Economia
Preço dos alimentos no mundo é o mais alto em 2 anos, diz ONU; carne e óleos vegetais puxam aumento
Carne bovina em supermercado brasileiro
Eduardo Matysiak/Futura Press/Estadão Conteúdo
Os preços mundiais das commodities alimentares subiram em julho e atingiram o valor mais alto em mais de dois anos, segundo a agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
De acordo com a entidade, os níveis recordes do valor da carne e os óleos vegetais acabaram compensando a redução dos preços de outras commodities, como cereais, laticínios e açúcar.
O Índice de Preços dos Alimentos da FAO, que serve como referência global para os preços das commodities alimentares, atingiu uma média de 130,1 pontos em julho, um aumento de 1,6% em relação a junho, informou a FAO.
Essa foi a leitura mais alta desde fevereiro de 2023, embora o índice tenha ficado 18,8% abaixo do pico alcançado em março de 2022, que se seguiu à invasão em grande escala da Rússia na Ucrânia.
O índice de preços da carne da FAO atingiu um novo recorde histórico de 127,3 pontos, 1,2% acima do pico anterior em junho, já que a forte demanda de importação da China e dos Estados Unidos impulsionou os preços da carne bovina e ovina, disse a agência.
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As importações de carne bovina dos EUA aumentaram depois que a seca levou a um declínio no rebanho bovino nacional. A China embarcou quantidades recordes de carne bovina no ano passado em meio à crescente popularidade do produto, embora uma investigação oficial sobre a carne bovina importada tenha aumentado a incerteza sobre a demanda chinesa.
Em outros mercados de carnes, os preços das aves subiram ligeiramente após a retomada das importações de frango brasileiro pelos principais compradores, depois que o Brasil recuperou seu status de livre de gripe aviária.
Em contrapartida, os preços da carne suína caíram devido à oferta suficiente e à menor demanda, principalmente na União Europeia, acrescentou a FAO.
O índice de óleos vegetais da agência subiu para 166,8 pontos, um aumento de 7,1% em relação ao mês anterior e o nível mais alto em três anos.
Esse aumento foi impulsionado pelas cotações mais altas dos óleos de palma, soja e girassol, devido à forte demanda global e à redução da oferta, embora os preços do óleo de colza tenham caído com a chegada da nova safra na Europa, disse a FAO.
O índice de referência da FAO para os preços dos cereais caiu para o nível mais baixo em quase cinco anos, refletindo a pressão sazonal sobre a oferta das safras de trigo no Hemisfério Norte. [GRA/]
O índice de preços do açúcar da FAO diminuiu pelo quinto mês consecutivo devido às expectativas de aumento da produção no Brasil e na Índia, apesar das indicações de recuperação da demanda global de importação de açúcar, informou a agência. [SOF/L]
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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