Política
Presidente de comissão que revisa o Código Civil diz que é necessário discutir redes sociais: ‘Não pode ser um território onde se pode tudo’
Além de presidir comissão, Luis Felipe Salomão é corregedor do Conselho Nacional de Justiça e ministro do Superior Tribunal de Justiça (STF) e falou com exclusividade ao g1. Presidente de comissão que revisa Código Civil diz ser necessário discutir rede social
“Quem achar que nos últimos 10, 15 anos a sociedade não mudou, é porque não está vivendo nesse mundo.”
A avaliação é do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Corregedor Nacional do Conselho Nacional de Justiça, Luis Felipe Salomão, de 60 anos, que preside a comissão de juristas encarregada de revisar o Código Civil Brasileiro, uma das principais leis do ordenamento jurídico nacional.
O ministro ponderou que o “mundo presencial”, do período em que o código em vigor foi elaborado, mudou por completo. A versão que está por vir, avalia, precisa se adequar – e aqui entra a discussão sobre a regulação das redes sociais.
“Pode avançar nisso, direta ou indiretamente, sem dúvida nenhuma. Há um consenso hoje na sociedade da necessidade dessa regulação, porque não se pode fazer tudo na rede social. Não pode ofender, agredir; não pode tratar de pedofilia, suicídio. Tem que ter limite. Não pode ser um território onde se pode tudo”.
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O ministro lembrou que existe um projeto de lei tramitando no Congresso Nacional para regular o ambiente das plataformas digitais e demonstrou que pretende adotar cautela no tratamento da questão.
“Nós vamos avaliar se é o caso de se avançar no âmbito do Código Civil com esse tipo de regulação ou se vai ficar limitado à regulação de conteúdo ou ao direito de imagem e autoria intelectual. Tudo isso é regra do Direito Civil”.
Salomão falou sobre o assunto ao g1, em entrevista exclusiva. No CNJ, é responsável pela análise e o encaminhamento de denúncias e reclamações relacionadas a juízes e à prestação jurisdicional no país.
Você vai ver nesta reportagem:
Temas debatidos para o novo Código Civil
O que é o Código Civil
Os trabalhos da comissão para o novo Código Civil
Judiciário como moderador
Os temas discutidos para o novo Código Civil
O ministro listou temas que entraram no radar da sociedade brasileira nas últimas décadas e que, na visão dele, devem ser inseridos de maneira mais clara na versão atualizada do Código Civil.
O casamento entre pessoas do mesmo sexo e a adoção de crianças por casais homoafetivos são exemplos que contam com decisões consolidadas no Supremo Tribunal Federal (STF) e no STJ.
“O que nós vamos fazer agora é verificar tudo o que já foi feito de precedente no Supremo e no STJ e vamos colocar na lei aquilo que já foi objeto de decisão judicial. Nós vamos avaliar a inserção disso no texto pra tornar claro, e não só uma interpretação, esses novos avanços, esses novos arranjos”.
Embora haja disposição de incluir no código a jurisprudência produzida pelo STF sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo, há iniciativas contrárias no próprio Congresso.
Em outubro, a Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou projeto que proíbe a união homoafetiva.
A iniciativa, prevista no parecer do relator do projeto, deputado Pastor Eurico (PL-PE) ainda precisa passar por outras comissões da Casa antes de ir a plenário.
O que é o Código Civil
O Código Civil é a cartilha do direito privado brasileiro – um dos mais complexos do ordenamento jurídico do país e tem a função de regular questões ligadas à esfera do direito de pessoas, empresas e instituições.
O código regula, por exemplo, contratos particulares, regras sobre a posse, sucessão familiar, heranças.
Também estabelece parâmetros para a aplicação do direito de família – como, por exemplo, disputa pela guarda dos filhos, casamentos e divórcios, contratos de união entre pessoas do mesmo sexo.
“O Código Civil é um estatuto da vida em sociedade desde antes do nascimento até a nossa morte, e além da morte”, afirma o ministro.
Luis Felipe Salomão lembra que é justamente a abrangência do código que o torna tão importante e, ao mesmo tempo, tão sujeito à necessidade de alterações.
“Na hora em que você entra no ônibus é um contrato; na hora em que compra a refeição do almoço, é um contrato; quando negocia no comércio eletrônico, é também um contrato”, exemplifica Salomão para dimensionar a abrangência da lei.
Última versão é de 21 anos atrás
Presidente de comissão que revisa o Código Civil fala da necessidade de atualização
A atual configuração do Código Civil Brasileiro passou a valer em janeiro de 2002. Antes de ficar pronta, tramitou por mais de 25 anos no Congresso Nacional.
Ela é ainda fruto de uma atualização da versão de 1916 conhecida como “Código Beviláqua”, uma homenagem ao jurista e historiador cearense Clóvis Beviláqua, responsável pela elaboração da espinha dorsal daquele código.
Novas mudanças que, consequentemente, produziram modificações nas relações privadas, impõem a nova reformulação que está em curso.
Para Luis Felipe Salomão, a internet e todas as transformações produzidas por ela não estão devidamente contempladas na estrutura atual do código – e essa é, segundo ele, uma das razões que apressam a necessidade de revisão.
“Nós tivemos uma extraordinária transformação, com a revolução das comunicações: a comunicação instantânea, o mundo da internet, a internet das coisas, da inteligência artificial, o avanço da tecnologia, tudo isso foi radicalmente alterado com o advento da internet e com essa ideia da comunicação instantânea”, teorizou Salomão sobre o caminho percorrido pelo país e pelo mundo nas últimas duas décadas.
A comissão
A Comissão de juristas que, sob a presidência do ministro Luis Felipe Salomão, vai reformar o Código Civil brasileiro, está em atividade desde setembro.
São 30 integrantes, entre advogados, professores, juízes, ex-juízes, promotores, representantes da sociedade civil e estudiosos do direito que se subdividiram em grupos para realizar a tarefa.
Eles têm audiências públicas e encontros periódicos previstos para Brasília, São Paulo, Porto Alegre e Salvador.
Serão analisados projetos de lei que tramitam no Legislativo Federal, sugestões de juristas e entidades.
Presidente de comissão que revisa Código Civil prevê mandar matéria ao Senado ao que vem
O grupo também vai mergulhar em decisões firmadas em cortes superiores. São sentenças e despachos que, embora não possam mais ser modificados, ainda não figuram como norma porque vieram depois da última atualização do código.
Com tudo em mãos, a comissão deverá votar internamente para a escolha dos temas que precisam ser alterados e incluídos.
E, depois disso, redigir um texto em forma de projeto de lei, que deverá ser entregue ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) até o fim do primeiro semestre do ano que vem.
“Acreditamos que lá por meados do ano que vem, estaremos concluindo o trabalho da comissão e entregando para o presidente (do Senado) Rodrigo Pacheco a nossa proposta, onde vai tramitar e onde alguns destes temas vão sofrer o debate dos representantes do povo, esses sim com representatividade pra modificar ou não o dispositivo legal”.
Luis Felipe Salomão descartou a possibilidade de que a revisão do Código Civil tenha o potencial de criar insegurança jurídica.
“Não há a menor possibilidade de gerar insegurança jurídica. O que nós queremos é avançar na interpretação do código, mas calcados no que a jurisprudência já vem tratando e no que o avanço da sociedade já vem exigindo”.
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Papel moderador do Judiciário
Na entrevista exclusiva ao g1, o ministro Luis Felipe Salomão respondeu às críticas dos que enxergam exagero na atuação do Poder Judiciário no Brasil.
Para ele, há confusão na interpretação do papel dos juízes no país.
“O juiz tem um limite pra interpretar a lei. Às vezes, é uma interpretação mais elástica, às vezes mais restrita. São técnicas de interpretação. O juiz, o judiciário, não pode criar a lei, tem que interpretar a lei de maneira que seja mais adequada ao tempo que se está vivendo”.
Luis Felipe Salomão nega que o Brasil viva um tempo de ativismo judicial. E afirma que, no Brasil, o judiciário ganhou um protagonismo maior a partir das decisões tomadas no julgamento do mensalão.
Ainda segundo Salomão, os tribunais precisaram adotar uma postura diante do que ele classificou como um projeto populista e autoritário de poder que identificado não só no Brasil recente.
“Essa ascensão gera choques. (E acontece) quando há um projeto de poder populista, onde não interessa o freio e contrapeso do regime democrático e (onde) o que vale é a tomada do poder mesmo que pisoteando as instituições”.
O ministro tratou também das iniciativas que surgem no legislativo para alterar regras de funcionamento do judiciário – como, por exemplo, as tentativas, no Congresso, de definir regras de escolha e tempo de mandato para juízes de cortes superiores.
“O que acontece neste momento? É evidente (que o Judiciário) vira um certo alvo dessa linha de conduta. Agora no Brasil nós retomamos a normalidade democrática e isso vai voltando pro lugar. Aquilo em que houve de excessos vai retornando pro lugar. Um debate sério sobre o papel do Supremo e do STJ dentro dessas mudanças é livre, é democrático. O parlamento pode fazer. Só não pode haver retaliações de lado a lado porque isso não faz bem para a democracia.”
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Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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