. PP fez o anúncio nesta terça-feira (29). Podemos anuncia apoio à candidatura de Hugo Motta à presidência da Câmara
A bancada de deputados federais do Podemos anunciou nesta quarta-feira (30) apoio à candidatura de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Câmara.
A legenda é a segunda a formalizar apoio ao nome de Motta na disputa pelo comando da Casa.
A candidatura do líder do Republicanos foi oficializada na terça (29) e, no mesmo dia, recebeu apoio do atual presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), e da bancada do PP.
Juntos, os partidos que, até o momento, formalizaram apoio a Hugo Motta reúnem 108 deputados — Podemos (14); PP (50); e Republicanos (44).
Presidente nacional do Podemos, a deputada Renata Abreu (SP) afirmou, em coletiva à imprensa, que a decisão foi tomada “por unanimidade” e que a sigla está “muito feliz” com a parceria.
O escolhido de Arthur Lira despontou como favorito na disputa ao longo de setembro, após o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP) abrir mão de sua candidatura.
Além de Motta, os deputados Antonio Brito (PSD-BA) e Elmar Nascimento (União Brasil-BA) também devem ser candidatos no pleito previsto para fevereiro do próximo ano.
As regras da Câmara estabelecem que, para ser eleito em 1º turno, um candidato precisa ter maioria absoluta dos votos (metade mais um), desde que 257 deputados tenham votado. Se isso não ocorrer, haverá um 2º turno entre os dois mais votados, e o eleito será o que reunir mais votos.
O mandato à frente da Casa é de dois anos, e o eleito comandará os trabalhos da Câmara entre 2025 e 2026.
Principal fiador da candidatura de Motta, ao lado de Marcos Pereira, Arthur Lira tem trabalhado há meses para reunir consenso em torno de um nome.
Inicialmente, o mais cotado era Elmar Nascimento, que enfrentou resistências de bancadas importantes na Casa, como a do PT.
Após a desistência de Pereira, Motta emergiu como favorito. Na avaliação de parlamentares, ele reúne as qualidades buscadas por Lira para angariar apoios entre diferentes bancadas.
Além de ser próximo do presidente da Casa, o líder do Republicanos tem bom trânsito entre deputados dos partidos do Centrão e não sofre resistências entre partidos de esquerda.
PT ‘tem muita chance’ de apoiar Motta, diz Gleisi
Deputado Hugo Motta (Republicanos – PB)
Mário Agra/Câmara dos Deputados
Pela tarde, Motta deve se reunir com a bancada do PT na Câmara. O partido é cobiçado pelos três candidatos ao comando da Casa, já que reúne a segunda maior bancada da Casa, com 68 deputados.
A presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), afirmou ao g1 que acredita haver “muita chance” de a legenda oficializar, ainda hoje, apoio a Hugo Motta.
Negociações intensas
Lira anuncia apoio a Motta para presidência da Câmara
Nas últimas horas, Hugo Motta intensificou a agenda de reuniões para consolidar apoios entre as bancadas partidárias.
Pela manhã, se reuniu com o líder do PL na Câmara, Altineu Côrtes (RJ), e outros seis deputados de uma ala considerada por membros da sigla como mais radicais. No encontro, Motta recebeu um documento, de três páginas, com pautas prioritárias para o grupo na Casa.
Segundo deputados ouvidos pelo g1, o candidato de Lira se comprometeu a estudar as propostas, mas não se comprometeu a votar os textos.
Na lista, ainda de acordo com parlamentares do PL, constam o projeto que anistia vândalos condenados pelo 8 de janeiro; a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) das drogas; e quatro propostas, já aprovadas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que limitam poderes do Supremo Tribunal Federal (STF).
O PL discutirá, na tarde desta quarta, em uma reunião na sede da legenda, em Brasília, a posição da bancada na disputa pelo comando da Casa. O líder do partido afirmou que já está “sendo formada uma maioria para apoio à candidatura do deputado Hugo Motta”.
O encontro, além de reunir os deputados, deve contar com a presença do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto.
“Acredito que essa decisão [de apoio] possa até sair hoje”, disse Altineu, que representa a maior bancada partidária na Câmara — 92 deputados.
Ainda pela manhã, antes do anúncio do Podemos, Hugo Motta também se reuniu com a bancada da sigla para as últimas tratativas políticas.
Antes, membros do partido haviam se reunido com Elmar Nascimento, que deixou o encontro afirmando que haveria chance de a sigla postergar um eventual endosso a Motta — o que não se concretizou.
Além do PL e do PT, o MDB — com 44 deputados — também deve se reunir nesta quarta, segundo o líder Isnaldo Bulhões (AL), para definir a posição na disputa pela Presidência da Casa.
Isnaldo participou, na manhã de terça (29), do anúncio de apoio de Lira a Hugo Motta. Também esteve, na manhã desta quarta, com o líder do Republicanos na reunião com o Podemos.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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