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Economia

Por que o Rio ‘encolheu’? Veja hipóteses de analistas para a redução de população

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IBGE diz que os dados ainda passam por análises, e que estudo será divulgado no fim de julho. g1 ouviu especialistas, que apontam como possíveis problemas: economia, segurança e mobilidade. Censo 2022 identificou que o Rio está perdendo moradores
Dados divulgados pelo Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (28) mostram que 9 das 22 cidades da Região Metropolitana do Rio de Janeiro perderam população nos últimos 12 anos, incluindo a capital, que perdeu mais de 100 mil habitantes.
O presidente interino e diretor de pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo, afirma que ainda não é possível estabelecer causas da redução de população nas cidades brasileiras, em especial no RJ. Informou ainda que o instituto tem uma comissão de profissionais que está analisando esses dados e que o resultado deve ser divulgado no fim de julho.
Embora não haja uma resposta oficial com base em estudos, o g1 ouviu opiniões de especialistas para tentar levantar hipóteses para os motivos, com base em dados das décadas anteriores. Veja abaixo.
Falhas de segurança e mobilidade
Para o urbanista Washington Fajardo, os números podem servir de alerta para o estado do Rio de Janeiro, especialmente na Região Metropolitana. Segundo ele, há uma certa fratura social e um possível sintoma de falha de políticas públicas em dois campos: segurança pública e mobilidade.
“Tem um gigantesco alerta para o governo do estado de ineficiência”, analisa.
Fajardo concorda com o diretor de pesquisas do IBGE que ainda é muito difícil de fazer afirmações sobre redução demográfica, mas supõe que, em especial na Baixada Fluminense, a influência na redução de habitantes se dá em relação ao custo de vida, à desestruturação social e ao aumento da insegurança, com profunda ineficiência de serviços públicos.
“Do ponto de vista urbanístico, vale entender as consequências de cidades com menos população, ou seja, na história brasileira, especialmente a partir da Segunda Guerra, a gente tem criado políticas urbanísticas e habitacionais baseadas na expansão da população. O fato de nós começarmos a lidar concretamente com redução de população significa uma necessidade urgente de fazer revisão nesse pensamento”, diz Fajardo.
Crise estrutural e econômica
Mauro Osório, professor do Instituto de Geografia da UFRJ, chama a atenção para outra questão que, em sua opinião, influi na saída de habitantes de algumas regiões: a crise estrutural e econômica.
“O Rio de Janeiro tem uma crise estrutural que vem desde a transferência da capital. É a região que menos cresce o tempo todo, então, para que alguém vai se mudar para uma região que menos cresce? Essa crise se aprofunda desde 2015 e reforça a tendência”, analisa Osório.
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Petrópolis e Região Serrana: ‘estresse climático’
Fajardo alerta para a redução de população de Petrópolis (-5,1%) e da Região Serrana, que, na sua visão, pode estar relacionado com o componente de estresse climático, de crises ambientais, de chuvas e de alagamentos.
“A Região Serrana manteve historicamente uma qualidade de vida, não tem tanta interação com outra região, mantém economia local, mas precisa, urgentemente, de políticas para emergências climáticas”, comenta.
Maricá ‘joia da coroa’
Fajardo também chama a atenção para o crescimento populacional da cidade de Maricá, indo na contramão da tendência das outras cidades. O urbanista brinca que Maricá aparece como uma “joia da coroa”.
“No caso do Rio, é interessante observar como uma mudança no perfil metropolitano. A capital também com redução de população, chama muita atenção esse crescimento de Maricá, o que traz também uma análise de uma certa eficiência de políticas públicas, Maricá tem sido um case de boa utilização de recurso dos royalties, a cidade conseguindo oferecer qualidade de vida. Maricá é um dos raros municípios que tem o princípio da tarifa zero, então isso lança uma luz sobre a eficiência de políticas públicas como atratividade de mudança demográfica”, avalia.
O que acontece em Maricá é, para Washington Fajardo, o fenômeno mais interessante do ponto de vista desenvolvimento urbano em contexto metropolitano.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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