Economia
Por que o tomate e o ovo estão tão caros?
Os dois produtos foram destaque na inflação de março. O tomate e os ovos ficaram mais caros em março deste ano.
Unplash/Erol Ahmed/Josephine Baran
Os preços dos tomates e dos ovos dispararam em março.
O tomate ficou 22% mais caro em relação a fevereiro, enquanto o ovo registrou a sua 4ª alta mensal, ao subir 13%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na sexta-feira (11).
No ano, o tomate acumula uma alta de 53%, enquanto os ovos, de 31%. Entenda abaixo por que esses alimentos estão mais caros.
Plantio de tomate diminuiu
Tomates.
Foto: Lucas Diego
Entre junho de 2024 e fevereiro deste ano, o preço do tomate pago ao agricultor ficou muito baixo, o que fez muitos produtores desistirem de plantar ou se descapitalizarem, provocando uma redução do plantio, conta o pesquisador João Paulo Deleo, do Cepea-Esalq/USP.
Além disso, boa parte da safra de verão foi disponibilizada para venda entre outubro e novembro, o que diminuiu a oferta de tomates para março e maio. A produtividade (volume colhido por área) também recuou a partir de fevereiro, contribuindo para a alta de preços.
“No momento a safra de verão segue para o final, e a de inverno ainda se inicia lenta. Além disso, a safra de inverno se inicia com produtividade baixa em algumas regiões, o que deve manter a oferta controlada”, diz Deleo.
“Assim, os valores devem se sustentar em patamares similares ao atual nesse mês e no próximo, podendo ter variações positivas ou negativas. Com a intensificação da safra de inverno a partir de junho, pode haver um aumento na oferta”, acrescenta.
Ovos continuam em alta
Ovos de galinha.
Caminhos do Campo/RPC
O ovo está ficando mais caro para o consumidor desde dezembro do ano passado por diversos motivos.
Um deles é o custo do milho, principal componente da alimentação das galinhas, que subiu 30% entre julho de 2024 e fevereiro deste ano.
Além disso, houve um aumento no valor das embalagens, que disparou mais 100% nos oito meses encerrados em fevereiro, segundo dados do Instituto Ovos Brasil (IOB).
As galinhas também sofreram com as ondas de calor de intenso entre o ano passado e início de 2025. Diante das altas temperaturas, as galinhas comem menos ração e acabam produzindo menos ovos.
Tem também o fator Quaresma, os 40 dias que antecedem a Páscoa, período em que os católicos costumam diminuir o consumo de carne vermelha, o que aumenta a procura pelos ovos.
Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os preços devem se normalizar após o período religioso.
Um outro fator que tem sido muito questionado é a disparada da exportação de ovos para os Estados Unidos.
Entre janeiro e março, os EUA importaram 2.705 toneladas de ovos do Brasil, uma alta de 346,4% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da ABPA.
O aumento das compras ocorre em meio a surto de gripe aviária nos EUA, que dizimou milhares de aves no país, e levou o preço dos ovos a níveis recordes.
“Neste mês verificamos, de forma mais expressiva, os resultados positivos da abertura dos Estados Unidos para ovos produzidos no Brasil para termoprocessamento localmente para produtos de consumo humano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
Apesar disso, Santin avalia que a oferta de ovos para o mercado brasileiro tem sido preservada, pois, segundo ele, as exportações brasileiras ainda representam 1% do total da produção nacional.
Entenda os motivos que fizeram o preço do ovo disparar
Economia
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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