Economia
Posição de Lula sobre PCC e CV como terroristas nos EUA deve reforçar impacto econômico e risco ao PIX
O Palácio do Planalto está fechando uma nota oficial que irá ser divulgada ainda nesta sexta-feira (29) em reação ao anúncio dos Estados Unidos de equipararem a terroristas as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).
O texto reforçará os danos que a medida pode trazer à economia do país, inclusive ao PIX, sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central (entenda mais abaixo).
Ponto central da posição do governo será reforçar que a parceria com os EUA no combate ao crime organizado continua forte assim como outras parcerias para combater as facções.
Segundo interlocutores do governo ouvidos pelo blog, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não quer um enfrentamento com a gestão de Donald Trump.
Decisão dos EUA sobre facções pode impactar mercado
Na arena eleitoral, a estratégia será reforçar não só possíveis perdas para o setor financeiro que podem ocorrer a partir da medida, mas até uma ameaça ao PIX — que já é alvo do governo Trump.
A acusação dos americanos é de que o meio de pagamento pode facilitar uso de recursos pelas organizações criminosas.
Na prática, a menção ao PIX comunica diretamente com a população, já que o meio de pagamento é o queridinho dos brasileiros.
Ao citar riscos ao PIX, o governo também joga na oposição, mais especialmente no pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a responsabilidade pela nova medida vinda do Departamento de Estado dos Estados Unidos, onde o senador foi recebido na quarta (27).
Lula conversou nas últimas horas com diversos auxiliares sobre o tema. Além do chanceler Mauro Vieira, discutiu o assunto com o assessor internacional Celso Amorim e com os ministros Wellington César Lima e Silva (Justiça) e Dario Durigan (Fazenda).
Flávio Bolsonaro em encontro com Trump; Lula em reunião com Trump
Reprodução
Tentativa é criar reação semelhante ao do ‘tarifaço’
A estratégia de evocar riscos ao PIX repete a tática usada pelo Planalto na crise do “tarifaço” de 2025, quando Donald Trump colocou em vigor uma taxa de 50% sobre os produtos brasileiros.
Na época, além de rebater a medida demonstrando o superávit bilionário dos EUA, o governo brasileiro apostou alto na diplomacia presidencial direta.
Lula e Trump conversaram de forma reservada para abrir negociações, oportunidade em que os dois presidentes trocaram telefones para estabelecer uma linha direta de comunicação.
Pouco tempo depois, o esforço culminou em um aperto de mãos presencial, quando Lula e Trump se encontraram na Malásia e iniciaram formalmente o acordo sobre as tarifas.
Esse diálogo direto foi classificado pelo Planalto como o motor para que a Casa Branca cedesse no pragmatismo econômico e assinasse um decreto reduzindo e retirando tarifas de diversos produtos do agronegócio brasileiro, citando nominalmente o avanço nas conversas com Lula.
Agora, a tentativa é criar uma reação semelhante à do tarifaço: usar o forte apelo de um tema financeiro para constranger Washington e reabrir canais diretos de negociação política.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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