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Economia

Por que estados americanos podem proibir a construção de data centers

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Vista aérea de um data center da AWS que integra a região US-EAST-1, no norte da Virgínia, nos EUA
Reuters/Jonathan Ernst
Gigantes de tecnologia têm feito investimentos enormes em data centers à medida que precisam de muita capacidade para armazenar informações na “nuvem” e treinar modelos de inteligência artificial cada vez mais avançados.
Os data centers costumam consumir muita energia e, por isso, estão na mira de projetos que buscam proibir a construção desses empreendimentos. Alguns estados americanos já discutem suspender temporariamente a criação desses espaços.
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O caso mais avançado é o do Maine, que pode ser o primeiro estado americano a proibir a construção de novos data centers. A Câmara e o Senado estaduais já aprovaram a proposta, que, para virar lei, precisa ser sancionada pela governadora Janet Mills, do Partido Democrata.
❓ Um data center (“centro de dados”, em inglês) é um local que armazena e processa informações. Entre os tipos, estão os de nuvem (cloud), que operam serviços online, e de inteligência artificial, que treinam modelos de linguagem complexos.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
A proposta do Maine impediria, até novembro de 2027, a criação de data centers com, no mínimo, 20 megawatts de potência. Projetos dessa capacidade podem consumir energia elétrica equivalente a mais de 15 mil residências, segundo o jornal The Wall Street Journal.
A medida prevê ainda um conselho responsável por propor medidas para garantir que os data centers não prejudiquem a população do Maine.
Apenas 9 data centers estão em funcionamento no Maine, segundo dados do site Data Center Map. A Virgínia lidera o ranking nos EUA com 579 data centers em operação, enquanto o Brasil tem 204 empreendimentos desse tipo.
Mas, apesar de o Maine ter poucos empreendimentos, a preocupação é com o possível aumento no custo de energia causado por esses empreendimentos. O estado já tem uma das maiores tarifas do país, segundo o Administração de Informação de Energia dos EUA.
Data centers costumam usar muita energia elétrica e podem contribuir com o aumento da conta de luz nos Estados Unidos. Por lá, concessionárias de energia investirão em infraestrutura para atender à demanda e poderão repassar os custos para consumidores, afirmaram analistas à CNBC.
Os empreendimentos também levantam preocupações sobre o uso de água. Fazer até 50 perguntas para o ChatGPT pode consumir meio litro de água, segundo um estudo da Universidade da Califórnia, em Riverside.
Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas
A deputada estadual Melanie Sachs, do Partido Democrata, disse que a proibição no Maine garantirá a gestão responsável da terra e da água. “Este projeto não é contra a inovação, nem rejeita o desenvolvimento econômico”, afirmou em março, segundo o site Maine Morning Star.
Já o deputado estadual Steven Foster, do Partido Republicano, disse que já há regras para data centers e que a proibição não é necessária. “Muito medo foi alimentado sobre a construção de um data center de inteligência artificial em qualquer lugar do Maine, o que é contrário à realidade”, afirmou em março.
Propostas de suspender a construção de data centers também surgiram em estados como Virgínia e Geórgia, bases de projetos de empresas como Meta, Google e Microsoft.
Esses projetos também foram apresentados em estados como Nova York, Maryland e Oklahoma, mas, por enquanto, não se tornaram lei em nenhum deles.
A proibição temporária a novos data centers já existe por meio de leis municipais de algumas cidades no Michigan e em Indiana, segundo o Wall Street Journal. A lei do Maine teria o maior alcance até o momento.
Projeto do Scala AI City, ‘cidade’ de servidores que será construída em Eldorado do Sul (RS)
Divulgação/Scala Data Centers
No Brasil, os primeiros projetos de data centers de IA poderão ter consumo equivalente ao de mais de 16 milhões de casas. Os empreendimentos serão construídos no Rio de Janeiro (RJ), em Eldorado do Sul (RS), em Maringá (PR), em Uberlândia (MG) e em Caucaia (CE).
O projeto de Caucaia é da ByteDance, empresa chinesa dona do TikTok, e envolve um complexo com cinco data centers que deverão entrar em operação em setembro de 2027. Ele terá capacidade inicial de 200 megawatts.
O projeto da ByteDance prevê um investimento de mais de R$ 580 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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