Economia
Por que morar na China está cada vez mais caro e como a crise imobiliária ameaça a estabilidade política
Desaceleração da economia chinesa está ligada à queda da atividade no setor de construção civil, responsável por 25% do PIB da China. Nos últimos anos, o preço do metro quadrado em um apartamento em cidades chinesas como Xangai ou Pequim tem sido mais caro do que em um apartamento em Nova York. Esse cenário imobiliário da China é um dos sintomas da desaceleração da segunda maior economia do mundo.
A economia da China cresceu a um ritmo anual de 6,3% no segundo trimestre de abril a junho, segundo dados do governo divulgados nesta segunda-feira (17). O resultado, no entanto, está abaixo dos 7% (ou mais) que os analistas haviam previsto.
Evergrande Oasis, complexo residencial do grupo Evergrande, em construção em Luoyang, na China
Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Uma das principais razões para essa desaceleração é a queda da atividade no setor de construção civil, que corresponde a 25% do PIB da China. É o que explica Clauda Trevisan, diretora executiva do Conselho Empresarial Brasil China.
“O governo chinês avalia que é preciso reduzir o peso desse setor no PIB para que o crescimento chinês seja sustentável a longo prazo.”
Em entrevista a Natuza Nery, Trevisan explica como os efeitos desse novo ritmo de crescimento ameaçam a estabilidade política no país.
“Esse aumento desenfreado de preços [dos imóveis] também passou a preocupar o governo chinês. Um dos principais slogans do presidente Xi Jinping é a promoção da prosperidade comum. Para ser realizada, implica uma redução de desigualdades entre campo e cidades, desigualdades de renda. E o aumento do preço dos imóveis estava contribuindo para o aumento dessa desigualdade, não para redução.”
Comprar imóveis, explica Trevisan, “tem sido uma maneira de famílias que poupam muito guardarem dinheiro, o que foi contribuindo para o aumento dos preços”.
Ouça a entrevista completa no podcast O Assunto
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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