Economia
Por que o governo da França irá pagar pelo conserto de roupas e calçados de moradores
Benefício será liberado a partir de outubro e prevê reembolso de 6 a 25 euros sobre o custo do reparo — algo em torno de R$ 30 a R$ 134, pela cotação desta sexta-feira (14). Reparo gratuito: por que o governo da França irá pagar pelo conserto de roupas e calçados de moradores.
Sarah Brown / Unsplash
O governo da França anunciou nesta semana o pagamento de um bônus para moradores que queiram consertar peças de roupas ou calçados danificados.
O programa, que entrará em vigor em outubro, prevê o desconto de 6 a 25 euros sobre o reparo das peças — algo em torno de R$ 30 a R$ 134, pela cotação desta sexta-feira (14).
O anúncio foi feito pela secretária de estado da Ecologia do país, Bérangère Couillard, em visita a um centro de moda sustentável em Paris, informou o jornal “Le Monde”. A previsão é que os descontos sejam aplicados diretamente na fatura do serviço.
De acordo com uma tabela divulgada pela secretária, parte da divisão de consertos patrocinados pelo governo será da seguinte forma:
costurar um furo: 7 euros;
mudar um salto: 7 euros;
colar uma sola de sapato: 8 euros;
forrar uma roupa: até 25 euros.
Bérangère Couillard explicou que os serviços serão financiados por um fundo de 154 milhões de euros (cerca de R$ 830 milhões) constituído a partir dos impostos pagos pelo setor têxtil. O montante reservado deve valer para os próximos cinco anos.
“Financiado pela contribuição dos fabricantes do setor, este auxílio reduzirá o custo de seus reparos. A partir de outubro, será mais fácil consertar suas roupas e sapatos do que comprar novos”, escreveu a secretária em sua conta no Twitter.
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Por que o governo da França irá pagar pelos reparos?
O principal objetivo do programa é diminuir o desperdício no país. De acordo com a secretária Bérangère Couillard, a estimativa é de que 700 mil toneladas de roupas são jogadas fora por ano na França — desse total, cerca de 466 mil toneladas acabam em aterros sanitários.
O jornal britânico “The Guardian” informou que a secretária de Ecologia convidou todas as oficinas de costura e sapateiros do país a aderirem ao projeto, que será gerido pela organização Refashion.
“O objetivo é apoiar quem faz reparos”, disse Couillard durante visita em Paris. Isso encorajaria oficinas e varejistas a oferecer serviços de reparo com “a esperança de recriar empregos”, continuou.
O projeto faz parte de um esforço mais amplo do governo francês, iniciado no final do ano passado, para reformar a indústria têxtil, considerada uma das mais poluentes do mundo.
No país, lojas de roupas e têxteis também devem trazer nos rótulos informações do material usado e o país onde o item foi produzido e fabricado.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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